Eventos sócio culturais em áreas naturais
ArteNatura A Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza no âmbito do programa de atividades de promoção, divulgação e sensibilização florestal iniciou no outono de 2014, um conjunto de eventos sócio culturais dinamizados em áreas naturais, visando a promoção dos espaços naturais classificados como património mundial natural, rede natura 2000, parques florestais ou outros espaços de interesse público como miradouros e jardins, procurando a aproximação da sociedade à Natureza/Floresta. O 1.º evento do ArteNatura decorreu no mês de outubro, no Parque Florestal do Chão dos Louros, S. Vicente. Tratou-se de um Sarau de Fados de Coimbra, com a atuação do grupo Fatum da AAUMa, proporcionando uma harmonia entre o Fado e a Floresta Laurissilva, dois patrimónios mundiais classificados pela UNESCO, imaterial e natural, respetivamente. A ação de conjugar a Natureza com a Arte é uma ferramenta importante na sensibilização ambiental fomentando hábitos saudáveis, de bem-estar (wellness) na população em geral, reunindo num evento cidadãos com laços familiares, de amizade, profissionais ligados a diversas áreas, de instituições, de entidades públicas e privadas do mundo empresarial, de diferentes faixas etárias, promovendo: o gosto pela Natureza, o interesse pelo conhecimento dos elementos dos diferentes ecossistemas naturais, a valorização da importância da flora, da fauna, da geologia, da biodiversidade no nosso quotidiano, as atitudes comportamentais corretas (normas de conduta) necessárias para usufruir do uso social das áreas naturais. É também um instrumento importante na promoção turística, podendo contribuir para a fixação de uma importante fração de turistas estrangeiros e nacionais em grupo ou individualmente, que procuram o Arquipélago da Madeira para usufruirem das belezas naturais do destino insular, diversificando a oferta e divulgando todo o trabalho dos madeirenses em prol da Natureza, uma forma da também arte do bem acolher, um método da tradição madeirense que deve ser bem conservada. Nesta perspectiva, poderá dar um contributo à economia local e regional pelo envolvimento da comunidade local desde as autarquias até aos empresários de diferentes áreas. Como todas as ações de Educação Ambiental, não se devem restringir a atividades pontuais mas sim com continuidade, assim a DRFCN prepara a organização de um 2.º evento numa área natural no litoral sul com um género musical diferente divulgando um outro ecossistema terrestre e as paisagens envolventes que inclui a beleza do oceano e outras ilhas do arquipélago. Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza
Estilos de vida saudáveis
O projeto Promoção de Estilos de Vida Saudáveis (PEV’s) nasce no seio da unidade curricular Projeto de Desenvolvimento Pessoal no curso de licenciatura em Enfermagem da Universidade da Madeira, Centro de Competência Tecnologias da Saúde. Integra a linha de investigação Saúde Comunitária e Educação para a Saúde, e engloba várias fases de metodologia de projeto de intervenção em saúde na comunidade, numa perspetiva de investigação-ação. Segundo Carvalhosa, Domingos e Sequeira (2010), a intervenção comunitária diz respeito ao trabalho em cooperação e parceria com a comunidade, de modo a abordar as suas preocupações ou esperanças de melhoria. Assim, o profissional de saúde planifica as suas intervenções tendo como objetivo primordial a estimulação de mudanças promotoras da saúde e do bem-estar. O projeto PEV’s 2011-2015, ao incidir numa comunidade escolar, decorre em parceria com a Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos. Especificamente, o projeto que prioriza a adoção de estilos de vida saudáveis, tem intervenção nos jovens adolescentes da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos de Santo António. Nesta etapa do ciclo vital há toda uma conquista de papéis e aquisição de sistemas éticos e de valores, constituindo assim uma janela de oportunidades para a modelação dos seus estilos de vida (Stuart, 2001). Por conseguinte, um estilo de vida saudável diz respeito à prática de atividades positivas de modo a aumentar o nível de saúde e bem-estar de quem as pratica (Phipps, Sands e Marek, 2003). Ultrapassadas as fases de diagnóstico de saúde (2012-2013) com a priorização das áreas de intervenção – alimentação, saúde oral, atividade física e consumo de substâncias, e a fase de planeamento da intervenção (2013-2014), tem-se no presente ano letivo a implementação da mesma que decorre de 10 a 26 de novembro. Nesta incluem-se como estratégias a criação de página web, sessões de educação e uma feira da saúde com atividades lúdicas e educativas. A avaliação do impacto da intervenção realizar-se-á posteriormente. A intervenção da equipa do projeto PEV’s vai de encontro aos objetivos do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2012-2016, nomeadamente na promoção de contextos favoráveis à saúde ao longo da vida – promover a saúde e prevenir a morbilidade através da adoção de comportamentos e vivências saudáveis. Além disso, a comprovar a pertinência do projeto, tem-se que o Plano Regional de Saúde (PRS, 2003) enfatiza a necessidade de intervir, junto dos jovens, em aspetos que contemplam hábitos alimentares, atividade física e consumo de substâncias. Como parte integrante desta metodologia de projeto, pretende-se que os estudantes desenvolvam capacidades na elaboração de projetos e trabalho em equipa, tendo por base o respeito mútuo, a integração de conhecimentos e o desenvolvimento das competências pretendidas para o enfermeiro de cuidados gerais. A divulgação do projeto contempla duas sessões públicas, página web e ainda a apresentação dos resultados em eventos científicos. Elsa Abreu Equipa PEV’s Texto escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990.
Fisioterapia em pequenos animais
A fisioterapia é uma área médica com bases científicas na medicina humana e na medicina veterinária. O interesse nesta especialidade tem crescido muito nos últimos anos, multiplicando-se as técnicas disponíveis e o leque de doenças cujo tratamento beneficia da sua aplicação. A sua utilização em medicina veterinária iniciou-se na década de 70 em equinos, evoluindo para os pequenos animais a partir da década de 90 através da aplicação de técnicas e conhecimentos adquiridos na medicina humana. O grande interesse na aplicação da fisioterapia em pequenos animais resulta da utilização de técnicas não invasivas no combate à dor, na recuperação funcional da região comprometida, na profilaxia de futuras lesões articulares e na melhoria da qualidade de vida dos animais. Os principais objetivos da fisioterapia são a eliminação da causa da alteração músculo-esquelética e/ou neurológica e a melhoria dos sinais clínicos. Numa sessão de fisioterapia recorre-se à utilização de agentes físicos como o calor, o frio, a luz, a corrente elétrica ou o som, e a agentes mecânicos como a massagem e os exercícios terapêuticos. A fisioterapia está indicada em inúmeras patologias ortopédicas e neurológicas e na recuperação pós-operatória. O acompanhamento dos animais, através de sessões frequentes de fisioterapia no pós-operatório, permite uma especial atenção à evolução do paciente, permitindo a atuação de forma célere e eficiente em qualquer complicação que possa surgir. Raquel Fino Médica Veterinária da SPAD
Desportivamente
Com o arranque do novo ano lectivo, regressam as actividades físicas que a Académica madeirense oferece aos seus associados e a toda a comunidade académica. Assim, o desporto universitário volta a proporcionar actividades lúdicas, de lazer e de recreação tentando aproveitar a diversidade de recursos que a nossa ilha da Madeira nos oferece. O estabelecimento de parcerias e protocolos passou a ser fundamental, após algumas alterações nos apoios concedidos pelas entidades públicas. O desinvestimento acentuado no Desporto está à vista e as dificuldades são cada vez maiores. Mesmo assim, a tua Académica vai tentar organizar ao longo do ano actividades tais como Canyoning, Passeios de Cayak, Levadas, Karting entre outras. O Troféu do Reitor é indiscutivelmente a competição rainha do Departamento de Desporto. O torneio académico de Futsal já vai na 11.ª edição e procura oferecer principalmente ao pólo universitário uma actividade de lazer aliada à competição saudável com muito espírito académico. Caloiros, Professores, Funcionários, Veteranos, Doutores, Mestres… todos são esperados no campo polidesportivo descoberto da Quinta de São Roque. Este ano, 12 equipas aceitaram o desafio e irão proporcionar grandes espectáculos de Futsal no Polidesportivo da Quinta de São Roque. Quem irá suceder aos bicampeões Amigos do Juvenal que renovaram o nome para simplesmente, “Os Amigos”. AC Milho, UMarítimo e West UMa United parecem ser as equipas com argumentos para dificultar a vida aos Amigos mas FC BarcelUMa e FC Inter Marché poderão ter uma palavra a dizer. Os Pau na Sombra e os Aparthinaikos poderão criar algumas surpresas e as incógnitas Juventude, OCTACV, RC Celta de Perigo e Contrafogo também terão uma palavra a dizer. Este ano, as competições universitárias federadas podem voltar a ser uma realidade num contexto bastante específico e a AAUMa tudo fará para proporcionar aos interessados a possibilidade de participarem numa competição que envolve milhares de estudantes de todo o país. As actividades da AAUMa pretendem não só envolver toda a comunidade académica mas também a sociedade em geral. O desporto na academia madeirense também procura superar as expectativas de todos incutindo em cada actividade um espírito académico ímpar bem característico dos estudantes universitários. Desejo a todos um grande ano lectivo e que a académica da UMa possa ser aquilo que procuras! Arlindo Silva Colaborador da Académica da Madeira
O pão
A história do pão demonstra as suas raízes milenares e o papel essencial que sempre teve na nossa identidade gastronómica e alimentação. É uma excelente fonte de energia, essencialmente constituída por hidratos de carbono complexos e proteínas de origem vegetal. É ainda, um bom fornecedor de vitaminas do complexo B, minerais e fibras alimentares. Do ponto de vista energético, os pães brancos, escuros ou integrais fornecem aproximadamente 250kcal por 100gramas, exceto o de milho que fornece cerca de 220kcal. No entanto, há que ter em atenção de que existem certos tipos mais energéticos, devido à adição de açúcares e gorduras, como é o caso do pão de leite e, sobretudo, de alguns novos tipos de pão de forma de longa duração. A nível nutricional, a sua riqueza é influenciada pelo grau de refinação que os cereais que o constituem sofreram. Quanto mais refinados, mais empobrecidos em nutrientes. Assim, o pão escuro é mais nutritivo que o pão branco. Para além disso, é importante escolher um pão bem cozido e com pouco sal. Recomenda-se uma ingestão diária de pão, em todas as idades, quer seja simples ou transformado em açordas ou outros pratos saborosos de considerável valor nutritivo. O consumo deste alimento deve ser preferido a outros alimentos altamente refinados e açucarados, como acontece com muitos jovens que o substituem por outros, como bolos e pastéis. Ao contrário do que se pensa, o pão não engorda, nem é responsável por certos desequilíbrios alimentares. Se for consumido em quantidade determinada pelo tamanho do corpo e pela atividade física que se desenvolve, não emagrece nem faz engordar. Bruno Sousa Nutricionista
World War: a Polish perspective
World War I was the first global conflict, also known as Great War. Because of its range, duration and technological progress, it caused millions of casualties. The political and mental results of the conflict were very intense and significant and changed the structure of the world forever. Despite the tragedy of millions of people and the destruction of cities, towns and villages for some nations World War I seems like a time of glory. It is the reason why the perspective of this war is much different in Western Europe than in the central part of our continent. For Poles, the war between the Central Powers and the Entente is the base for their independence. November 11, the date of Prussia’s capitulation, is the official holiday in Poland and it is more important than May 8, when we celebrate the end of World War II. The reason is simple, after the first war we achieved independence, and after the second we got communist occupation for decades… The outbreak of World War I finally breached the agreement between the occupation powers (Habsburg Empire, Kingdom of Prussia and Russian Empire), which in the 18th century divided the Polish lands. The conflict became a great chance to regain independence. The problem was the division of our land and people. As they belonged to the opposite camps, they were forced to fight against each other. Thus, in the beginning, our situation was terrible. It was not our war but our people died and our land had been devastating, and all of these were in the name of some foreign rulers. Obviously, both alliances tried to win Poles over to their sides with some foggy promises but to no avail. Nonetheless, the long duration of the war ran out the power. Prussia was fighting on two fronts and Habsburg and Russian Empires had some internal problems, national disintegration and the October Revolution accordingly. Polish corps waited for the right moment to rise and take overrule in the country and our diplomats lobbied in USA, France and Great Britain for our independence. The right moment came in 1918 when on our lands remained only one occupation country – the faltering Kingdom of Prussia. Russian Empire had plunged into a crisis, triggered by the communist revolution and the Austrian Empire, in fact, had fallen apart. Polish forces started assuming power and disarming foreign forces. In the province of Wielkopolska occurred regular rising because Prussian authorities did not want to surrender. The final re-establishing of the Polish independent state was confirmed under the conditions of the Treaty of Versailles. Nevertheless, the struggle for Polish borders continued and in the period of 1919-1921 occurred three risings in the Silesia region, where lived many Poles but which initially stayed in Prussia state. At the same time, we fought on our eastern border with Bolshevik Russia, which invaded Poland to spread the communist revolution. Finally, after defeating Russia, the peace was established in 1921 and actually this year marks for us the end of World War I, which was the beginning of our successful struggle for independence. Krzysztof Gadecki Students’ Union Polish Volunteer Project co-financed by ERASMUS+.
Budapeste
Budapeste é a capital política e cultural da Hungria, bem como a cidade mais populosa do país. Considerada uma das cidades mais belas da Europa, Budapeste é um dos maiores destinos turísticos no Mundo. Esta foi uma das belas viagens que fiz em Erasmus. Chegámos à capital da Hungria de noite e pudemos ver a bela cidade toda iluminada, principalmente a deslumbrante Ponte Széchenyi Lánchíd, que liga Buda a Peste. No dia seguinte de manhã fomos visitar a Estátua da Liberdade. Subimos uma escadaria enorme para visitar esta estrutura e de lá de cima maravilhámo-nos com uma vista radiante sobre Budapeste. Fomos até ao Castelo de Buda, que tem uma arquitectura lindíssima, onde pudemos visitar as ruínas do bombardeamento das forças cristãs aliadas e além dos figurinos que mostravam tempos antigos. Percorremos a cidade a pé e fomos até à Praça dos Heróis. Sendo uma das praças mais importantes, está rodeada por dois importantes edifícios, o Museu de Belas Artes de Budapeste e o Palácio da Arte. No seu centro de existem também estátuas dos líderes das sete tribos magiares que fundaram a Hungria. Budapeste é uma cidade lindíssima, com pessoas súper simpáticas e acolhedoras. Nas ruas existe imensa animação, como cantores de rua e estátuas vivas. É um local em que é impossível nos perdermos porque está tudo bem identificado e tudo fica perto. É impossível não ficar apaixonado pela radiante capital da Hungria. Rui Martins Aluno da UMa
Aposta em ti e nos outros!
O papel da tutoria na tua vida Alguma vez sentiste que a tua vida, nos seus altos e baixos, é como um novelo, que dá tantas voltas e por vezes se emaranha, mas que quanto consegues desenovelá-lo, sentes-te bem e és capaz de construir algo de novo? Pois… a vida de estudante universitário tem muito que se lhe diga! São diversos os desafios, desde a adaptação, ao lidar com conflitos nos trabalhos de grupo, comunicar com docentes, lidar com a pressão do estágio e da tese, lidar com o medo de não ser capaz e com a frustração por discordar de certas avaliações. Muito mais poderíamos acrescentar, para além da vida pessoal que acresce aos desafios vivenciados. Por tudo isto, é tão importante nos munirmos de ferramentas que ajudem a melhor responder a estes desafios. O Serviço de Consulta Psicológica visa ajudar neste processo. Um dos projetos que temos em curso é o Programa de Tutoria “PARES”, que consiste num apoio feito de estudantes para estudantes. Conheces o Programa de Tutoria “PARES”? Pedimos a colaboração de Cristina Teixeira, tutora, para falar da sua experiência enquanto tal: “O Programa de Tutoria de PARES surgiu na minha vida há dois anos através de uma formação para Tutores. Quando soube desta formação quis arriscar, pois era algo novo e diferente. A formação para tutores engloba várias temáticas como inteligência emocional, integração no ensino superior, gestão de ansiedade, desenvolvimento profissional, motivação e comunicação. O Programa de Tutoria de PARES é um programa que visa ajudar um aluno de 1.º ano ou de outro ano, a ultrapassar as barreiras que podem estar a impedi-lo de ter sucesso académico. O papel do Tutor é ouvir, perceber e ajudar o tutorando nas dificuldades que apresenta. Ser Tutor é ser responsável (…). O Programa funciona através de sessões regulares (…). Enquanto Tutora do Programa posso dizer que já adquiri experiência e técnicas de como ajudar o próximo. Tanto o tutor como o tutorando ficam com uma experiência enriquecedora, pois ambos estão sempre a aprender.” Pedimos também a um dos nossos tutorandos (ano letivo 2013-14) que reportasse o que este projeto representou para si: “O programa superou as minhas expectativas, porque eu só queria que me ajudasse a lidar com a entrada no Ensino Superior, mas acabou por me ajudar a encontrar alguns problemas que me dificultaram este primeiro ano e dificultarão os subsequentes se não continuar a trabalhar neles. (…) O balanço que faço deste projeto é que me ajudou muito, aprendi muito, melhorei um pouco, e sinto que a minha entrada no ensino superior tornou-se mais “suave”. No fim da tutoria, perdi uma tutora, ganhei uma amiga!” Estes foram alguns dos ganhos identificados por tutores e tutorandos. E tu? Que ganhos achas que podes obter com a tua participação no programa de tutoria “PARES”? Resumidamente: INVESTES EM TI, NOS OUTROS E NO TEU PRÓPRIO CURRÍCULO. Ganhas aprendizagens únicas para a vida, valorizadas cada vez mais no contexto laboral! Serviço Consulta Psicológica da UMa
Ébola
Devido aos incidentes recentes, o Ébola é um dos assuntos mais comentados por todo o mundo sendo esta considerada uma das doenças mais alarmantes do último século. O vírus Ébola, já existe há mais de vinte anos, tendo surgido pela primeira vez, em 1976 simultaneamente no Sudão e na República Democrática do Congo, numa região próxima do rio Ébola que veio a dar o nome à doença. A actual epidemia de Ébola é sem dúvida a maior e mais complexa desde o surgimento do vírus em 1976, sendo responsável pela morte de mais de 3.000 pessoas. O Ébola é uma febre hemorrágica que pode ser contraída tanto por humanos como por animais e é transmitida por contacto com fluidos corporais, como sangue, sémen, fezes, saliva entre outros, sendo, por isso, considerado uma doença altamente contagiosa. Cerca de 60 a 90% das pessoas que contraem Ébola morrem da doença. Apesar do Ébola ainda não ter tratamento nem cura conhecidos, existe hipótese de recuperação caso seja diagnosticado aquando os sintomas iniciais, deste modo recomenda-se que, na verificação de algum dos sintomas da infecção pelo vírus, contacte as autoridades. Os sintomas de infecção por Ébola demoram normalmente dois a vinte e um dias a aparecerem e podem ser confundidos com sintomas de gripe e malária. Estes incluem febre, dores de cabeça, diarreia, vómitos, fraqueza, dores nas articulações e músculos, dores de estômago e falta de apetite. Apesar do Ébola ser mortal este é evitável, deste modo é de extrema importância a sensibilização para medidas de prevenção do Ébola. Ester Caldeira Estudante da UMa
Em Português Escorreito
Brasileiro, o Antônio é do Nordeste, onde vive. Residente no Funchal, o António é um açoriano do Nordeste. Sendo nordestinos, é puro engano pensar que são conterrâneos. Quando não sabemos, confundimos tudo. Não é o caso deles. O Antônio diz que o seu homônimo é “um cara super bacana, n’é”. O António repete que o amigo é “um gajo muito fixe, mesmo porreiro, pá”, mas não é seu homónimo. Se o fosse, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que quis uniformizar a Ortografia (?), sem o conseguir, tinha resolvido a questão da dupla acentuação (acento circunflexo ^/acento agudo ´) e outras afins. É uma confusão! Quem o leu sabe-o. O Antônio vai continuar a escrever e a dizer que tem “boas características”, que possui “muitos contatos em vários setores” e que “os fatos não são ternos”. O António, que não usa “ternos, mas fatos”, não sabe como escrever. É “características ou caraterísticas”, “contatos ou contactos”, “sectores ou setores”, “factos ou fatos”? O WORD aceita todas as possibilidades. Então, vai escrever como quiser. O tal acordo deu a autorização e permitiu que fosse “legal” em Portugal. No Brasil, ainda estão a decidir como fazer… É quase certo que nada mudará. Todos os acordos ortográficos provocaram alterações em Portugal e não foi assim no Brasil. A História repetir-se-á? Em 1990, houve políticos e linguistas que, desejando simplificar (?) para uniformizar (?), agravaram a situação ortográfica. Isso não atingiu a amizade do Antônio e do António. Não querem saber de questões políticas ou linguísticas porque, em Português, se entendem, não confundindo, por exemplo, “inúmero”/“enumero” ou “discrimino”/“descrimino”. 1. …………………….. os elementos da lista porque o grupo de indivíduos parece …………………….. Preencher os espaços com a forma certa: inúmero / enumero / inumero / enúmero. Solução: Enumero os elementos da lista porque o grupo de indivíduos parece inúmero. Explicação: Por que confundimos “inúmero” e “enumero”? São vocábulos, gráfica e fonicamente, próximos, mas diferentes porque “enumero” (conto vários elementos um a um) é uma forma do verbo “enumerar” e “inúmero” (difícil de contabilizar) é um adjectivo. A sílaba tónica não é coincidente. Na forma verbal do presente do indicativo, é “me” e, no adjectivo, o acento gráfico em “nú” indica-a. Embora os dois termos estejam relacionados com “número”, nunca se usarão no mesmo contexto. Raciocinando, é impossível confundir “inúmero” (=inumerável) e “enumero” (=contabilizo). 2. Perante a acusação, ……………………… todos os indivíduos porque, pela aparência, não os …………………….. Preencher os espaços com a forma certa: discrimino / discremino / descrimino / descremino. Solução: Perante a acusação, descrimino todos os indivíduos porque, pela aparência, não os discrimino. Explicação: Por que hesitamos entre “discrimino” e “descrimino”? É porque são palavras parónimas. Da área do Direito, o sentido de “descrimino” é restrito. Em contrapartida, “discrimino” tem uma significação mais ampla. Etimologicamente, os dois verbos remeterão para um latino, equivalendo a “crivar”. Todavia, divergiram dele. O verbo “descriminar” (=descriminalizar) aponta para “isentar do crime”, enquanto “discriminar” (=diferenciar) significa “distinguir, separando”. Este ganhou, inclusive, o sentido negativo de “segregar indivíduos”. Helena Rebelo Professora da UMa