“Neste momento não vai haver redução do contingente”

A possibilidade de redução do atual valor reservado para os candidatos oriundos da Madeira e dos Açores foi afastada pela ministra Elvira Fortunato, em visita ao teleporto de Santa Maria, no arquipélago açoriano. Após vários protestos das regiões autónomas, a governante coloca de lado a opção.

Em novembro, a ET AL. divulgou as intenções de alteração nos mecanismos de acesso ao Ensino Superior. O Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, Ricardo Freitas Bonifácio, foi uma das vozes de protesto sobre a possibilidade de redução, afirmando ser “mais um exemplo de desrespeito pelas Instituições e estudantes das regiões autónomas, subfinanciadas há vários anos pelo Estado português”.

“Há contingentes para os candidatos oriundos da Madeira, dos Açores; emigrantes portugueses e familiares que com eles residam; militares em regime de contrato e candidatos com deficiência física ou sensorial”

Depois de vários protestos e da intervenção de parlamentares dos Açores e da Madeira, a ministra Elvira Fortunato afirmou que “não vai haver redução do contingente” para os estudantes oriundos dos arquipélagos.

A governante admite que a medida foi equacionada no grupo de trabalhos, mas “chegou-se à conclusão que não seria, dentro das várias soluções a adotar, a melhor solução na altura que estamos a viver neste momento”, referiu.

Os candidatos ao Ensino Superior português, que sejam oriundos da Madeira, podem ter acesso a um contingente especial com 3,5% das vagas fixadas para a 1.ª fase do Concurso Nacional. Para beneficiar, o candidato deve obedecer a três pontos, como indicado na página da DGES, e comprovar essa condição através da Ficha ENES.

Após o revés da intenção, fica por explicar até quando a suspenção das intenções estará em vigor no quadro de alterações do sistema de ingresso que a tutela pretende operacionalizar.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Ussama Azam.

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