Um estudo publicado na revista PLOS Biology, com a participação do investigador Albino Oliveira Maia, da Fundação Champalimaud, revelou que os alimentos com maior teor calórico são consistentemente preferidos, tanto por indivíduos com como sem obesidade, mesmo quando apresentam sabor e textura semelhantes a alternativas menos calóricas. Esta preferência, segundo os cientistas, resulta de sinais enviados ao cérebro sobre o conteúdo energético dos alimentos, independentemente do sabor percebido.
A investigação demonstrou que as pessoas com obesidade apresentam alterações no sistema dopaminérgico, responsável pela sensação de prazer e motivação, o que pode explicar a predileção por alimentos ricos em energia, gordura e açúcares. Contudo, verificou-se que a cirurgia bariátrica, usada para tratar a obesidade grave, pode normalizar este comportamento, promovendo mudanças na relação com a alimentação, embora os mecanismos envolvidos ainda não sejam completamente compreendidos.
Viva a Alimentação!
A 16 de outubro comemora-se o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO. Nesta data, é sempre importante relembrar o quanto é determinante a alimentação. Se não nos alimentarmos colocamos em causa a
Em Janeiro faço dieta!
Chegou! Após repetidas e incisivas promessas de controle alimentar, resultado dos “irresistíveis” exageros da época natalícia, chegou o momento de cumprir
Durante o estudo, foram analisados três grupos de participantes: indivíduos obesos, pacientes submetidos a cirurgia bariátrica e pessoas não obesas. Todos consumiram iogurtes simples ou enriquecidos com maltodextrina – um hidrato de carbono calórico sem impacto no sabor ou textura. Apesar de avaliarem ambos os iogurtes como igualmente agradáveis, todos os participantes consumiram mais o iogurte enriquecido, revelando que as escolhas alimentares podem não ser completamente conscientes.
Os investigadores concluíram que as alterações cerebrais associadas à obesidade podem ser revertidas com a cirurgia bariátrica, influenciando a quantidade de alimentos ingeridos. No entanto, os tipos de alimentos preferidos parecem permanecer constantes, apontando para a complexidade das interações entre mecanismos cerebrais, comportamento alimentar e recompensas energéticas.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Charles Chen.


