6.ª Edição do UMajuda
A Associação Académica da Universidade da Madeira tem vindo, nos últimos 5 anos, a desenvolver um projecto de solidariedade social que abrange principalmente os mais novos, e este ano não foi excepção. A AAUMa procedeu, a 7 de Dezembro, à entrega do material que havia recolhido desde o passado mês de Outubro. O UMajuda, que consiste na recolha de material didáctico de toda a comunidade académica e demais sociedade civil interessada, possibilita à Associação Académica da UMa a oportunidade de presentear duas escolas básicas com pré-escolar da Região Autónoma da Madeira, nomeadas pela Direcção Regional da Educação. Este ano, após a recolha de muito material didáctico, livros infantis, brinquedos e material desportivo, a Académica da UMa procedeu à entrega destes itens na escola EB1/PE do Areeiro, em São Martinho, logo ao início da manhã. Neste estabelecimento de ensino a recepção foi calorosa e entusiástica, e as crianças aguardavam a chegada dos elementos do projecto com um momento musical preparado. Após a actuação dos pequenos cantores, foi a vez da Tuna Universitária da Madeira animar o dia dos mais pequenos, onde lhes possibilitaram a oportunidade de conhecer alguns temas mais conhecidos desta Tuna Universitária. A visita à escola EB1/PE do Areeiro terminou com um pequeno convívio, oferecido por este estabelecimento de ensino. Ao final da manhã, pelas 11 horas, a comitiva da AAUMa rumou em direcção à Ponta do Sol para proceder à entrega do material recolhido na escola EB1/PE da Lombada. Uma vez mais, os mais pequenos aguardavam com ansiedade a chegada da equipa da AAUMa que os presenteou com dezenas de artigos recolhidos no secretariado desta instituição, no Campus da Penteada, e lhes proporcionou um momento certamente inolvidável. Para terminar, a TUMa também actuou na EB1/PE da Lombada deixando as crianças perplexas com as suas danças e músicas. A AAUMa gostaria de agradecer a todos os que, quer dentro da Comunidade Académica quer fora dela, participaram activamente e perseverantemente para que este projecto fosse, uma vez mais, uma realidade, nomeadamente caloiros e praxistas de 2011, funcionários docentes e não docentes da UMa, a SIXT Rent-a-car, Fundação Livraria Esperança, Snack-Bar A Americana e à Tuna Universitária da Madeira. David Gonçalves Departamento de Comunicação e Markting da AAUMa
De mochila às costas na Pampilhosa da Serra
Com uma área de 396.49 Km2, o concelho da Pampilhosa da Serra é o segundo maior do distrito de Coimbra. Em 2005, enquanto eu lá estava, abriu os noticiários com os fogos que lavraram e consumiram grande parte da mancha florestal. Hoje, quase totalmente recuperado, o concelho promove-se como destino turístico e, eu, não abdico de lá ir. O concelho é dividido por inúmeras aldeias, mas a que me leva a viajar chama-se Carvoeiro, nome que, segundo reza a história, deve-se à profissão dos seus primeiros habitantes. Vou lá porque os laços familiares e as inúmeras recordações de infância assim o justificam. Não obstante as memórias que me invadem considero este local uma boa sugestão de viagem por ser, indubitavelmente, um paraíso na terra, neste mundo confuso e instável, onde a natureza e as tradições serranas coabitam. Andreia Nascimento Directora de Comunicação da AAUMa
Em Português Escorreito
1. O céu vai estar muito ……. nebulado / nuvelado / nevulado / nublado / SOLUÇÃO O céu vai estar muito nublado. EXPLICAÇÃO A evolução a partir do Latim “nubes” ou “nubis,is” (nuvem) permitiu que se formassem vários radicais. Se se mantém uma grafia semelhante à do original latino, considera-se haver um “radical culto”. Se houve alguma pequena alteração gráfica, tratar-se-á de um “radical semiculto”. Se se regista um afastamento da forma latina original, com várias alterações derivadas de fenómenos fonéticas, falar-se-á de um “radical vulgar”. Esta informação – exemplificada com algum léxico e com a indicação dos séculos em que se regista a primeira ocorrência – figura, nomeadamente, no Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa Houaiss, editado no Brasil, para vocábulos formados a partir de “nub-”, com o sentido de “nuvem”: 1) radical vulgar nuv- (século XIII): anuviação, anuviado, anuviador, anuviamento, anuviar; desanuvear/desanuviar, desanuviação, desanuviado, desanuviador, desanuviamento, desanuviante, desanuviativo, desanuviável; nuvarrão, nuveado, nuvem, nuvens-castelas, núveo, nuverinhar, nuvioso, nuvol, nuvrado, nuvre, nuvrejão, nuvrezia; 2) radical vulgar nubl- (século XIII): desnublado, desnublar; nublado, nublar (< lat. nubilare), nublina, nubloso (< lat. nubilosus); 3) radical culto nubi- (século XVII): nubicogo, nubífero, nubiforme, nubífugo, nubígena, nubígeno; 4) radical culto nubil- (século XVIII): nubilar, nubilário, núbilo, nubiloso; obnubilação, obnubilado, obnubilador, obnubilante, obnubilar, obnubilável; 5) radical semiculto nubel- (século XIX): nubelar, nubelosidade, nubeloso; 6) radical culto nubecul- (século XIX): nubécula (< lat. nubecula ‘nuvenzinha’, dim. de nubes), nubeculária, nubecularíneo. Fica, então, claro que “nublado” se formou a partir do radical vulgar nubl-, sendo o particípio passado do verbo nublar. A formação do grupo consonântico “bl” terá resultado da queda (síncope) de uma vogal. 2. A ……. perturba a condução, originando muitos acidentes. nubulosidade / nebulosidade / neblusidade / nublosidade SOLUÇÃO A nebulosidade perturba a condução, originando muitos acidentes. EXPLICAÇÃO Quanto a “nebulosidade”, que, aparentemente, não corresponde a nenhum dos seis radicais apresentados e formados com “nubis,is” (nuvem), só poderá ter outra origem. Ainda no Dicionário Houaiss, esclarece-se que deriva de Latim “nebulositas,atis” com a significação de “obscuridade”, remetendo para o elemento de composição “nebul(i)-”. Este é proveniente do Latim “nebula,ae” com a significação de “névoa, nevoeiro, cerração, vapor” e também “nuvem”. Concluindo, “nublado” formou-se a partir de “nubis,is” (nuvem) e “nebulosidade” teve origem em “nebula,ae” (névoa). A diferença entre “nuvem” e “névoa” é mínima, já que esta última, que forma o “nevoeiro”, estará mais próxima da superfície terrestre, impedindo a visibilidade. Portanto, “nublado” e “nebulosidade” têm origens diferentes e significados distintos, apesar de se ligarem ambos a “nuvem”. A relação entre eles, incluindo entre “nubelosidade” (ou “nubeloso”) e “nebulosidade” (ou “nebuloso”) mereceria um aprofundamento da temática, que não cabe, aqui, fazer. Helena Rebelo Linguista e Docente da UMa
Autismo lidando com o preconceito
A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo da Madeira tem como objetivo promover a qualidade de vida das pessoas colaborando com outras instituições, portuguesas ou estrangeiras, e com organizações ou instituições internacionais, na defesa dos direitos das pessoas com Autismo, Asperger e Perturbações do Desenvolvimento estando associado à Federação Portuguesa de Autismo. Através das suas diversas atividades e iniciativas a Appda-Madeira almeja sensibilizar o público em geral para a realidade do autismo, assim como vir a capacitar pessoas da nossa sociedade para auxiliar na realização dos seus objetivos. Neste momento temos em curso a criação de um Centro de Apoio, onde pensamos vir a congregar diversas áreas, como a Psicologia, o Serviço social, a Terapia da fala, a Psicomotricidade, a Musicoterapia, a Hipoterapia, de modo a facilitar o acesso a todas as crianças e jovens e especializar os técnicos envolvidos. Ainda que cada caso seja um caso, todas as crianças e jovens deste espectro, têm necessidades semelhantes e específicas da problemática, pelo que só através do associativismo conseguiremos juntar recursos para garantir o acesso à panóplia de terapias que os ajudam e logicamente garantir o seu futuro, independentemente dos recursos dos pais. Para que, quem lê estas linhas, possa sentir o que é viver com o autismo, deixamos aqui um testemunho de um pai: “Para quem não sabe o que é o autismo – um distúrbio comportamental de espectro muito variado – podemos dizer que, trocando em miúdos, trata-se de um certo grau de dificuldade nata que um indivíduo possa ter no relacionamento emocional com outras pessoas, assim como de interagir socialmente, dificultando, consequentemente, o aprendizado que poderia ser adquirido com o meio social em que vive e que pode prejudicar seu desenvolvimento pessoal. Isso não significa que essas pessoas não tenham capacidades inatas ou que não as possam desenvolver tão-somente, não conseguem exteriorizar e desenvolver essas mesmas capacidades, que se encontram presas dentro dos seus cérebros devido a uma falha fisiológica da natureza. De certo modo, é como se fossem como uma lâmpada cuja luz não pode ser vista por se encontrar debaixo de uma redoma opaca. A luz está lá, mas carece de alguma ajuda para que se limpe a sujidade da redoma, ou a retire de cima, a fim de que ela possa brilhar. Algumas dessas pessoas são mesmo muito inteligentes, embora em apenas determinadas áreas de atividade e há quem diga que deveríamos, aí, concentrar o foco da nossa ajuda para o seu desenvolvimento, desprezando as áreas em que os autistas têm dificuldades, o que varia de pessoa para pessoa. Voltando à analogia da lâmpada, nós que somos neuro-típicos (os ditos normais), em contraposição com os autistas que são neuro-atípicos, deveríamos ser aqueles a limpar ou levantar a redoma de cima, procurando entender como funciona a mente dessas pessoas e de como poderíamos nos comunicar com elas, da mesma forma como nos comunicamos com um cego utilizando o método “Braille”, ou a linguagem gestual com os surdos. Uma vez conseguido isso, veremos como esses indivíduos têm muito para dar, ou melhor, para nos dar. Bastava que lhes dessemos uma oportunidade e saíssemos dos dentro de nossos próprios armários de egoísmo e preconceito e constataríamos que a maior barreira para o desenvolvimento dessas pessoas, para além das atuais limitações da ciência a esse respeito, é a própria sociedade, ou seja, é a nossa falta de comprometimento, o nosso egocentrismo. Afinal não seria isso uma limitação maior ainda do que o autismo em si, uma vez que nos impede de crescer plenamente enquanto seres pensantes e espirituais? Se entendermos a sociedade como um organismo, um corpo, o mesmo não se poderá considerar saudável se todos os seus membros não estiverem igualmente saudáveis. Somos todos “flores de um mesmo jardim, folhas de um mesmo ramo, ondas de um mesmo mar.”*. O Jardineiro Supremo é um só e Ele com certeza não ama as flores de grande exuberância mais do que ama “aquela florinha, que, a muito custo, se esforça por brotar sorridente na fenda da calçada”**. Cabe a nós tentar imitá-Lo e, com grande carinho e paciência, trazê-la para dentro do jardim, junto com as demais flores.” Cori correa *dos Ensinamentos Bahá’ís. ** Frase de D. Hélder Câmara, antigo arcebispo de Recife e Olinda. A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo da Madeira
A festa está a chegar
Com a época natalícia a aproximar-se, muitos convívios se avizinham. Contudo, é sempre importante ter presente que é possível evitar os excessos, tomando determinadas opções: – Procure confeccionar as refeições da época natalícia em casa, e tente respeitar as quantidades necessárias, de forma a evitar sobras. Quanto mais estas forem, mais vai ter de comer nos dias seguintes; – Substitua ou reduza alguns ingredientes ou até altere algum tipo de método culinário, como os fritos, de forma a melhorar o valor nutricional da refeição, tendo o cuidado de não desvirtuar a receita original; – Se fizer fritos, deixe escorrer a gordura após a fritura e coloque o papel absorvente, de forma a rejeitar a gordura em excesso; – Evite estar com muita fome às refeições. Quanto maior é o apetite, mais difícil é resistir às “tentações”; – Inicie as refeições principais com um prato de sopa. Evite os excessos no prato principal e inclua uma quantidade abundante de vegetais; – Tenha à sua disposição uma menor variedade de alguns alimentos como as sobremesas. Quanto maior é a disponibilidade, maior é a tendência para provar…; – Doces, de preferência, só depois do almoço ou do jantar. Entre as refeições são de evitar; – Controle a ingestão de bebidas alcoólicas, não podemos esquecer que também são muito calóricas; Um bom Natal… e com muita saúde! Bruno Sousa Nutricionista
Entre bronzeadores e árvores de Natal
Quando pensamos no Natal, vem-nos logo à cabeça uma celebração associada ao mês de Dezembro e às baixas temperaturas que já se fazem sentir nessa altura. Contudo, cada vez mais, é frequente repararmos que os estabelecimentos comerciais começam a expor os seus produtos natalícios em meados do mês de Setembro, fazendo com que os clientes se deparem ora com bronzeadores, ora com árvores de Natal, nos expositores. O Natal é celebrado no mês de Dezembro e tal acontece porque a Igreja Católica, aproximadamente no século III d.C, decidiu adoptar uma celebração pagã do nascimento do Deus Sol, de modo a facilitar a conversão dos povos pagãos ao Cristianismo, religião seguida pelo Império Romano. No entanto, nos últimos anos o Natal revestiu-se de muitos outros significados, esbatendo-se o seu simbolismo religioso e ganhando muitas conotações comerciais. Estamos em posição de não sabermos precisamente quando começa o Natal! Será mesmo em Dezembro? Ou será quando são colocadas as decorações nas ruas? Talvez seja mesmo no início de Setembro, quando as grandes superfícies decidem colocar os enfeites natalícios à venda. No meio de tantas questões, e como se não fossem suficientes, surge uma outra: Porquê é que as lojas começam a comercializar artigos de Natal logo em Setembro? Certamente, ao serem expostos tais produtos, o comerciante perde espaço para expor outros que se adequam mais à época. Contudo, o economista Robert H. Frank, autor do livro O Economista Natural, afirma que este acontecimento se verifica já que tudo se originou como uma espécie de bola de neve. Iniciou-se na altura em que um deles, “o Sr. X”, decidiu antecipar nem que fosse para meados de Novembro a exposição das decorações natalícias, de modo a ter alguma vantagem em relação aos seus concorrentes. Muito provavelmente quando um concorrente do “Sr. X” se apercebeu da medida deste, decidiu continuar com este esquema de antecipações fazendo com que os seus produtos fossem expostos no início de Novembro. Como já se deve ter apercebido, este processo de antecipar o Natal, de modo a obter alguma vantagem competitiva em relação aos outros retalhistas, alongou-se de tal forma que provocou que, na actualidade, nos seja quase impossível definir quando começa o Natal. De facto, entende-se termos um início do Natal no fim do Verão se tivermos em conta que os artigos natalícios são produtos sazonais, e igualmente pelo facto de quase todas as pessoas, quando vão à procura das decorações, terem já predefinida uma ideia daquilo que querem comprar. Esta estratégia de fazer com que o Natal comece muito mais cedo, visa escoar o maior número de produtos típicos desta quadra, que posteriormente tornam-se obsoletos para os comerciantes, já que seriam poucas as pessoas a comprarem-nos em Janeiro. Sérgio Rodrigues Estudante de Economia
Reciclar mais na UMa
As alunas do Curso de Especialização Tecnológica em Gestão Ambiental, da Unidade Curricular Projeto de Gestão Ambiental, estão a desenvolver um projecto para a promoção da reciclagem na Universidade da Madeira. As alunas do Curso de Especialização Tecnológica em Gestão Ambiental, da Unidade Curricular Projeto de Gestão Ambiental, estão a desenvolver um projecto para a promoção da reciclagem na Universidade da Madeira. O projeto “RECICLAR MAIS na UMa” visa incentivar a mudança de hábitos no que à separação de resíduos diz respeito, divulgando e implementando boas práticas ambientais. Este projeto é de grande importância e interesse pedagógico pois a sua implementação pretende consciencializar a comunidade académica para os problemas que envolvem a má gestão dos resíduos. Várias organizações nacionais e internacionais têm vindo a alertar para a necessidade da produção e do consumo de bens se adaptarem aos ciclos da natureza, tentando que as populações abandonem gradativamente o modelo linear vigente, no qual a capacidade de exploração das fontes de materiais e energia e a capacidade de saturação do ambiente de receber excessivas cargas de resíduos são ignoradas. O facto de consumirmos mais recursos do que aqueles que o planeta consegue repor tem-nos levado à insustentabilidade. Desta forma, estamos já a consumir os recursos do futuro, sendo por isso de vital importância a implementação da política do 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Da nossa parte, através deste projecto, tentaremos dar um contributo ao nível da reciclagem de resíduos, um processo através do qual podemos reduzir a exploração de recursos naturais, reduzir o consumo de energia no processo produtivo e diminuir a deposição de resíduos nos incomodativos e prejudiciais aterros sanitários. Para tal é necessária a colaboração de todos na separação dos resíduos de acordo com a natureza dos materiais que os constituem. Os resíduos, ao serem colocados nos contentores certos, são encaminhados para a estação de triagem e depois para as indústrias de reciclagem, onde são aproveitados como matéria-prima. Para o indiferenciado só deve ir o que não pode ser reutilizado e reciclado. A título de curiosidade, se reciclarmos uma tonelada de papel salvamos cerca de 20 árvores; se reciclarmos uma tonelada de vidro poupamos cerca de 400 kg de areia; se reciclarmos o plástico diminuímos a poluição do ar, uma vez que são produzidos a partir do petróleo. Quando a reciclagem é feita os materiais que antes eram lixo dão origem a novos produtos. Deste modo, apelamos à colaboração de toda a comunidade académica neste projeto com vista a tornarmos a UMa e o Campus da Penteada num local aprazível a todos os seus utentes, dando assim o nosso melhor contributo para a preservação do meio ambiente e para a saúde do PLANETA. Rosa Pestana Sónia Figueira Susana Jesus Teresa Jardim Estudantes CET Gestão Ambiental
Falta de materiais nos hospitais
Um assunto que tem vindo a preocupar cada vez mais e a gerar polémica, não só entre os profissionais de saúde mas também em relação às pessoas que necessitam de internamento hospitalar ou unidades de residência (lares), é a falta de recursos nos mesmos, consequência das crescentes dificuldades financeiras e, quem sabe, possível má gestão de recursos pela própria instituição. No processo de internamento hospitalar, pede-se à pessoa que leve alguns bens essenciais, tais como roupa, objectos de higiene e até alguns medicamentos, sendo muitos destes aproveitados, se a pessoa continuar o regime medicamentoso, que fazia no domicílio, no hospital. Existe cada vez mais uma situação de “carência de materiais básicos, como gases, fraldas, leite especial para os bebés nas maternidades e medicamentos. Coisas que vão sendo pedidas aos utentes”, como afirmou, não há muito tempo, o deputado Bernardino Soares. Mais grave é a falta de medicamentos, que pode colocar em risco a saúde de quem depende deles. Confrontados com esta situação, os utentes e respectivas famílias não vêem outra opção senão mobilizar recursos, ainda que grande parte não os possua, sendo que a grande maioria dos utentes não se apercebe da dimensão da falta de recursos materiais hospitalares. Esta falta de recursos implica uma maior dificuldade de prestação de cuidados de excelência, pelo que as pessoas internadas podem eventualmente serem prejudicadas, pois não existe material suficiente para que, até os cuidados mais básicos, sejam prestados da forma mais correcta. Sendo estudante de Enfermagem e já tendo estagiado tanto no Hospital Dr. Nélio Mendonça como no Hospital dos Marmeleiros, fiquei impressionada com a dimensão da falta de recursos materiais. Pedem-nos que tenhamos criatividade e que pensemos em alternativas, não descurando o modo correcto de executar os procedimentos. Por enquanto, a falta de recursos hospitalares vai sendo diminuta, e facilmente corrigível, porém, quando esta falta atingir grandes proporções as consequências irão ser catastróficas… Se não há material para efectuar um determinado procedimento, como tratamento a uma ferida e o utente é prejudicado, de quem é a responsabilidade? As pessoas têm o direito de receberem cuidados de qualidade, e os profissionais de saúde fazem o possível e o impossível para que tal aconteça, pois faz parte da sua responsabilidade e dever, enquanto prestador de cuidados de saúde. Mas há-de chegar o dia em que tal nem sempre será o suficiente… Joana França Estudante de Enfermagem
GAUDEAMUS: a nossa loja académica
Este espaço é o contributo da Associação para demonstrar a capacidade de inovação e empreendedorismo dos estudantes da Universidade da Madeira que colaboram nesta Instituição.
Lobo marinho da Madeira
“A utilização dos Lobos Marinhos, vivos e de sua cor, simboliza a homenagem da Região aos únicos grandes mamíferos encontrados quando da chegada dos primeiros povoadores. Esta homenagem integra-se no esforço geral desenvolvido para a preservação ecológica.” É assim que se explica a representação dos lobos-marinhos no brasão de armas da Região Autónoma da Madeira, o que ilustra não só o orgulho da presença desta espécie na região, mas também o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para a sua conservação. Esta espécie autóctone é a foca mais rara do mundo e em Portugal, existe unicamente no arquipélago da Madeira onde a população está em recuperação, ao contrário do acontece com a população mundial que não ascende aos 500 indivíduos, distribuídos pela bacia do Mar mediterrâneo e no Atlântico, no arquipélago da Madeira e no litoral do Sahara Ocidental. Foi em 1988, quando não existiam mais do que 8 lobos-marinhos confinados às Ilhas Desertas para onde fugiram depois de terem sido perseguidos pelo Homem, que o Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM) iniciou um Programa para a Conservação do Lobo marinho. Dois anos depois, em 1990, foi então criada a Área de Protecção Especial das Ilhas Desertas (passando a Reserva Natural em 1995), protegendo assim o principal habitat do Lobo marinho. Desde então a estratégia para a protecção do Lobo-marinho baseia-se na protecção do Lobo-marinho e do seu habitat, na monitorização e estudo da espécie considerando que é necessário conhecer para proteger, e na educação ambiental considerando que a conservação da natureza deve envolver as pessoas. E os resultados são positivos! Hoje em dia são 30 a 40 lobos-marinhos que se distribuem não só pelas Ilhas Desertas mas também pela ilha da Madeira, onde regressaram depois de terem praticamente desaparecido. São inúmeros os registos de observações de lobos-marinhos feitos na Madeira. E actualmente qualquer pessoa poderá vir a observar um enigmático animal destes. E os registos destas observações são extremamente importantes, pois é através da reunião desta informação que o SPNM vai realizando a monitorização do Lobo-marinho na Madeira e consequentemente adquirindo conhecimentos para definir as melhores estratégias para a sua conservação na região. Agora, que temos os lobos-marinhos de regresso a casa, é preciso aprender a respeitar e a coexistir com estes animais que afinal tanto dignificam a região. Se observar um lobo-marinho informe o Serviço do Parque Natural da Madeira através de rosapires.sra@gov-madeira.pt. Serviço do Parque Natural da Madeira