O que ainda falta fazer na UMa?
Como é do conhecimento do senso comum, o ser humano, por natureza, é um ser insatisfeito. Quando permanecemos num lugar durante muito tempo, é normal que encontremos pequenas falhas que, à primeira impressão, eram-nos invisíveis. Após o aparecimento dos primeiros defeitos, as coisas acumulam–se e essa insatisfação manifesta-se através dos “burburinhos” e conversas de corredor. A nossa academia não é alheia ao sentimento de descontentamento. Desde a sua fundação (1988), foram apontadas algumas lacunas à Universidade da Madeira (UMa) e ainda hoje algumas delas permanecem. Esses pontos menos fortes são divididos pelas instalações e pela qualidade em certos serviços no Campus. Então, o que ainda falta fazer na UMa? O maior problema do ponto de vista das instalações é, sem sombra de dúvida, o estacionamento. O Campus carece de um lugar onde não existam problemas onde estacionar. Desde cedo, os carros vão acumulando-se à volta do campus estreitando a estrada que contorna o edifício. Muitos deles, ficam numa situação nada satisfatória perante a lei. Causam diversos problemas de circulação aos outros utentes do espaço. A meio da manhã os lugares escasseiam. Quando o tal espaço tangente à universidade termina, os alunos acabam estacionando no tão famoso “Parque de Terra” entre pedras, poeiras e buracos onde, por vezes, a prática de furto e vandalismo é concebida. Também faltam com certeza bancos espalhados estrategicamente pelo pátio. Há muito que os estudantes da UMa aguardam pela implementação de bancos no pátio. Dezenas de estudantes concentram-se todos os dias, junto à porta da universidade, de pé, sem lugares sentados, tirando um pequeno muro e claro, o chão. Na hora do almoço é bem visível a quantidade de pessoas que usam o pátio como “cadeira”. Na mesma hora de almoço, quando os carros e as pessoas se amontoam, o bar recebe centenas de pessoas. O tempo de resposta é reduzido devido à quantidade de pessoas que lá vão. Adoptar um sistema de resposta mais rápida era uma acção viável e que os utentes do espaço agradeceriam. O mesmo problema existe na Unidade dos Assuntos Académicos. O tempo que os alunos perdem para serem atendidos leva por vezes à falha nos compromissos. Ao tirar a senha de atendimento, o número que surge no ecrã de chamada é bem distante do que está em mão. Outra coisa necessária é a mudança no serviço de reencaminhamento do webmail. Essa ferramenta, está a cair em desuso e no esquecimento da comunidade académica que raramente a acede. Trata-se de uma ferramenta com muita importância e grande utilidade daí que tenha que existir uma mudança de forma a atrair os utilizadores da mesma. Passados vinte e três anos, muitas coisas faltam fazer. Daqui a vinte e três outras inúmeras coisas irão faltar. A UMa precisa de saber o que faz falta aos utentes, definir prioridades e dentro das suas possibilidades, tentar fazer as mudanças que são necessárias. Rúben Castro Estudante de Ciências da Cultura
Em Português Escorreito
CERTO VERSUS ERRADO Falar e escrever correspondem a duas actividades bem distintas do processo comunicativo. Em certos casos, a escrita fixa – cristaliza – a produção oral que é bastante instável por ser efémera. Em muitos, a rapidez da fala e as pronúncias originam alguma variação, apresentando um leque de possibilidades orais considerável. Para quem não domina razoavelmente o registo escrito da língua que fala, a situação complica-se e condiciona a escrita individual. Nela, vão aparecendo os chamados “erros ortográficos”, que não passam de “erros gráficos”. 1. Não há criança que não goste de uma ………………… gluseima / gloseima / guloseima / goluseima SOLUÇÃO Não há criança que não goste de uma guloseima. EXPLICAÇÃO O termo “guloseima”, substantivo feminino, é formado a partir do adjectivo (também pode ser substantivo) “guloso” e do sufixo “-eima”. O adjectivo vem do vocábulo latino “gula,ae”, entendido como sinónimo de “goela” (segundo o dicionário Houaiss: “*gulella” diminutivo de “gula,ae” – esófago, garganta). São, portanto, da mesma família de “gula”, “guloso”, “gulosar” (saborear “gulodices” ou “guloseimas”), “gulosinar” (“gulosar”), “gulodice” e “guloseima”. Este último substantivo é dado como sinónimo de “gulodice” e “gulosina”. Destes três, “gulodice” será o mais comum e “gulosina” o menos, correspondendo “guloseima” a um emprego intermédio. Apesar de se considerarem sinónimos, “guloseima” usar-se-á mais para os doces (poderão ser outras iguarias) em si, enquanto “gulodice” se emprega, sobretudo, para referir a “propensão para os doces”. Como os restantes elementos da mesma família: “guloseima” é grafado com “u” na primeira sílaba e “o” na segunda, embora esta vogal se articule como “u”. Esta proximidade sonora pode originar, na fala, a queda da primeira vogal, com a formação do grupo consonântico “gl”, e estas diferenças entre o registo oral e o escrito causam, por vezes, alguma confusão que se reencontra na escrita. 2. A ………………… entre ambos é evidente: um é enorme e o outro minúsculo. disproporção / desproporção / despruporção / dispruporção SOLUÇÃO A desproporção entre ambos é evidente: um é enorme e o outro minúsculo. EXPLICAÇÃO Procurar reagrupar os vocábulos e associá-los por “famílias”, isto é, conjuntos que têm a mesma origem, pode auxiliar a resolver muitas dúvidas ao escrever, já que os vocábulos mantêm, com frequência, semelhanças gráficas. É o caso de “desproporção” que se constrói através do prefixo “des-” e o substantivo “proporção”. Embora se tenha perdido esta ideia de construção, para considerar o termo no seu todo, “proporção” também resulta do processo de prefixação com o elemento “pro” aglutinado a “porção”. Assim, “desproporção” e “proporção” estão ambos relacionados com o sentido de “medida”, “quantidade”, “parte”, expressa em “porção”. Considerando ambos, “desproporção” é a negação (expressa pelo prefixo “des-“) de “proporção” que possui, entre outras acepções, a de “equilíbrio entre duas partes”. Ao dizer “desproporção”, podemos ter alguma dificuldade com a sílaba inicial, articulando-a como “dis-” em vez de “des-”. Tendemos a distinguir as duas sílabas consecutivas muito próximas a nível sonoro (“pro” e “por”), grafando uma delas com a letra “u”. Se erramos na ortografia de “desproporção” é porque não estamos habituados a escrever este termo e nos deixamos influenciar pelo nosso modo de falar. Helena Rebelo Línguista e Docente da UMa
20.º Aniversário da AAUMa
Passeando nos corredores históricos do edifício da Reitoria, o Colégio dos Jesuítas, deparamo-nos com um espaço exíguo onde funciona, hoje, uma copa. Há vinte anos atrás, esse mesmo espaço foi a primeira sede da Associação Académica da Universidade da Madeira, liderada por Jorge Carvalho, onde a lareira era, apenas, a prateleira que suportava o arquivo. Compreender a Associação Académica da Universidade da Madeira como agente de desenvolvimento cultural, social, científico, desportivo, de tradição académica e de representatividade estudantil em vinte anos de existência constitui tarefa árdua. Diferentes actividades e projectos conjugam longevidade e elevado índice de representatividade na plena concretização dos objectivos da AAUMa. Porém, nem sempre foi assim. A principal estrutura estudantil da região já foi, até há bem pouco tempo, depreciada e mal compreendida. Tal como a visão sobre o papel e importância do estudante universitário sofreu profundas mudanças, a missão, objectivos e procedimentos da Académica também. A habitual e preconceituosa ideia de que uma Associação estudantil resume–se a uma sala com computadores e mesa de matraquilhos e que a sua principal função é a organização de festas nocturnas está mais do que ultrapassada. Um pouco por todo o país, diversas são as Associações Académicas que desenvolvem e oferecem grandes projectos e serviços, empregam pessoas nas mais diversas áreas e são pagadoras, a tempo e horas, das suas obrigações fiscais. Na Madeira esta assume especial importância pois além de ser a única na Região depara-se com um fraco espírito académico que, para o bem e para o mal, acaba por ser o leitmotiv de outras e mais importantes tarefas. Ao longo destes 20 anos ficam para contar diversas actividades, acampamentos, grandes concertos (Gabriel o Pensador, Quim Roscas e o Zeca Estancionâncio e Os Homens da Luta), programas televisivos, edição de uma revista, feiras de saúde, sensibilização e de prevenção, o apoio ao estudante, actividades desportivas regionais, nacionais e europeias, protocolos com diversas entidades capazes de disponibilizar serviços e benefícios aos estudantes de demais comunidade académica, um Centro de Explicações, grupo de fados e muitos mais. Em ano de comemoração de 20 anos de existência a AAUMa orgulha-se de constituir o símbolo da união dos estudantes da UMa e, estando receptiva a críticas, opiniões e à participação de todo e qualquer membro da Academia assume uma importância estratégica na defesa dos interesses de todos os estudantes, razão capital da sua existência. Andreia Nascimento Directora de Comunicação da AAUMa
Erasmus em entrevista
No 2.º Semestre do ano lectivo anterior, duas estudantes do nosso curso de Educação Básica, Cláudia Abreu e Rosária Viveiros, aventuraram-se no programa de mobilidade ERASMUS. Actualmente, ambas em mestrado, desvendam-nos um pouco da sua experiência. JA: Que motivos te levaram a fazer ERASMUS? RV: Vir a conhecer novas pessoas, novas culturas e para aprender a falar inglês. CA: A procura de uma experiência nova no Ensino Superior, saber se era igual ou diferente ao nosso. Procurar conhecer novas culturas e sair um pouco daqui. JA: Qual foi o destino escolhido e porquê? RV: Escolhi a Eslovénia porque é um país pequenino que se encontra no centro da Europa e que me dava a oportunidade de conhecer vários países que estão à sua volta. CA: Foi a Eslovénia, não era a 1.ª opção; mas como tivemos conhecimento de outras colegas que também iam para lá, decidimos seguir o mesmo caminho. E por ser um país mais distante com uma cultura distinta da nossa. JA: Quais eram as tuas expectativas? RV: Eu criei expectativas muito boas, até porque, cá na Madeira tínhamos pessoal de ERASMUS vindos da Eslovénia que nos falavam muito bem do seu país. CA: Apesar das minhas expectativas serem boas, ainda foram melhores do que aquilo que pensava que iam ser. JA: Como descreves a tua adaptação ao lugar? RV: A adaptação foi boa, contudo, o primeiro impacto foi negativo, visto ser um sítio muito diferente daquele a que estava habituada. Só comecei a simpatizar com o local assim que começou a nevar, fiquei fascinada. O acolhimento foi fantástico, graças a um grupo de estudantes, de nome ESN, que está preparado para receber o pessoal de ERASMUS. Estão sempre prontos a ajudar. Ajudam a procurar casa; preparam programas de festas e actividades de modo a proporcionar o convívio entre todos; organizam viagens. Facilitaram-nos muito a adaptação. CA: Eu adaptei-me super bem. E sempre fui bem acolhida lá. Os professores na Universidade foram muito simpáticos connosco. E fizeram os possíveis para que nos integrássemos nas aulas. JA: Que acontecimentos te marcaram mais? RV: Primeiramente as pessoas espectaculares com quem criei laços muito fortes, nomeadamente pessoas provenientes da Polónia e da Grécia. A nível da universidade, o que me marcou foi o meu estágio de observação, porque lá no que diz respeito ao meu curso, as coisas são um bocadinho diferentes. As viagens também me marcaram. Tive oportunidade de conhecer vários países e cidades lindíssimas. As viagens de comboio |risos| têm outro sabor. E as festas. Não podia deixar de falar nas festas, porque se há algo que me marcou foram as festas. São espectaculares. CA: Uma viagem que fizemos à volta da Eslovénia, no primeiro mês, assim como conhecer outros sítios, pois nunca pensei que em quatro a cinco meses pudesse conhecer tantos países. As pessoas que conheci também me marcaram bastante, assim como as festas. JA: Achas que esta experiência influenciou a tua personalidade? RV: Não diria a minha personalidade, mas que me marcou, marcou, porque comecei a ver determinadas coisas de outra forma. Comecei a dar mais importância a coisas que antes não dava. CA: Acho que sim. Aprendi a lidar com várias situações, entre elas, viver sozinha. Tornei-me uma pessoa mais sociável. A minha maneira de ver as coisas, agora é diferente. As pessoas lá são muito mais abertas e não te olham de lado, não te criticam, e talvez fiquei um bocado assim. JA: Que conselho deixas para futuros alunos que queiram fazer ERASMUS? RV: Que aproveitem ao máximo. E que tentem viajar! Às vezes é complicado por causa do dinheiro, mas vale a pena! CA: Se estão a pensar fazer ERASMUS, sigam com essa ideia, nunca olhem para trás. Nunca pensem: E se correr mal? Vão e aproveitem, pois é uma oportunidade única na vida e que vale a pena. E eu arrependi-me de não ter feito um ano. Se soubesse o que sei hoje, tinha ido um ano. Elisabete Andrade Estudante de C. C. O.
A alimentação e o sucesso nos exames
A época de exames é sempre um período crítico e é o momento para os estudantes mostrarem o que sabem! Para além dos inúmeros factores que condicionam o rendimento do aluno, a má alimentação de que alguns estudantes, só vem prejudicar a sua performance cognitiva e os seus resultados escolares, o que aqui queremos evitar deixando algumas sugestões alimentares. Conselhos alimentares para a época de exames: – Tomar sempre o pequeno-almoço, pois é necessário começar o dia com muita energia; – Fazer pequenas refeições ao longo do dia, frequentes e variadas, de forma a garantir um fornecimento de energia constante; – Ao almoço e ao jantar, evitar refeições muito volumosas e ricas em gorduras, pois podem causar desconforto (sentir-se mais “pesado”) e provocar sonolência; – Consumir hortícolas e frutas em quantidades generosas, de forma a garantir um bom aporte vitamínico e mineral; – Evitar as gorduras. São alimentos de digestão lenta, o que levará o organismo a estar mais concentrado no processo digestivo do que no fluxo sanguíneo para o cérebro e transporte de energia para este, tão essencial para o seu rendimento; – Não consumir guloseimas e doces para “matar” a fome. Optar pela combinação de frutos oleaginosos (amêndoa, amendoim, avelã, noz, entre outros) e frutos secos (ameixa, figo, entre outros); – O café ou outras bebidas com cafeína são, por vezes, grandes aliados para umas noites longas de estudo. Porém, é preciso atenção, pois podem provocar ansiedade e nervosismo; – Beber muita água! A água é essencial para a actividade mental. Por outro lado, convém realçar que o cérebro para funcionar precisa de combustível e essa energia é fornecida pelos hidratos de carbono. Contudo, muitos estudantes incorrem no erro de consumirem produtos açucarados (como chocolates), de absorção rápida, antes de um exame, iludidos por um possível maior raciocínio. Este tipo de alimentos provocam uma subida rápida de açúcar (glicose) no sangue, seguida de uma descida muito rápida, podendo provocar uma hipoglicemia durante o exame, a qual pode prejudicar o seu rendimento. O mais aconselhado é fornecer os hidratos de carbono complexos, de absorção lenta (pão, massa, batata, cereais de pequeno- -almoço, leguminosas, entre outros) de forma a garantir um longo período do fornecimento energético. Por isso, no dia do exame, momentos antes de o realizar, é essencial fazer um lanche leve e equilibrado, rico em hidratos de carbono (ex.: sandes e fruta ou iogurte com bolachas), sobretudo nos casos em que o exame tem uma duração muito longa. Temos assim de garantir uma fonte de energia durante todo o período do exame! Por fim, não podia deixar de salientar a importância do sono e de um bom descanso, para além dos momentos de descontracção com os amigos e da prática da actividade física. Tudo isto ajuda a combater os frequentes nervosismos… e até os chamados “bloqueios” de que tantos se queixam em época de exames. Agora, é estudar e… BOA SORTE! Bruno Sousa Nutricionista
O ETUMa está aí a chegar. E com novidades!
Depois do início das aulas em Setembro e após o término das praxes na UMa, rapidamente chegamos ao Natal. Mas antes desta última festividade há que marcar bem no calendário, como quem marca um feriado importantíssimo, um dos maiores e mais importantes acontecimentos da Tuna Universitária da Madeira (TUMa) – o Encontro de Tunas Universitárias da Madeira (ETUMa). Como já sabeis, este é o encontro de tunas mais antigo do país organizado sucessivamente por uma tuna, que este ano conta com a sua XVII edição. Curioso é que, apesar das dificuldades que todos nós temos assistido, a TUMa continua com o seu encontro sem qualquer interrupção. Outra curiosidade é o facto de a TUMa ser uma das duas tunas que representa a Universidade da Madeira, universidade esta que é a mais jovem de Portugal. Por vezes só pensamos que as tunas de Portugal Continental é que fazem este tipo de eventos espectaculares, mas por vezes esquecemo-nos de que temos mesmo aqui na nossa região e na nossa academia uma tuna que muito se tem esforçado. O ETUMa este ano tem algumas novidades. A maior delas é a passagem do evento de sábado do Largo do Colégio para o Centro de Congressos da Madeira. Sem deixar de lado a parte emblemática que esse local nos proporcionou ao longo de todas as edições, decidimos este ano mudar de local devido, sobretudo, às condições climatéricas que nesta época do ano é característico e proporcionar igualmente um local de conforto para que toda a população possa assistir ao nosso evento, desta feita sentados. A outra grande novidade é anteciparmos o evento em uma semana. Habitualmente é no primeiro sábado do mês de Dezembro mas, por dificuldades de calendário, este ano será no último sábado de Novembro, mais propriamente a 26 de Novembro, que ocorre o ponto mais alto deste acontecimento. Contamos neste XVII ETUMa com a presença da TUM – Tuna Universitária do Minho, TUNADÃO 1998 – Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, TAUL-F – Tuna Académica da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão, Tuna Feminina do ISEP, as nossas afilhadas Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira e a Enfertuna – Tuna de Enfermagem da Madeira. Mas o ETUMa não se fica apenas pelo sábado à noite. Começa na quinta-feira com a chegada das tunas à Pérola do Atlântico. Já nesse dia as actividades prosseguem com a recepção das tunas com um Madeira d’Honra e um Passa-Calles com música pelas ruas e bares da cidade do Funchal. Na sexta-feira iremos dar um pequeno passeio pela ilha para à noite actuarmos na cidade de Câmara de Lobos, mais propriamente no Largo do Poço, pelas 22:30. Depois a festa prossegue na discoteca Copacabana pela noite dentro. Sábado é mais um dia de muita animação com almoço por nós proporcionado com a tradicional espetada, deixando a tarde livre para as tunas poderem ensaiar, descansar e comprarem alguma recordação pela sua passagem na região. Pelas 21:00 tem início o grande espectáculo no Centro de Congressos da Madeira com todas as tunas a subirem a palco e darem o seu melhor para todos os espectadores. Estacionem perto pois só terão de dar mais meia dúzia de passos para que a noite prossiga no Copacabana. No domingo as tunas regressam a casa após esta passagem pela Ilha da Madeira. Mas um certame destes não se resume a estes três dias. Tem muito mais trabalho que já começa logo no início do ano. Fazer o balanço da edição anterior e anotar em conjunto os aspectos bons e menos bons é um aspecto primordial pois há sempre espaço para melhorar alguma coisa. Só assim é que continua de pé este acontecimento. Depois, tem a programação e o contacto antecipado com várias empresas, instituições e entidades. Sem eles não seria possível realizarmos o ETUMa. Tempo também para contactarmos várias tunas para que possam reunir condições e poder programar a sua vinda à Madeira. Depois destas confirmações, trata-se da elaboração da publicidade e limar arestas para que haja mais um encontro. E tudo isto conjugado com os estudos, actuações, festivais e diversas actividades programadas no plano anual de actividades. Fundada em 1994, a TUMa tem um vasto trabalho ao longo do ano. Além de todo este trabalho que acima referi, há as várias actuações pela RAM (sim também já actuamos no Porto Santo diversas vezes) e ensaios às segundas e quintas todas as semanas. Estamos sempre receptivos a novos membros que tenham pelo menos uma matrícula na UMa. Não te preocupes com o tempo para estudar pois são só duas horas em cada ensaio que tens de despender. Assim ainda alivias o stress do estudo e tentas espairecer um pouco. Além do mais não é só de música que vivemos. Também fazemos levadas, geocaching, canyoning, jogos de futebol, “retiros espirituais” a arraiais e concertos, entre outras actividades. Na nossa história já viajamos por Portugal inteiro e por vários países como por exemplo Venezuela, África do Sul, Espanha, França, Macau e China. O bom nome da UMa, da Ilha da Madeira e de Portugal é sempre obrigatório na check-list da mala de viagens. A alegria e divertimento que nos caracterizam são tidos em conta e nunca ficam para trás. Temos até ao momento um trabalho discográfico editado, e levantando um pouco o véu, posso anunciar que já está em cima da mesa um segundo trabalho que, ao que tudo indica, surgirá no próximo ano. Sugerimos então que enquanto aguarda ansiosamente por esta novidade que assista às nossas actuações e consulte o nosso site e o Facebook para ficar a saber em primeira mão mais novidades. Enquanto não há mais actualizações nesse sentido, fica aqui a proposta para comparecer dia 25 de Novembro, sexta-feira, pelas 22h30 na cidade de Câmara de Lobos e no dia seguinte, sábado, pelas 21h00 no Centro de Congressos da Madeira para mais uma edição do Encontro de Tunas Universitárias da Madeira, organizado pela Tuna Universitária da Madeira. Rúben Sousa Tuno da Tuna Universitária da Madeira
Prevenção é bué ação no Imaculado Coração
O Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, IP-RAM, através do Serviço de Prevenção de Toxicodependência, estabeleceu uma parceria com a Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria, no sentido de desenvolver um projeto designado “Viver a Prevenção no Imaculado”, visando a prevenção do consumo de substâncias psicoativas na comunidade local. Este projeto prevê o desenvolvimento de um conjunto de iniciativas preventivas ajustadas à realidade sócio cultural e abrangendo diferentes públicos-alvo. Pretende-se, assim, intervir nesta freguesia de forma integrada, com maior incidência no Meio Familiar e Escolar. No contexto escolar, a intervenção visa a promoção de ações e práticas educativas, pela comunidade escolar em geral, favorecedoras do desenvolvimento de competências que possibilitem a adoção de comportamentos saudáveis e a recusa face ao consumo de drogas. Neste sentido surgiu o concurso: Escreve o Teu Slogan que visou sensibilizar para a prevenção das toxicodependências e fomentar para os hábitos de vida saudáveis. Os trabalhos foram avaliados de acordo com a criatividade e originalidade que apresentaram. O Júri responsável pela apreciação e avaliação dos trabalhos foi constituído pelo Presidente da Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria, o Diretor e dois elementos da equipa técnica do Serviço de Prevenção de Toxicodependência. O slogan vencedor será utilizado como mote do projecto. O grupo vencedor constituído por três alunas da Escola da APEL, tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e missão do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. A visita de estudo decorreu no dia 16 de Setembro às 10h00, e teve a duração de duas horas. Não há como as palavras das próprias alunas para demonstrar o seu contentamento, desta que foi uma experiência certamente memorável. “Estava prestes a começar a aventura e nós nem a mínima ideia fazíamos… sexta-feira, estava marcada a nossa tão esperada visita ao OEDT. Fomos recebidas pelo Dr. Ignácio Molinni, um dos responsáveis pelo diálogo com os diferentes países da União Europeia, que nos conduziu a uma das salas das instalações, onde nos esperava a Dra. Maria Moreira. Esta prosseguiu com uma apresentação em que nos explicou o que era o OEDT e o papel que este desempenha na União Europeia e na sociedade.… achamos que esta viagem, e nomeadamente a visita ao OEDT, foi muito enriquecedora na medida em que pudemos compreender o funcionamento da UE, assim como das suas instituições derivadas. Esta viagem foi também como que um “abrir de olhos” para uma realidade que assola muitos jovens da atualidade que nos rodeiam e sobre a forma como podemos atuar em relação aos mesmos. Desta forma, sentimo-nos cidadãs participativas e úteis ao sabermos que, com o nosso slogan, contribuímos para esta nobre causa e com um pequeno gesto podemos ajudar para uma grande mudança!” Filipa Mendonça Psicopedagoga Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais IP – RAM Serviço de Prevenção de Toxicodependência
Natal época de consumo ou de união familiar e religiosidade
Está a chegar mais um Natal… Pode-se notar que ao longo dos tempos o conceito de Natal tem vindo a alterar-se e a evoluir de festividade religiosa, da família e época de reflexão sobre os problemas da condição humana (como o da pobreza), para uma verdadeira festa do consumismo constituindo-se como o expoente máximo da cultura do desperdício. Apela-se ao consumo de todas as formas possíveis e imaginárias, tornando-se particularmente nefasta a publicidade dirigida às crianças. O consumismo associado à época do Natal, para além dos efeitos sociais conhecidos, traz consigo importantes impactes negativos ao nível do ambiente. Com efeito, o consumismo assenta na exploração irracional dos recursos naturais para o fabrico de produtos com pouco tempo de vida útil que rapidamente passarão a ser resíduos, enchendo os aterros e aumentando as emissões poluentes das incineradoras. Esta lógica que se repete e agrava todos os anos tem de ser invertida! Os cidadãos devem evitar consumir o supérfluo, o desnecessário, visto que são recursos desperdiçados que só vêm aumentar a produção de lixo. No entanto, se os cidadãos têm a sua parte de responsabilidade na diminuição da quantidade de lixo, também os produtores e comerciantes não ficam sem a sua quota-parte e devem aplicar o primeiro princípio da regra dos três R’s, a redução. Esta é perfeitamente aplicável, visto que as embalagens podem vir menos adornadas e tudo o que não tenha utilidade é dispensável. A reutilização é outro princípio que pode contribuir em muito para a época que se irá viver, principalmente para quem gosta de originalidade. Podem-se reutilizar diversos materiais, acumulados durante o ano, e fazer diversos objectos para colocar na árvore e até para decorar a casa. Uma outra forma de reutilização é guardar as decorações deste Natal para o próximo. Mas, a parte mais preocupante vem com o término das festas, quando após consumir-se sem qualquer preocupação ambiental pergunta- -se o que fazer com o imenso lixo acumulado. Aqui aplicar-se o terceiro princípio, a reciclagem. Como grande parte do lixo será papel de embrulho, se não quisermos guardá-lo para fazer objectos e decorações no próximo ano, o melhor é separá-lo e colocá-lo mais tarde no papelão. O vidro deve-se separá-lo e colocá-lo no vidrão. Com esta atitude estamos a contribuir em muito para a redução de lixo neste Natal. Outra parte que poderá ser reciclada é o plástico, tipo filme que pode ser colocado dentro de um saco devidamente limpo e colocado no papelão, assim como, as embalagens da Tetrapack. Ao lixo indiferenciado somente há que referir que os cidadãos não o devem abandonar em nenhum local que não os que têm esse fim, tendo em conta os dias de recolha por parte dos serviços camarários. É necessário incentivar o consumo sustentável, conceito segundo o qual uma atitude responsável dos consumidores face ao ambiente poderá ser determinante para a evolução da nossa sociedade no sentido de se desenvolver, preservando simultaneamente os recursos para as futuras gerações. A atitude de todos nós conta para todos. Tenham um Bom Natal e um Bom Ambiente. Idalina Perestrelo Quercus – Madeira
Panlecopénia felina
Doença muito contagiosa de gatos causada por um parvovírus. O vírus elimina-se por todas as secreções e excreções e a transmissão pode ser por contacto directo ou indirecto (através de fomites). De aparecimento brusco e de evolução rápida, os gatos bebés são muito susceptíveis a esta doença que causa uma elevada mortalidade em gatinhos. Sintomatologicamente caracteriza-se por febre elevada, prostração, inapetência, vómito incoercível, diarreia severa de odor intenso que conduz a desidratação severa. A urina é escassa, muito corada e de odor acentuado. Laboratorialmente caracteriza-se por leucopenia (número de leucócitos, vulgo glóbulos brancos, muito diminuído). O diagnóstico é essencialmente clínico embora existam testes rápidos para confirmação (os quais são caros). A taxa de mortalidade ronda os 60-70% em gatinhos bébés daí o prognóstico ser considerado grave nestes indivíduos. Os gatos sobreviventes a um episódio de panleucopénia ficam imunizados para a vida. O tratamento é sintomático e, como em tudo, o essencial é a profilaxia vivamente aconselhada sob a forma de vacinas a gatinhos a partir das 6 semanas e o isolamento de possíveis ambientes e animais doentes até que os gatinhos completem o esquema de vacinação. Sociedade Protectora dos Animais Domésticos
Drogas emergentes e novas drogas
Smart-drugs, substâncias recreativas, drogas de desenho, drogas de síntese, herbal-highs, legal highs, designer drugs, drogas emergentes ou novas drogas, muitos são os termos ainda em discussão para nomear um conjunto de substâncias que vão desde químicas, até de origem vegetal e que têm sido alvo de estudo por várias comunidades científicas, e de interesse pelas instituições regionais, nacionais e europeias. A emergência destes compostos psicoactivos deve-se ao facto do consumo de drogas estar em constante evolução. A não regulamentação internacional de muitas destas substâncias (ou produtos que as contenham), criadas especificamente para enganar o controlo das instituições, o facto de imitarem os efeitos de drogas já conhecidas (alucinogeneos, estimulantes, depressores, canabinóides), o serem vendidas através da internet ou em lojas (smartshops), as estratégias de marketing sofisticadas e muito agressivas dirigidas a grupos específicos da população, são factores que as caracterizam. A venda é proibida a menores de 18 anos e existem evidências de toxicidade severa no consumo destas substâncias, actualmente alvo de estudo. Aliás, o uso destas “novas drogas” está a dar origem a problemas similares ou mais graves do que o uso de drogas que, até há pouco tempo, eram as mais comummente conhecidas (ex.:heroína, cocaína), uma vez que se tratam de novos produtos fabricados e distribuídos, e a sua constituição química e farmacológica ainda é, por outro lado, alvo de constante mutação. A acrescentar, são múltiplos os perfis dos consumidores e o problema agudiza-se quando o álcool é usado com este tipo de drogas. O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) é o responsável, a nível europeu, pela análise, identificação e controlo legal das substâncias psicoactivas, caso haja grave risco para a saúde devidamente comprovado. Em Portugal a Lei N.º 15/93 regula esta matéria. Dados Estatísticos De acordo com os resultados do “Flash Eurobarometer”, publicados em Julho de 2011 pela Comissão Europeia, apenas 5% dos jovens diz ter recorrido às “legal highs”. Em termos da sua regulação, 47% dos jovens inquiridos assinala que as novas substâncias psicoactivas deviam ser banidas caso coloquem em risco a saúde, e, um terço dos respondentes (34%) sente que estas substâncias devem ser banidas sob qualquer circunstância (http://www.emcdda.europa.eu/publications/drugnet/75). Neurobiologia das Adições O consumo, mesmo em pequenas doses, pode provocar risco de overdoses acidentais, bem como o risco de complicações psiquiátricas graves e até a morte. A hipótese de dependência física/psicológica está a ser alvo de estudos. Desafio aos Jovens Dirigimo-nos aos jovens para que considerem as consequências resultantes de cada solução alternativa (experimentar ou não experimentar), antes de tomarem uma decisão (Ferreira-Borges.2008) e resistam a situações problemáticas de aliciamento para a experimentação de substâncias legais/ilegais, e para que: “Passem a Palavra!”. Bebiana Ribeiro Psicóloga IASAUDE, IP-RAM Serviço de Prevenção de Toxicodependência