Durante a vertente Investigação do Conselho de Ministros da Competitividade da União Europeia, reunido, em Bruxelas, Portugal apoiou as conclusões aprovadas assentes na democratização da ciência. A par desta recomendação, decorreu até ao dia 22 de maio, a consulta pública nacional para uma nova política de Acesso Aberto (que resulta da adesão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) ao Plano S, promovido pela cOAlition S).
Orçamento da nova agência de investigação definido na segunda metade de 2026
O ministro Fernando Alexandre anunciou que o orçamento plurianual da futura Agência para a Investigação e Inovação apenas estará disponível no segundo semestre de 2026, juntamente com a revisão da Lei da Ciência.
Já imaginou pagar, num único dia, 500 euros apenas para entregar a tese? Na UMa, é a realidade
Num cenário de redução de estudantes colocados nas licenciaturas, a Universidade da Madeira continua a adoptar uma estratégia que pode não
Durante um almoço informal, os Ministros discutiram a negação da ciência, tendo Elvira Fortunato referido que «em Portugal temos um exemplo brilhante nessa área que é a Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica), com um papel fundamental na promoção e divulgação de ciência à sociedade, através de iniciativas de promoção do ensino experimental das ciências nas escolas».
Em Portugal «há uma educação muito forte na área de literacia científica» salientou, recordando que Portugal «já faz isso há 26 anos». A Ministra reforçou ainda «a importância de investimento na ciência» e de «educarmos mais na área da literacia científica».
Na vertente Espaço, o Conselho adotou as conclusões sobre a «Utilização Justa e Sustentável do Espaço» no âmbito da Política Espacial da União Europeia, tendo a Ministra referido, em declarações no final do Conselho, que «o Espaço é uma área estratégica para Portugal», sendo necessário «dinamizar uma economia à volta do mesmo».
Nem o novo governo resolveu: investigadores estão há dois anos sem novas verbas
Os investigadores portugueses continuam a experimentar uma forte crise de financiamento, com atrasos nos concursos da FCT desde 2022 e cortes orçamentais que ameaçam a investigação científica no país. Em 2022, a taxa de sucesso dos projetos submetidos foi de 8,5%.
Publicar mais não significa fazer melhor ciência
Ricardo R. Santos considera que a pressão para publicar, a competição e a fragilidade dos mecanismos internos das universidades estão a
Estas conclusões recordam que as órbitas espaciais estão a tornar-se rapidamente congestionadas devido à quantidade crescente de objetos espaciais e reiteram a importância de uma abordagem da União Europeia em matéria de gestão do tráfego espacial, uma vez que a proteção, a segurança e a sustentabilidade são essenciais para alcançar uma utilização justa e sustentável do Espaço.
Foi ainda debatida a política espacial da União Europeia no novo panorama geopolítico no qual foi abordada a influência da Estratégia Espacial da UE para Segurança e Defesa, na implementação dos atuais Programas Espaciais e as sinergias que podem ser obtidas ao mesmo tempo em que se salvaguardam os objetivos políticos dos programas espaciais de cada país.
Lino Fernandes defende que o Governo deve valorizar as inovações científicas
Em artigo de opinião, Lino Fernandes critica o foco do Governo na investigação aplicada e defende que é urgente aproveitar melhor as inovações científicas já desenvolvidas no país.
“Reforçar a equidade no acesso a um Ensino Superior de qualidade”
Num artigo no PÚBLICO, Fernando Alexandre, Cláudia Sarrico e Helena Canhão defendem reformas estruturais para valorizar o talento, reforçar a autonomia
À margem do Conselho de Competitividade, decorreu ainda uma reunião bilateral entre a Ministra Elvira Fortunato e a homóloga da Estónia, Kristina Kallas, dedicada à temática do emprego científico dos jovens investigadores de ambos os países.
Texto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Com fotografia da União Europeia.
