32.232 estudantes do ensino superior receberam bolsa de estudo em setembro, mais de um terço dos alunos que se espera que venham a beneficiar deste apoio durante o ano letivo 2023-2024.
Menos de 18% dos estudantes têm as bolsas como principal fonte de rendimento
Especialistas alertam para os critérios desatualizados de atribuição de bolsas de estudo, defendendo uma revisão urgente para garantir maior equidade e apoio aos estudantes do ensino superior em Portugal.
Novos entraves na atribuição de Bolsas de Estudo
Mensalmente, a ACADÉMICA DA MADEIRA tem um espaço de opinião no JM Madeira. Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA
No ano letivo passado, por esta altura apenas 12.716 alunos estavam a receber bolsa de estudo. A diferença é ainda maior face aos anos letivos 2021-2022 e 2020-2021, quando o número de bolsas pagas no fim de setembro era, respetivamente, de 4751 e 437.
Desde o início da legislatura, o Governo já implementou diversas medidas de reforço de apoios sociais. Para além do alargamento do universo de estudantes bolseiros e do aumento dos montantes das respetivas bolsas e complementos, um dos eixos centrais das alterações foi a aceleração do processo de decisão de modo a dar mais cedo garantias aos estudantes que têm condições financeiras adequadas para frequentar o ensino superior.
Este ano, a bolsa de estudo foi atribuída automaticamente a todos os estudantes que beneficiam de abono de família até ao 3.º escalão (o ano passado a atribuição foi feita apenas aos beneficiários do 1.º), e as decisões sobre bolsas de estudo foram antecipadas para a fase de colocação, tendo sido notificadas no mesmo dia da divulgação dos resultados da colocação.
Legislação desadequada limita vagas em mestrados em ensino
A Nova de Lisboa queixa-se de que apesar da crise de falta de professores e da elevada procura dos candidatos aos seus mestrados de via ensino, está impedida de abrir mais vagas nestes segundos ciclos devido à legislação em vigor e à A3ES.
Inquérito revela aumento de problemas de saúde mental entre estudantes universitários
O número de estudantes do ensino superior que reportam sofrer de problemas de saúde mental em Portugal duplicou nos últimos anos.
A evolução do número de bolseiros deriva da aceleração do processo de análise, mas também da evolução do limiar de elegibilidade de 9.484, 27 € de rendimento per capita anuais para 11.049,89 € (correspondente a 23 IAS). Esta foi a segunda vez consecutiva que o limiar de elegibilidade subiu, o que conduziu a um acréscimo de bolsas de estudo e de requerimentos.
O prazo para as candidaturas a bolsas de estudo terminou no dia 30 de setembro. No entanto, pode ainda candidatar-se:
– Se a inscrição ocorreu depois de 30 de setembro, nos 20 dias úteis seguintes;
– Nos 20 dias úteis que se seguirem à emissão de comprovativo de início de estágio por parte da entidade que o faculta, no caso de licenciados ou mestres que estejam a realizar estágio profissional.
Um novo financiamento para os mestrandos na área da educação
O aviso de abertura ao concurso criado pela Fundação Cecília Zino, I.P. (FCZ), divulga a “atribuição de duas bolsas de Mestrado em Educação e Desenvolvimento Comunitário, adiante designada por Bolsa
Ministério dirigiu carta aos estudantes destacando os resultados dos apoios sociais
Cerca de 73 mil estudantes receberam já, este ano letivo, uma bolsa de estudo no âmbito do ensino superior. Cada estudante
Fora destes prazos, pode ainda submeter a candidatura até 31 de maio de 2024, sendo que, nesse caso, o valor da bolsa de estudo a atribuir é proporcional ao valor calculado para um ano, em função da data do requerimento.
Texto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Com fotografia de Will Porada.