O Relatório Anual de 2023 do Observatório de Emprego e Formação Profissional da Universidade da Madeira continua por aprovar e por divulgar, após a ET AL. ter contactado a estrutura há mais de um ano. A 3 de janeiro de 2025, Paulo Silva Lobo, do OE-UMa, indicava que “o Relatório Anual 2023 deverá ser divulgado dentro de algumas (poucas, esperamos) semanas”, explicando que o Observatório se encontrava “em fase de transição” e que, após a designação de novos membros, seria possível reunir para aprovar o documento e torná-lo público.
Em abril de 2025, perante novo pedido de esclarecimento, o OE-UMa confirmou que o processo permanecia bloqueado. Numa resposta enviada por Tatiana Capelo, técnica superior, foi referido que “o Observatório de Emprego e Formação Profissional da UMa encontra-se atualmente em processo de transição de mandato e de nomeação de novos membros” e que “apenas após a conclusão deste processo será possível proceder à publicação do Relatório Anual de 2023, não sendo, por ora, possível indicar uma previsão para a sua divulgação”. A inexistência de um calendário claro começava, então, a tornar evidente um atraso já significativo.
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Há poucos dias, foi noticiado que a UMa deixou de ter conteúdo temático sobre a Laurissilva. O Diretor do Curso de Biologia esclarece que várias unidades “curriculares privilegiam o uso dos recursos naturais locais”, recusando que o conteúdo tenha saído do plano curricular.
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Passado cerca de um ano desde o primeiro contacto, a situação mantém-se inalterada. Numa nova comunicação, Tatiana Capelo informou que “continuamos a aguardar formalização da equipa do Observatório de Emprego e Formação Profissional da UMa pelo Senhor Reitor, condição necessária para que possa ser aprovado o Relatório de 2023, elaborado pelo anterior Presidente, Prof. Doutor Paulo Lobo, e, posteriormente, proceder-se à sua divulgação”. Em janeiro de 2026, não existe, assim, qualquer relatório de 2023 aprovado, apesar de o documento estar elaborado.
Este atraso prolongado tem consequências relevantes. A ausência do Relatório Anual pode comprometer a análise atualizada dos percursos de empregabilidade e de formação dos diplomados da Universidade da Madeira, fragilizar a capacidade de planeamento institucional e limitar o acesso público a dados essenciais para estudantes, investigadores e decisores políticos. Além disso, poderá colocar em causa a transparência de um instrumento que deveria apoiar a avaliação de políticas educativas e de emprego, criando um vazio informativo que se acumula à medida que novos anos letivos avançam sem que o de 2023 esteja, sequer, formalmente fechado.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Emily Morter.