Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian tomou medidas significativas para desinvestir em combustíveis fósseis. Em 2019, vendeu a Partex, empresa petrolífera que detinha há 60 anos, à PTT Exploration and Production, uma empresa tailandesa, por cerca de 555 milhões de euros. Este movimento permitiu diversificar a sua carteira de investimentos e alinhar a Fundação com uma estratégia mais sustentável e amiga do ambiente. Além disso, a criação do Prémio Gulbenkian para a Humanidade reforçou o compromisso da instituição com a proteção do planeta e o combate às alterações climáticas.
Um relatório recente destacou um aumento significativo no número de universidades do Reino Unido que proíbem empresas de combustíveis fósseis em feiras de recrutamento, refletindo a crescente rejeição do setor jovem à indústria. Segundo o artigo do The Guardian, “o levantamento anual de sustentabilidade e ética no ensino superior revelou um aumento de 30% nas instituições que impedem a participação de empresas de combustíveis fósseis em feiras de emprego este ano”. Esta tendência surge após anos de campanhas lideradas por estudantes e funcionários.
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O projeto PEGADA VERDE segue exemplos de universidades como Harvard, que reduziu suas emissões em 30%, e a Universidade de British Columbia, que diminuiu o uso de energia em 24%.
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A organização People and Planet, responsável pela pesquisa, celebrou os resultados. Josie Mizen, representante da organização, afirmou ao jornal: “À medida que a crise climática se intensifica, mais universidades percebem que a justiça climática só pode ser alcançada cortando laços com a indústria de combustíveis fósseis”. Apesar disso, ainda há desafios: apenas 55% das universidades do Reino Unido têm exclusões para empresas extratoras de combustíveis fósseis em suas políticas de investimento ético, embora 78% tenham feito compromissos públicos para se tornarem livres de combustíveis fósseis.
O relatório também analisou o desempenho de 149 universidades, classificando-as em 14 critérios relacionados à justiça climática e social. Universidades criadas após 1992 dominaram as melhores classificações, enquanto apenas quatro instituições do prestigiado grupo Russell Group alcançaram as maiores pontuações. Andre Dallas, da People and Planet, atribuiu o progresso à determinação das campanhas estudantis, destacando ao The Guardian que “os estudantes têm sido inequívocos na sua postura contra investimentos em injustiças como o colapso climático”.
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A Universidade de Bedfordshire foi reconhecida como líder no ranking geral. O artigo do jornal britânico revelou que a instituição “desinvestiu fundos de dotações da indústria de combustíveis fósseis e encerrou laços de recrutamento com empresas de petróleo, gás e mineração”. Este compromisso com a energia renovável e a redução de carbono no campus foi fundamental para o seu sucesso contínuo nos últimos anos.
Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira.
ET AL.
Com fotografia de Jacob Padilla.