Continuando a polémica que o EXPRESSO fez capa na edição do passado fim-de-semana, o PÚBLICO noticia que, em 2019, o reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, decidiu “homologar excepcionalmente” a entrada de 37 candidatos no concurso especial de Medicina para licenciados, apesar de estes terem obtido nota inferior a 14 valores na prova de conhecimentos. Segundo a reitoria, essa decisão teve em conta “o contexto particular das dificuldades demonstradas pela FMUP na realização e avaliação” da prova, que enfrentou problemas na formulação e correção de 34 questões.
O esclarecimento da universidade acrescenta que, na altura, “não existia ainda qualquer precedente de candidatos excluídos deste concurso por não terem obtido essa nota mínima”, e que todos os concorrentes estavam “em igualdade de circunstâncias, uma vez que nenhum obteve nota igual ou superior a 14 valores”. A homologação acabou por permitir a entrada dos primeiros 37 classificados, embora a situação tivesse sido considerada uma exceção face às dificuldades administrativas.
Governo abre mais vagas em Medicina e Educação para responder à procura dos estudantes
O governo indica que, para melhorar o acesso ao ensino superior e alinhar a formação com as necessidades do país, vai reforçar as vagas em cursos de grande procura, como Medicina e Educação.
O espírito em Medicina passava por: “se fossemos para Lisboa, sempre saíamos deste «buraco»”. Tudo mudou.
Em outubro de 2004, começavam as aulas de Medicina na Madeira e nem todos estavam felizes com o novo curso. Vinte
Já em 2025, perante nova polémica sobre admissões abaixo da nota mínima, a reitoria insistiu que o contexto era diferente. Em 2019, foi o primeiro ano em que a prova de conhecimentos foi aplicada “num prazo excepcionalmente curto e sem qualquer referência anterior”, ao passo que atualmente as regras estão plenamente estabelecidas e as vagas sobrantes revertem para o concurso nacional de acesso, garantindo o ingresso de outros candidatos.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Joshua Chehov.
