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Movimento quotidiano afinal conta mais do que o ginásio

Movimento quotidiano afinal conta mais do que o ginásio

Pequenos períodos de actividade física intensa, integrados no dia a dia, podem trazer benefícios significativos para a saúde, contrariando ideias antigas sobre o exercício.

Durante décadas, a mensagem dominante sobre saúde foi simples e exigente: era preciso “fazer exercício”, de preferência em sessões longas, planeadas e estruturadas. Um artigo recente publicado no PÚBLICO, com base em investigação científica internacional, mostra que esta visão está a ser profundamente revista. Estudos de monitorização do movimento indicam que o corpo responde de forma muito positiva a pequenos momentos de esforço físico, mesmo quando duram apenas alguns segundos e fazem parte da rotina diária.

A investigação aponta que actividades como subir escadas, caminhar a passo acelerado ou carregar pesos no quotidiano produzem ganhos relevantes para a saúde cardiovascular, metabólica e muscular. Estas chamadas explosões breves de esforço, repetidas ao longo do dia, estão associadas a reduções claras do risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade prematura. O foco deixa de estar na duração e passa para a intensidade e a regularidade do movimento.

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Os cientistas sublinham ainda que esta abordagem torna a actividade física mais acessível a quem não tem tempo, recursos ou condições para frequentar ginásios. Ao integrar o esforço no quotidiano, o exercício deixa de ser uma obrigação externa e passa a fazer parte natural da vida, aproximando-se da forma como os seres humanos se mantiveram activos durante a maior parte da sua história.

O artigo do PÚBLICO destaca também que as recomendações internacionais mais recentes já acompanham esta mudança de paradigma, deixando de impor tempos mínimos rígidos de exercício contínuo. A ideia central é clara: todo o movimento conta, desde que seja feito com alguma intensidade, e mesmo poucos minutos por dia podem ter um impacto profundo na saúde a médio e longo prazo.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de John Arano.

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