Professores do ensino superior e investigadores aderiram ao protesto nacional convocado para exigir melhores condições de trabalho, denunciando a precariedade que continua a marcar carreiras académicas inteiras. Entre as reivindicações estão a necessidade de contratos estáveis, progressões transparentes, redução da sobrecarga letiva e o reforço urgente do financiamento público das instituições. Os sindicatos chamam a atenção para uma realidade que consideram insustentável. Centenas de investigadores dependem de bolsas temporárias e muitos docentes acumulam trabalho extra sem reconhecimento formal, num sistema que vive, há anos, em tensão permanente.
Pela valorização dos salários de investigadores e professores do ensino superior
O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) já reuniu mais de cinco mil assinaturas para que a petição “Pela valorização dos salários de investigadores e professores de ensino superior” possa ter discussão e apreciação em plenário na Assembleia da República.
RJIES: Contributos para uma revisão fundamentada
“Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (2007-2022) – Contributos para uma revisão fundamentada”, no dia 12 de dezembro, a partir
O protesto integra-se num movimento mais amplo de contestação ao pacote laboral apresentado pelo Governo, que, segundo os representantes do setor, não responde às fragilidades estruturais da ciência e do ensino superior. A mobilização pretende alertar para o impacto destas políticas no futuro das universidades, desde a fuga de jovens talentos até à degradação das condições necessárias para produzir investigação de qualidade. Para sindicatos e docentes, a greve é um sinal de que a comunidade académica já não aceita ser tratada como recurso descartável, e exige finalmente soluções que valorizem o trabalho científico e pedagógico.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Philippe Bout.
