Johnny Coração de Vidro de Koreyoshi Kurahara, diz a crítica especializada, é vagamente inspirado em A Estrada (1954) do mestre italiano de cinema Federico Fellini.
A jovem Mifune é filha de um miserável pescador. Miserável tanto na carteira como no coração, o pai vende a própria filha a Akimoto, um traficante de escravos. Entretanto Joe salva Mifune das garras do vilão e ambos viajando através do inóspito norte de Hocaido, uma das maiores ilhas do arquipélago japonês. Como habitual, Akimoto não desiste de Mifene pois gosta dela, mas ela gosta de Joe que é… uma personalidade um pouco mais difícil de descrever do que um simples homem. E trama desenrola-se.
Nascido no antigo reino de Sarauaque, que integra a atual Malásia, Koreyoshi Kurahara foi um cineasta japonês nascido a 31 de maio em 1927 e faleceu no Japão, a 28 de dezembro de 2002. Formou-se em cinema pela Faculdade de Artes da Universidade de Nihon, graduando-se em 1952, trabalhando como assistente de direção. Em 1957, com I Am Waiting, estreia-se como realizador, dirigindo dezenas de filmes ao longo da vida e acumulando vários prémios internacionais, incluindo no Festival Internacional de Berlim. A sua Antarctica (1983) figura ainda como um dos mais lucrativos filmes no Japão, detendo o recorde de receitas de bilheteira naquele país, até à estreia do filme de animação Princesa Mononoke, em 1997.
Preservando o património cultural português no cinema
“Criada em 1996, a Companhia de Teatro do Chapitô tem desenvolvido o seu trabalho, muitas vezes, sem a atenção devida dos seus pares. É a companhia de teatro portuguesa mais premiada internacionalmente. Andámos também para trás e para a história desses 25 anos através das imagens de arquivo, e são muitas, que a companhia foi registando ao longo do tempo.”
Almas em Conflito
Num thriller psicológico na mente de Fernando Pessoa, o CLUBE DO NADA, povoado pelos seus heterónimos, vê-se perturbado pela chegada de
Johnny Coração de Vidro de Koreyoshi Kurahara é a sugestão do Screenings Funchal, numa parceria com os Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA, para sexta e sábado, 8 e 9 de março.
O cliente NOS, portador do seu cartão, tem direito a dois bilhetes pelo preço de um. Se for sozinho, além do bilhete, tem a oferta de um menu pequeno de pipocas e bebida. Vamos aproveitar estas vantagens com mais um momento de grande cinema que o Screenings Funchal proporciona.
Convidamos a assistir esta longa metragem com a nossa companhia. Até lá, confira o que lhe contamos no portal do Screenings Funchal.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotograma da película de Koreyoshi Kurahara.

