De acordo com a Agência Lusa, em notícia difundida pelo EXPRESSO, a secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico, afirmou que o Governo quer “reorientar a oferta formativa” e promover “a formação ao longo da vida”, desafiando as universidades com menos procura a adaptarem-se ao envelhecimento demográfico e às necessidades regionais. “Se nada fizermos, arriscamo-nos a uma dupla perda: menos jovens a ingressar no ensino superior e uma requalificação insuficiente dos adultos para responder às exigências de uma economia em mudança”, alertou a governante.
A medida foi apresentada no encerramento do evento “O Ensino Superior em Portugal: Políticas para o Acesso e o Sucesso”, organizado pela Direção-Geral do Ensino Superior, onde foram divulgadas as conclusões do relatório da OCDE sobre inclusão no acesso ao ensino superior. Segundo a Lusa, o Governo pretende que os novos planos estratégicos das universidades sirvam de base para contratos-programa que reforcem o papel destas instituições “no desenvolvimento das suas regiões e da coesão territorial”.
A secretária de Estado reconheceu, contudo, que os apoios sociais atuais “nem sempre cobrem o custo real de estudar e viver”, sobretudo para os estudantes deslocados. A partir de 2026-2027, entrará em vigor um novo modelo de ação social, “mais justo e previsível”, que terá em conta não só as propinas, mas também “os custos reais de vida”, afirmou Cláudia Sarrico, acrescentando que o Governo vai continuar a investir em alojamento estudantil a preços acessíveis, em parceria com universidades, autarquias e outras entidades.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Bethany Legg.