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Denúncia

A ministra veio, o ministro virá e todas as obras estão por começar

São três obras previstas, desde 2022, e nenhuma iniciada. O concurso para a empreitada da futura Residência de São Roque teve excluída a única proposta apresenta. As obras para renovação da residência da rua de Santa Maria aguardam, desde 2023, pelo seu início. A Universidade, em resposta aos atrasos, destaca que “é muito importante que o próximo Executivo e a opinião pública percepcionem a extraordinária oportunidade que o PNAES – PRR representa para o Ensino Superior, atendendo à urgente necessidade de resposta à procura de alojamento”. O Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA reforça que “além da construção, são necessárias verbas regulares para a manutenção das infraestruturas”, situação que os executivos “não têm assegurado”.

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Elevadores avariados causam transtornos na Universidade

A avaria de alguns elevadores no Campus Universitário da Penteada tem causado mal-estar na comunidade académica. Os dois equipamentos que fazem a ligação até ao piso -3, de utilização pública, estavam avariados até a semana passada. A Vice-Reitora, que tem a tutela dos Assuntos Académicos, continuava a aguardar a resolução do problema, na semana seguinte ao ter sido informada da avaria.

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Mais um inverno com a cantina a meter água. Nova cantina deve estar pronta em 2025

Continuam os problemas na Universidade da Madeira, depois das notícias que encheram a comunicação social regional. Durante as últimas semanas, com as grandes chuvadas que se fizeram sentir no Funchal, a cantina da Universidade voltou a criar grandes poças de água que perigam o uso do espaço, comprometendo a segurança dos utentes e dos funcionários. O problema acontece há vários anos e tem solução em breve, segundo a administração da Ação Social.

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Preocupação com as condições do edifício da UMa partilhada por estudantes e funcionários, com vários acidentes registados

Pela terceira vez, em poucos dias, as más condições que existem no Campus Universitário da Penteada foram notícia na comunicação social regional. Depois do DIÁRIO e da ET AL., o JM publicou ontem uma notícia com destaque na capa da edição impressa cuja manchete era “Edifício da UMa gera alerta de insegurança”. Reitor continua em silêncio sobre o assunto, sem fazer declarações à comunicação social.

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Uma visita guiada pela Residência

A minha chegada na residência universitária foi, digamos, diferente. O segurança que recebe os estudantes em mobilidade e os demais residentes do estrangeiro apenas fala Português. Quando cheguei, o quarto não estava preparado: não havia lençóis, cobertor ou travesseiro. Mesmo com a informação sobre a minha chegada, a residência não tinha preparado o quarto. A partir do dia seguinte, e durante duas semanas, tentei assinar o meu contrato com a residência. Sem sucesso, recebi diversas justificações que iam da falta de Internet até o momento errado para assinatura. Pensei que se não era importante para eles, não deveria ser para mim. O meu quarto parecia possuir o suficiente para o meu quotidiano. O grande problema começou com uma componente importante: a cama. Pequena, com um colchão num estado deplorável pela sujidade, não permitia que qualquer conformo mínimo ou que alguém mais alto pudesse dormir normalmente. Igualmente desajustada era a secretária que parecia ter sido feita para um miúdo da escola primária. É claro que depois da cama, começamos a reparar que nenhuma das luzes nas secretárias funciona e que as cortinas estão tão sujas como o colchão. A casa de banho representava outro problema: a posição do duche indicava, em todos os quartos, uma fonte de fungos que crescia na parede do quarto. O interior não possuía qualquer prateleira para colocarmos os produtos essenciais de higiene. O duche pingava e tentava nos embalar durante a noite já que a porta da casa de banho não se fechava. Saindo do quarto podemos visitar o epicentro do terror que é a vida dentro da Residência: a cozinha. Cada andar possui uma que é partilhada por cerca de meia centena de pessoas. São quatro mesas, 10 cadeiras, uma torradeira, uma jarra elétrica, um microondas (tem dias), um lava-loiça e um fogão com quatro bocas para os mais de 50 residentes do andar. Os utensílios que existem parecem resgatados de um cenário de guerra e são acompanhados de formigas e baratas que se juntam a loiça que existe e à floresta de fungos e bactérias que cresce pelo espaço. Pensar num forno é parte do imaginário. Em Dezembro passado tudo piorou. Sim, foi possível. O fogão do primeiro andar deixou de funcionar durante meses, juntando-se o fogão do piso térreo que tinha apenas duas bocas operacionais que eram partilhadas por mais de 100 residentes. Infelizmente, o horário limitado das cozinhas só permite que a sua utilização seja até às 2:00 da manhã, o que obriga a que o jantar comece a ser preparado com dois dias de antecedência para que as duas bocas de fogão sejam suficientes. Essa antecedência baixa para a preparação na véspera quando todas as bocas estão operacionais. Acompanhando o espírito de que quase nada funciona, a lavandaria da residência possui metade dos equipamentos a funcionar. Ou metade avariada, dependendo que como olhamos para o copo meio cheio ou meio vazio. As áreas comuns continuam na sala de estar. Cada andar possui uma equipada com um televisor, uma mesa e dois sofás que, para combinar, estão tão sujos que qualquer observador desconfia que nunca foram limpos. Por mais que a Universidade e o curso possam ter sido uma boa experiência, numa ilha que é certamente paradisíaca, a vida na residência foi um verdadeiro inferno e pode eclipsar as boas recordações que levamos. Mais do que a quantidade dos problemas, a falta de vontade de quem gere a Residência é notória. Nem sabem o que estão a fazer, nem querem saber. Muitos problemas são de resolução tão simples que ficamos sem compreender como a administração pode se preocupar tão pouco com a vida dos alunos. Este artigo resulta dos testemunhos partilhados por vários residentes oriundos dos programas de mobilidade Erasmus+ que estudam na Universidade da Madeira.

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