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UMa sem bolseiros a aguardar alojamento na residência

UMa sem bolseiros a aguardar alojamento na residência

A Universidade da Madeira prepara a expansão da sua capacidade de alojamento estudantil com novas residências financiadas pelo PRR, garantindo que atualmente nenhum estudante bolseiro se encontra sem lugar nas residências universitárias.

A Universidade da Madeira continua a reforçar a sua resposta ao alojamento estudantil, numa altura em que a procura por residência universitária permanece elevada. Apesar da pressão registada em alguns momentos do ano letivo, a situação dos estudantes bolseiros encontra-se salvaguardada. Atualmente nenhum estudante bolseiro está sem alojamento nas residências universitárias da instituição.

Ainda assim, a procura mantém-se significativa entre estudantes internacionais e participantes em programas de mobilidade, como o Erasmus+. No total, cerca de 70 estudantes aguardam vaga em residência universitária, uma situação que deverá ser progressivamente resolvida com a entrada em funcionamento de novas camas já previstas para o próximo ano letivo.

A expansão da capacidade de alojamento está a ser realizada no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência. Este programa constitui “o maior investimento de sempre em residências universitárias em Portugal” e prevê aumentar significativamente a oferta pública de alojamento estudantil. Em 2021 existiam cerca de 15.073 camas em residências públicas, número considerado insuficiente face aos cerca de 119.818 estudantes deslocados no ensino superior público, que representam 35,5% do total de inscritos.

Risco de falta de financiamento da FCT alarma investigadores e bolseiros

A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), numa nota enviada a 20 de maio, à nossa redação, mostra-se preocupada com as notícias da “insuficiência de verbas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para o pagamento de bolsas de investigação e salários” dos investigadores.

O objetivo do PNAES é quase duplicar a capacidade instalada até 2026. Segundo a brochura oficial do plano, a oferta deverá passar para cerca de 26.772 camas em residências estudantis, correspondendo a um aumento de cerca de 78% na capacidade nacional. O investimento total ultrapassa os 447 milhões de euros e inclui 131 projetos distribuídos por 53 concelhos, envolvendo novas construções e reabilitação de edifícios.

Na Universidade da Madeira, este reforço traduz-se em vários projetos concretos. A residência da rua de Santa Maria, inaugurada no final dos anos 2000, conta atualmente com 209 camas e foi recentemente requalificada, enquanto novas unidades estão previstas para a Quinta de São Roque, com cerca de 200 camas, e para a Rua da Carreira, com cerca de 25 lugares adicionais. Estes investimentos integram o esforço nacional para garantir alojamento acessível aos estudantes deslocados.

As novas residências deverão entrar em funcionamento no início do próximo ano letivo, reforçando a capacidade de resposta da Universidade da Madeira e contribuindo para reduzir as dificuldades de alojamento que afetam estudantes em várias regiões do país.

Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
COm fotografia de Harper van Mourik.

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