Em 2024, foi um dos temas de destaque do verão, quando se preparava o Orçamento do Estado para 2025. Nesta quinta-feira, o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou que o Governo está a considerar o descongelamento das propinas no ensino superior a partir de setembro de 2025. Esta medida, que permitiria às instituições de ensino superior atualizar os valores das propinas, surge após um período de congelamento que vigora desde o Orçamento do Estado de 2021.
O ministro justificou a possível alteração com a necessidade de assegurar a sustentabilidade financeira das universidades e politécnicos, permitindo-lhes responder aos desafios atuais e melhorar a qualidade do ensino oferecido. Fernando Alexandre destacou ainda que o descongelamento das propinas será acompanhado por um reforço significativo das bolsas de estudo e de outros apoios sociais, de modo a garantir que nenhum estudante seja impedido de prosseguir os seus estudos por razões económicas.
Portugal teve o 5.º menor investimento em investigação da UE
O PEÇO A PALAVRA, uma produção da ACADÉMICA DA MADEIRA na TSF, trata do investimento em investigação e desenvolvimento com especial destaque para a situação dos jovens investigadores portugueses.
Eliminação da taxa de entrega das teses de doutoramento
Ricardo Freitas Bonifácio voltou a exigir o fim da taxa que obriga os estudantes de doutoramento a pagar 500 euros para
Esta proposta tem gerado debate entre as associações de estudantes e a comunidade académica. Alguns manifestam preocupação com o impacto financeiro nos alunos e nas suas famílias, especialmente num contexto económico desafiante, enquanto outros reconhecem a importância de dotar as instituições de recursos adequados para manter a qualidade do ensino e da investigação.
O Governo comprometeu-se a dialogar com todas as partes interessadas antes de tomar uma decisão final, assegurando que serão consideradas medidas para mitigar eventuais efeitos negativos nos estudantes mais vulneráveis. Espera-se que o tema seja amplamente discutido nos próximos meses, com vista a encontrar um equilíbrio entre a sustentabilidade das instituições de ensino superior e a acessibilidade económica para os estudantes.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Diana Quintela.