Assédio no Ensino Superior: da inércia à ação estrutural
Susana Peralta denuncia a ineficácia das medidas contra o assédio nas instituições de ensino superior em Portugal, destacando a urgência de implementar ações concretas e eficazes.
Susana Peralta denuncia a ineficácia das medidas contra o assédio nas instituições de ensino superior em Portugal, destacando a urgência de implementar ações concretas e eficazes.
Apenas 18% das 218 queixas de assédio registadas no ensino superior entre 2019 e 2023 resultaram em sanções, revelando falhas nos mecanismos de denúncia e apoio às vítimas.
Entrevista ao Expresso revela que, apesar do aumento das denúncias de assédio nas universidades portuguesas, persistem obstáculos como a falta de canais específicos e de medidas eficazes para garantir a confiança das vítimas.
Há poucos dias, foi noticiado que a UMa deixou de ter conteúdo temático sobre a Laurissilva. O Diretor do Curso de Biologia esclarece que várias unidades “curriculares privilegiam o uso dos recursos naturais locais”, recusando que o conteúdo tenha saído do plano curricular.
Lisboa e Porto estão entre as universidades que reportaram à Comissão para o Acompanhamento da Implementação das Estratégias de Prevenção da Prática do Assédio o que se tem passado dentro das suas paredes.
No primeiro episódio do PEÇO A PALAVRA, programa da TSF Madeira e da ACADÉMICA DA MADEIRA, debateram-se questões levantadas por estudantes com o reitor da Universidade da Madeira, entre as quais a iluminação e as condições dos exteriores do Campus da Penteada.
São três obras previstas, desde 2022, e nenhuma iniciada. O concurso para a empreitada da futura Residência de São Roque teve excluída a única proposta apresenta. As obras para renovação da residência da rua de Santa Maria aguardam, desde 2023, pelo seu início. A Universidade, em resposta aos atrasos, destaca que “é muito importante que o próximo Executivo e a opinião pública percepcionem a extraordinária oportunidade que o PNAES – PRR representa para o Ensino Superior, atendendo à urgente necessidade de resposta à procura de alojamento”. O Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA reforça que “além da construção, são necessárias verbas regulares para a manutenção das infraestruturas”, situação que os executivos “não têm assegurado”.
Foram anos a reclamar por melhores condições no pátio exterior da Universidade da Madeira. Em abril, foram feitos novos trabalhos de recuperação no exterior do edifício, que faz a ligação com o Madeira Tecnopolo. A Universidade refere que “a substituição de placas naquele espaço tem ocorrido ao longo do tempo”.
A avaria de alguns elevadores no Campus Universitário da Penteada tem causado mal-estar na comunidade académica. Os dois equipamentos que fazem a ligação até ao piso -3, de utilização pública, estavam avariados até a semana passada. A Vice-Reitora, que tem a tutela dos Assuntos Académicos, continuava a aguardar a resolução do problema, na semana seguinte ao ter sido informada da avaria.
O projeto de expansão do edifício do antigo CITMA, no Campus da Penteada, para instalação do Politécnico da UMa foi adiado devido à situação política na Região.