Nos jornais, na televisão, na rádio ou no átrio do Campus Universitário. Foram anos a reinvindicar a redução do valor cobrado na Universidade da Madeira (UMa) para admissão dos estudantes de doutoramento às provas públicas de defesa da tese. As taxas de doutoramento, durante anos, foram de 500 euros e, a partir de 13 de fevereiro de 2026, passam a ser de 150 euros.
“Esta é uma vitória importante para os estudantes e para a própria universidade”, destacou o Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA. O líder estudantil refere que, durante anos, “denunciámos o valor excessivo cobrado na UMa para a admissão às provas públicas de defesa das teses de doutoramento. Falámos deste problema nos jornais, na rádio e também junto da comunidade académica. A redução da taxa, de 500 para 150 euros representa um passo significativo para tornar o doutoramento mais acessível e para remover um obstáculo que não fazia sentido num sistema que deve incentivar a investigação e a qualificação avançada”.
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Gonçalo Nuno Martins, doutorado em Química pela Universidade da Madeira, refere que “entreguei a minha tese em setembro passado e com a aplicação de uma taxa de 500 euros. Agora é de 150 euros. Eu não cheguei a ser contemplado por uma diferença de poucos meses, mas recebo esta notícia com um grande sentimento de vitória e felicidade pelos meus colegas que têm as suas teses por entregar. Acredito que esta diferença resulta do esforço dos estudantes e das estruturas estudantis em serem ouvidos. O ideal seria a extinção da taxa por completo, mas este é um passo importante para alcançar esse objectivo”.
A discussão sobre os apoios sociais no ensino superior surge também num contexto em que vários estudantes apontam para o peso crescente de outros encargos académicos. Entre eles destacam-se as taxas associadas ao doutoramento, que em muitas universidades portuguesas continuam a atingir valores elevados quando comparadas com outros ciclos de estudo. Apesar de o doutoramento ser uma etapa central para a produção científica e para a renovação das comunidades académicas, as propinas e taxas administrativas continuam a constituir um obstáculo significativo para muitos investigadores em início de carreira, sobretudo para aqueles que não dispõem de bolsas de investigação ou de financiamento externo.
Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de NIC.