A falta de estacionamento na zona da Universidade da Madeira (UMa), no Campus da Penteada, é um problema recorrente que se arrasta há vários anos e que voltou a ganhar destaque recentemente. Segundo a RTP Notícias, “a falta dele é um problema há vários anos”, num contexto em que “há carros a mais ou, dependendo da perspetiva, espaços a menos”, sendo que os lugares disponíveis no exterior “não ultrapassam os 500 lugares”, apesar de o local concentrar diariamente milhares de pessoas entre estudantes, trabalhadores e serviços instalados.
Os estudantes sentem de forma direta esta pressão acrescida. À RTP Notícias, Afonso Lopes, estudante de Medicina, explica que “os estacionamentos estão muito cheios” e que “muitas vezes as pessoas colocam os carros em locais inadequados”. Acrescenta ainda que existe “abuso do uso do estacionamento na universidade, visto que não é pago”, referindo que também “os trabalhadores acabam por colocar o carro aqui no estacionamento”, o que leva muitos estudantes a terem de procurar alternativas mais distantes.
Diz-me como moras dir-te-ei quem tu és!
O alojamento universitário tem que ser mais do que apenas uma cama. Tem que ser acompanhamento e orientação. Tem que ser um lar. E depois? Depois fica tudo mais fácil.
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A gestão dos espaços disponíveis é outro ponto crítico apontado. Ema Oliveira considera que, apesar de reconhecer que os parques estão lotados, “deveria haver uma melhor gestão do estacionamento dentro da universidade, não falando só do parque”. Questionada sobre os custos, refere que o passe mensal “acho que está a vinte euros por mês”, valor que nem sempre resolve o problema da disponibilidade efetiva de lugares.
A ausência de uma resposta eficaz nos transportes públicos surge como fator decisivo para o uso do automóvel. De acordo com a RTP Notícias, há estudantes que precisam de “apanhar dois ou três autocarros para vir para cá”, o que leva muitos a optarem pelo carro próprio. Nataniel Alves relata que “apanho sempre dois autocarros” e que “normalmente saía sempre duas horas antes da aula”, sublinhando que “os transportes públicos eram uma mais-valia e mais baratos”. Já Matilde Encarnação destaca o impacto emocional da situação, afirmando que, quando há avaliações, “claro que provoca algum stress, porque precisa de chegar a tempo”, num espaço que concentra “mais de cinco mil pessoas” para apenas 500 lugares de estacionamento exteriores.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Ryan Searle de um parque de estacionamento em Bristol, Reino Unido.