Pensar além fronteiras

“Está preparado para ser independente?”
Vivemos na era da globalização, em que cada vez mais urge pensar além-fronteiras, algo bem patente na mobilidade dos estudantes universitários. No entanto, tem-se verificado um fenómeno paralelo na sociedade atual: a regionalização das universidades portuguesas e a saída mais tardia dos jovens de casa dos pais, o que vem colocar inúmeras questões relativas à conquista da independência, autonomia e ajustamento a um mundo em constante mudança.

Estarão os estudantes preparados para esta nova perspetiva de vida: pensar além-fronteiras?
Pensar além-fronteiras pode permitir ao estudante desenvolver-se a nível pessoal e intelectual, por se deparar com novos problemas e situações, que requerem que seja criativo. No entanto tal implica uma preparação atempada, na medida em que a autonomia e a independência precisam ser conquistadas. Atingir determinada idade ou sair de casa dos pais não significa que os estudantes estejam preparados para serem independentes, tal como o facto de permanecer em casa dos pais não significa que o estudante tenha fracassado em se tornar um adulto maduro e responsável. Muitos dos jovens que deixam a casa dos pais à procura da sua independência, acabam por ficar dependentes destes a nível económico e emocional.

Quais os fatores que podem constituir obstáculos na procura pela independência?
Muitos jovens dizem não serem capazes de estudar fora do seu país ou da sua zona de residência por não se sentirem preparados para se autonomizarem. Na verdade, ser capaz de morar longe da família e gerir todos os compromissos, académicos e outros, assume-se como uma demonstração acrescida de responsabilidade. No entanto, não são raros os casos em que é a própria família que não apoia o crescimento do jovem neste sentido, alegando falta de maturidade. O que acontece é que a relação entre pais e filhos necessita de confiança na separação. Quando as relações entre pais-filhos são saudáveis, o apoio à autonomia é maior e a confiança do jovem cresce.

É importante analisar quais são as reais motivações e expectativas do estudante ao tomar esta decisão e o que espera alcançar.
Alguns jovens saem de casa para tentarem fugir aos problemas ou à autoridade dos pais, focando a sua atenção no que estão a deixar para trás e não naquilo que querem alcançar e para onde querem ir. Tal poder-se-ia comparar a conduzir um automóvel olhando apenas para o retrovisor, não vendo o caminho que surge adiante.

Caso esteja a ponderar estudar fora aqui ficam algumas dicas essenciais:
– Não se concentre apenas no querer sair de casa, mantenha o olhar fixo num objetivo que seja relevante para si. A decisão de sair de casa e ser independente, pela sua importância, não deve ser tomada precipitadamente.

– Converse com os seus pais e pese os benefícios esperados e os possíveis desafios.

– Seja honesto ao analisar as suas motivações. Se acha que está preparado, então talvez esteja na altura de tomar o seu próprio rumo na vida.

Serviço de Consulta Psicológica da UMa

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