Eu sou mulher: o AVC afeta-me

“Seis em cada dez mortes causadas por AVC ocorrem em mulheres.”

A cada 6 segundos morre uma pessoa devido ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a cada outro segundo uma pessoa tem um AVC. Independentemente da idade e do sexo, 15 milhões de pessoas têm um AVC a cada ano, sendo que 6 milhões não sobrevivem. Cerca de 30 milhões de pessoas já tiveram um AVC, a maioria delas com incapacidades residuais. Por trás destes números estão vidas reais.

Este alerta é-nos feito pela World Stroke Organization (WSO) que, para a sua campanha mundial do AVC 2014-2016, escolheu o tema “Eu sou mulher: O AVC afeta-me”. Esta escolha explica-se pelo facto de existir uma percentagem significativamente mais elevada de mortalidade nas mulheres do que nos homens. “Seis em cada dez mortes causadas por AVC ocorrem em mulheres, em grande parte porque o AVC ocorre mais tarde na vida nas mulheres, quando é mais perigoso” alerta a WSO, que apela ao apoio de todos para que esta “seja mais uma campanha de sucesso”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos morrem 3,2 milhões de mulheres devido ao AVC, valor que não inclui um largo número de mulheres que ficam com incapacidades para o resto da vida. Em Portugal, o AVC é a primeira causa de morbilidade e de incapacidade prolongada, colocando em risco 85% da população. Em 2012, a taxa de mortalidade padronizada por AVC para mulheres com idade inferior a 65 anos situou-se entre os 5 a 10 óbitos, por 100.000 (DGS, 2014).

Este facto obriga-nos a dar maior atenção não só à prevenção, através da sensibilização de comportamentos de risco, como ao reconhecimento de alguns sinais de alerta. Este risco mais elevado das mulheres sofrerem um AVC está associado a uma maior incidência de dores de cabeça, depressão, diabetes e perturbações do ritmo normal cardíaco.

Hábitos pouco saudáveis, hipertensão mal controlada, tabaco, excessos alimentares e obesidade, são alguns dos fatores de risco para um AVC, que poderá acontecer de forma silenciosa numa faixa etária geralmente a partir dos 40 anos de idade, e sobretudo entre os 65 e os 79 anos.

Solidária com esta causa, a Universidade da Madeira, através da Escola Superior de Saúde, vai levar a efeito várias iniciativas inseridas no Dia Mundial do Doente com AVC, a 29 de outubro de 2015, nomeadamente com conferências assim como um rastreio sobre fatores de risco (TA) em vários pontos da cidade do Funchal pelos alunos do Curso de Licenciatura em Enfermagem voluntários.

Qualquer que seja a sua condição, idade e sexo, convidamos a participar para melhor conhecer e proteger a saúde.

Referências e sugestões de leitura
· Direção-Geral da Saúde (2014). Portugal Doenças Cérebro-Cardiovasculares em números – 2014.
· World Stroke Organization (2015). Campaign Advocacy Brochures.
· World Stroke Organization (2015). Facts and Figures.

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