Em Português Escorreito
Há palavras que nos confundem pela proximidade gráfica existente entre elas. Diz-se que são “parónimas”. Ligeiramente diferentes, a sua semelhança provoca-nos indecisão na escrita. Contudo, se pensarmos um pouco, conseguimos distingui-las, arranjando truques para tal. Assim, aprendemos a diferenciar, entre outros, vocábulos “homófonos”, “homógrafos”, “sinónimos”, “antónimos” e “parónimos”. Estes não têm qualquer relação entre eles. Não se pronunciam da mesma maneira e não têm a mesma grafia. Isso sucede, por um lado, com “imigrante”/“emigrante” e, por outro, com “imergir”/“emergir”. Nestes casos, além de cada um ser antónimo do elemento do par, são ambos parónimos. Poderá haver quem os considere homófonos, mas não se articulam da mesma maneira devido à vogal inicial. Se nos lembrarmos da diferença entre “i” e “e” para este dois exemplos de paronímia, teremos a solução para evitar a confusão. Parece complicado, mas não o é, como as seguintes explicações o comprovam. 1. Os ………………… têm de renovar a autorização de permanência no país. Preencher o espaço com a forma certa: emigrantes / imigrantes. Solução: Os imigrantes têm de renovar a autorização de permanência no país. Explicação: Para diferenciar “emigrante” de “imigrante”, se confundirmos os termos, pensemos nas vogais iniciais e associemos “i” a “interior” e “e” a “exterior”. Se procedermos assim, saberemos que os “imigrantes” estão num país estrangeiro (no interior deste) porque são oriundos de outro. No que toca aos “emigrantes”, são aqueles que vão para o exterior, saindo do país de origem. Portanto, diz-se que Portugal tem emigrantes (os que vão para o exterior, sendo portugueses) e imigrantes, isto é, os estrangeiros que vivem no (dentro de, no interior de) país e precisam de autorização de permanência para, aqui, residirem. Uns e outros são migrantes, assumindo a condição de emigrante e imigrante consoante o país onde estejam. 2. Vieram à superfície todos os destroços do avião, ………………… . Preencher o espaço com a forma certa: imergindo / emergindo. Solução: Vieram à superfície todos os destroços do avião, emergindo. Explicação: A associação de “i” com “interior” e de “e” com “exterior” também auxilia na distinção entre “imergir” e “emergir”. Enquanto o primeiro verbo (com “i”) indica “no interior da água”, o segundo (com “e”) revela o contrário. Este indicará algo que esteja “à superfície da água” (no “exterior”), tornando-se visível de fora. Assim sendo, quando destroços vêm à tona, à superfície, dizemos que “emergiram”. Se ficassem no interior, diríamos que teriam “imergido”, afundando-se. Então, “imergir” indica o movimento de fora para dentro (para o interior) e “emergir” o inverso, de dentro para fora (para o exterior). Helena Rebelo Professora da UMa
Universidade da Madeira: breve balanço de 2013-14
O ano de 2013-14 foi difícil, a começar, desde logo, por todos nós, docentes, funcionários não docentes e alunos, termos visto partir colegas, que nos eram queridos, e que deixaram a Universidade mais pobre. A nível externo prosseguiram as restrições à autonomia das universidades e os cortes orçamentais. Em 2013, em adição aos cortes iniciais, verificou-se, a meio do ano, um corte de mais 236 mil euros. Em 2014, a uma nova redução inicial de 2%, juntou-se o dito erro técnico decorrente da aplicação cega às universidades dos cortes salariais médios da função pública. Um corte adicional de cerca de 420 mil euros que se espera corrigido no próximo orçamento retificativo. Do ponto de vista interno, há dois problemas fundamentais por resolver: · Estancar a saída de recursos humanos (com quebras superiores a 5,5% nos docentes e a 13% nos funcionários não docentes, de 2009 para 2013); · Melhorar a eficiência da UMa, simplificando regulamentos e procedimentos, informatizando e delegando competências. No que respeita aos estudantes, que são a razão de ser da Universidade, procurou-se apoiar os com dificuldades financeiras: manteve-se o valor das propinas e seu pagamento em 10 prestações, o fundo de apoio de emergência e a comparticipação nas bolsas de alimentação; alargou-se o número de prestações de pagamento das dívidas; diminuiu-se a propina dos estudantes a tempo parcial; e, aos alunos a que só falte concluir a tese e o façam em 5 meses, só se exige uma prestação da propina por cada mês usado. A quebra do número de alunos foi de 7,2% de 2011-12 para 2012-13, e de 2,6% de 2012/13 para 2013/14, registando-se mesmo um crescimento nos 2.os e 3.os ciclos. Tal como em 2012/13, foram ocupadas 85% das vagas no Concurso Nacional de Acesso, embora com diminuição de candidatos em certas áreas, acompanhando o que se passou a nível nacional. O número de reingressos cresceu 46%, e o número de estudantes Erasmus também cresceu. É necessário captar mais estudantes internacionais e do continente, abrir novas pós-graduações e mestrados, e iniciar a oferta dos cursos Técnicos Superior Profissionais. A UMa tem de prosseguir na sua internacionalização e na sua afirmação como um dos motores do progresso económico da Madeira, e do seu desenvolvimento cultural e social. É importante reforçar a ligação da UMa aos antigos alunos e responder às suas necessidades. Em relação aos atuais alunos, devemos incrementar o apoio ao empreendedorismo e a promoção do mérito. Mas, acima de tudo, temos de garantir formações com qualidade. Essa será a melhor arma que disporão para enfrentar o mundo à sua volta. E, a esse respeito, registamos que todos os cursos, objeto de avaliação pela A3ES em 2013, foram acreditados, em alguns casos após se terem tomado as medidas necessárias, como a revisão do modelo curricular uniforme dos 1.os e 2.os ciclos, e a contratação de docentes para as áreas mais carenciadas. Apesar de vivermos tempos difíceis, tenho a certeza de que seremos capazes de ultrapassar as dificuldades. José Carmo Reitor da UMa
À conversa com… João Baptista
Já dizia o grande 23 do Chicago Bulls, Michael Jordan: “Talent wins games, but teamwork and intelligence wins championships.” Quando contabilizo quase dois anos após chegar a presidente da Associação Académica da UMa (AAUMa), concluo logo dois pontos importantes. O primeiro é que o tempo passa mesmo rápido. E o segundo é que trabalhar em equipa é mesmo fantástico. Fazendo uma retrospectiva bastante ao de leve surgem-me logo projectos como o UMajuda, o Pátio dos Estudantes, a Revista JA, a Gaudeamus, a Bolsa de Alimentação, o Colégio dos Jesuítas, o Grupo de Fados, os Arraiais, o Troféu do Reitor e os Doutorecos. Quando tento observar o que fazem outras associações, deduzo que fazemos algo único. Sei logo que estamos a progredir transversalmente em várias áreas, com diversos objectivos, que nos fazem crescer a um ritmo alucinante. Considero que nós somos poucos para aquilo que fazemos. Apenas é possível fazer tudo isto quando se está perante uma equipa de colaboradores única, que todos os dias interessam-se em contribuir para a sociedade em nome da nossa academia e em nome desta Associação. Esta equipa vê claramente que estar na AAUMa é útil em diversos sentidos, tanto para o público-alvo de cada um dos projectos, como para quem está a trabalhar nestes projectos, pois adquire aptidões que nunca irá obter na sala de aula e que levará para a sua vida, pessoal ou profissional. Enviar um simples e-mail ou uma carta, estar numa reunião, na organização de eventos, no planeamento de iniciativas nas vertentes da comunicação e de marketing, resolver problemas inesperados, fazer atendimento à comunidade em geral e estar preparado para ajudar os estudantes, os seus colegas, são tarefas do dia-a-dia. E é completamente normal que surjam problemas pois uma equipa é constituída por várias personalidades, com opiniões e visões diferentes. Como se resolvem estes problemas? Se o objectivo de todos for o mesmo, lutar pelos interesses dos estudantes e ter uma postura exemplar e responsável perante toda a sociedade, então os problemas são resolvidos através do diálogo. Não existem fórmulas mágicas para o sucesso de cada iniciativa nossa. É o trabalho, a dedicação, a união e a excelência de quase 80 colaboradores. Aprendemos todos os dias ao lidarmos com as diversas pessoas que passam pela AAUMa, desde funcionários, docentes e não docentes, estudantes, antigos estudantes, crianças, idosos e até turistas, ou seja, toda a comunidade. Queremos que mais estudantes façam parte desta equipa para que cada um usufrua desta experiência, aprenda a ser melhor, e para que esta Associação continue a crescer com aquilo que todos os colaboradores têm para ensinar. Além de tudo isto, as pessoas que trabalham nas diversas iniciativas ganham amizades para a vida. É tudo isto que queremos promover. Muito me honra ter uma equipa como esta e de aprender todos os dias com ela. E é isto de que me orgulho ao longo de quase de dois anos como presidente. João Baptista Presidente da Direcção da AAUMa
Há discursos que são para sempre…
Todas as pessoas têm um sonho (Martin Luther King), muitas acreditam que conseguem concretizá-lo (Barack Obama) e poucas os substituiriam por uma tarde com Sócrates (filósofo) (Steve Jobs). “Chegou o momento de construir”, dizia Mandela. Mas essa construção implica quebrar muitos muros, que mais não sejam espirituais, e cultivar nesse espaço (agora) libertado, numa mensagem de esperança e ordem. Atendendo à nossa realidade, podemos verificar que algumas pessoas ainda esperam por D. Sebastião, ou simplesmente anseiam por um Obama português. Será mais um pilar cimentado por utopia que visa suportar o nosso Quinto Império?! Um discurso é sustentado pelo momento, pelo contexto e pela inspiração. Fazer de um discurso histórico está intimamente ligado com o grau de identificação por parte do auditório, das emoções desencadeadas (Pathos), do carácter do orador (Ethos) e, sobretudo, do propósito e lógica da mensagem (Logos). O discurso ganha forma pelo estabelecimento de uma ponte entre o conhecimento e a experiência, procurando fazer chegar aquela realidade a todas as outras realidades que vivem de uma possibilidade. Contudo, se formos considerar a verdade como um ponto de vista, a transmissão de uma determinada tese é apenas uma visão que passa a ser apoiada por quem partilha crenças e desejos semelhantes. Não há nenhum discurso que seja inicialmente traçado para ser intemporal. Um discurso torna-se, com efeito, intemporal, quando dependente de reconhecimento e identificação por parte do auditório. Os grandes oradores da História recorreram às palavras enquanto matéria-prima, defendendo de forma vigorosa a sua mensagem e a credibilidade da mesma, expandindo os seus argumentos e semeando os seus propósitos. Muitas dessas teses tombaram ao primeiro agente erosivo, a opinião contrária, que colocou em xeque a validade das suas premissas, mostrando a vulnerabilidade do discurso como projecção do orador. Um dos mais importantes discursos a ser pronunciado e um dos mais paradigmáticos para o mundo moderno reporta-se ao Sermão da Montanha, de Jesus Cristo. Foi. Além de demarcar uma Era, assenta toda uma importância que ainda hoje confere intemporalidade ao Cristianismo. Este discurso definiu uma conduta que permanece na base moral do Ocidente. Mahatma Gandhi é outra voz que ecoa no tempo. “Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver”, referindo-se à fé, que transcende a razão. Afinal de contas, um discurso só é eficaz se for reconhecido e provocar uma determinada reacção no seu auditório, que não o vê, mas o sente. A cultura do discurso é especialmente importante, não só a nível religioso mas também, por exemplo, a nível político. Motivar as pessoas com recurso à força que as palavras têm é fulcral para conseguir mudar algo independentemente das políticas específicas. Um discurso de sucesso é, acima de tudo, um fragmento da pessoa que o produz e que permanecerá imortal na nossa memória. … e para sempre é o tempo de quem os concebeu! Martim Santos
Observação Científica como Técnica de Recolha de Dados
A observação corresponde à ação de observar. É uma ponderação cuidadosa acerca de uma situação, de forma a ficar mais esclarecido em relação à mesma. Pode ter também uma apreciação ou pesquisa (Costa & Melo, 1984). A observação, sob um ponto de vista científico, é uma técnica de recolha de dados. Nas palavras de Carmo e Ferreira (1984), “observar é selecionar informação pertinente, através dos órgãos sensoriais e com recurso à teoria e metodologia científica, a fim de poder descrever, interpretar e agir sobre a realidade em questão” (p. 97). De acordo com os meios utilizados, pode-se classificar a observação em estruturada e não estruturada. A observação estruturada caracteriza-se por ser minuciosamente planeada, com critérios pré-estabelecidos. O observador tem de mantar-se o mais objetivo possível, procurando eliminar a influência que pode ter no meio, e limita-se a descrever. Descreve de forma precisa acerca de cada facto (Cunha, 1982). A observação não estruturada, como o nome indica não é planeada, é espontânea, simples e informal. O observador atua como um mero observador. É ideal para conhecer uma situação de natureza pública como hábitos de compra, de calçado, entre outros (Idem). Consoante a participação do observador, a observação pode ser considerada participante ou não participante. Na observação participante, o observador atua de forma ativa envolvendo-se no fenómeno. Este envolvimento pode ocorrer de forma natural, já pertence à comunidade, ou de forma artificial, o observador integra o grupo de análise (Serva & Júnior, 1995). Segundo Cunha (1982), a observação não participante é considerada passiva, ou seja, o indivíduo não está incluído na comunidade e apenas observa de forma neutra. É alheio aos dados recolhidos, um mero espectador. Finalmente, a observação é uma técnica de recolha de dados indispensável em qualquer tipo de investigação sendo a observação participante mais usada nas investigações de carácter etnográfico. Referências e sugestões de leitura Bogdan, R. & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora (pp. 90-92). Carmo, H. & Ferreira, M (1998). Metodologia da investigação: Guia para a auto-aprendizagem. Lisboa: Universidade aberta (pp. 89-116). Costa, J. & Melo, A. (Org). (1984). Dicionário da língua portuguesa (5ª edição). Porto: Porto Editora. Cunha, M. (1982). Metodologias para estudo dos usuários de informação científica e tecnológica, R. Bibliotecon. 10 (2), pp. 5-19. Fortin, M. (1999). O processo de investigação: da conceção à realização. Loures: Lusociência (pp. 241-245). Lapassade, G. (2005). As microssociologias. Brasília: Liber Livro Editora Ltda. (pp. 69-90). Serva, M. & Júnior, P. (1995). Observação participante e pesquisa em administração – Uma postura antropológica. Revista de Administração de Empresas, 35 (1), pp. 64-79. Sousa, A. (2005). Investigação em educação. Lisboa: Livros Horizonte (pp. 109-137). António V. Bento Professor da UMa
Prudência nas compras remotas
A Internet revolucionou a nossa forma de comunicar, de adquirir produtos e serviços, e de aprofundar conhecimentos num universo ilimitado de oportunidades. A evolução tecnológica, não obstante as suas inúmeras vantagens, poderá conduzir-nos a locais onde a criminalidade informática invade a nossa privacidade e identidade. As lojas virtuais apresentam plataformas, cada vez mais, acessíveis, tornando o consumidor num alvo fácil à prática de burla ou fraude, nomeadamente, por meio de utilização indevida de cartões de crédito, roubo de identidade ou phishing. Os designados ataques de phishing envolvem a utilização de mensagens de e-mail, conduzindo os consumidores a sites falsos, onde lhes é solicitada a confirmação dos dados da sua conta. Deste modo, os consumidores acabam por, inconscientemente, facultar informações pessoais, através de um formulário electrónico aparentemente credível, utilizando esses dados em transacções financeiras. Uma outra prática utilizada, com frequência, é o skimming, que se traduz na utilização de um aparelho de alta tecnologia, o qual captura dados dos cartões bancários e facilita a produção de réplicas, constituindo uma técnica muito frequente e de difícil percepção na óptica do utilizador. Com o crescente volume de redes sociais disponíveis na Internet, as pessoas partilham diversos acontecimentos de vida, pelo que se torna necessário redobrar uma atenção sobre o perigo do abuso sexual de crianças, designadamente, através do aliciamento e da pornografia infantil. Considerando os meandros deste tema, o Serviço de Defesa do Consumidor não poderá deixar de recomendar: Se utiliza um site na WEB, crie uma conta de e-mail gratuita, com um endereço electrónico que não revele os seus dados pessoais. Tenha cuidado ao aceitar cookies, pequenas parcelas de código que os sites instalam no seu computador, as quais reconhecem o utilizador sempre que este visita o mesmo site. Os cookies são geralmente inofensivos, mas podem conter elementos perversos que revelam mais sobre si do que possa imaginar. Bloqueie os pop-ups no seu navegador de Internet, pois podem constituir um risco à sua segurança. Consulte regularmente o seu extracto bancário, de modo a verificar se autorizou todas as transacções e pagamentos efectuados. Proteja o seu computador com um software anti-vírus e inclua uma firewall, de modo a que não seja possível aceder remotamente ao seu computador, sem o seu consentimento. Não utilize a mesma palavra-passe para todas as suas contas. Escolha palavras-passe que incluam números, letras e caracteres especiais, conferindo-lhes maior segurança. Tem o direito de desistir de um contrato celebrado à distância, no prazo de 14 dias, para o efeito, envie a sua comunicação, através de carta registada com aviso de recepção, ao prestador de serviços ou fornecedor de bens. Certifique-se que os seus direitos são respeitados. Dirija-se ao Serviço de Defesa do Consumidor. Graça Moniz Serviço de Defesa do Consumidor.
De mochila às costas para Finlândia
Ruas geladas, noites intermináveis e um frio cortante caracterizam o inverno no Círculo Polar Ártico. Rovaniemi pode chegar aos 35 graus negativos e, apesar de estar meio ano coberta por um manto de neve, é uma das cidades mais encantadoras do mundo. Museus, galerias, bares, restaurantes, clubes e muitas outras actividades ajudam combater o frio inverno. Começamos a visita pelo museu Arktikum, onde podemos observar com grande detalhe como é que as pessoas têm sido capazes de sobreviver a este tipo de clima, explorar o passado Sami, dos povos indígenas da Lapónia, e ter uma ideia do que a mudança climática pode fazer. Continuamos por Santa Claus Village, a casa do Pai Natal, provavelmente, a atracção mais popular da cidade. Renas, luzes, árvores de Natal, é Natal 356 dias por ano. À noite podem ver-se os mágicos Northern Lights, a aurora boreal, o mais belo fenómeno natural que vi na minha vida. Luzes verdes e vermelhas preenchem o céu e fazem despertar os sentimentos mais empolgantes que enchem o nosso corpo por alguns momentos. Esta cidade oferece também uma variedade de desportos como pesca, caminhadas, patinagem no gelo, motas de neve, trenó com huskies ou renas, esqui, snowboard, que fazem desta visita ser inesquecível. Depois de uma viagem a este encantador canto do mundo não te intimidará mais o frio e a escuridão. Rovaniemi é magia em estado puro, e ensinar-te á a disfrutar a vida abaixo de zero ao mesmo tempo que explorarás uma cultura quase tão inóspita como desconhecida. Mayka Rubio Voluntária Espanhola na Académica da Madeira Projecto co-financiado por Erasmus+.
A floresta mágica… na Ilha da Madeira
A propósito da comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade, cujo tema em 2014 é a Biodiversidade Insular (Diversidade Biológica das Ilhas), é proposta uma observação na Ilha da Madeira da Floresta Laurissilva, uma floresta mágica que em cada recanto por pequeno que seja, pode ser observada uma grande diversidade de espécies, nunca sabendo o que pode ser “descoberto “para além de um destes recantos, aspetos muito diferentes desta floresta: o solo, as encostas, as falésias, os cursos de água, as cascatas, as clareiras. No chão da floresta, na estação das chuvas são observados cogumelos, que parecem ‘brotar’ das folhas de diferentes espécies que se acumulam, formando uma espessa camada de húmus alternando com um manto verde formado pelas pequenas plantas como a erva redonda (Sibthorpia peregrina) ou pelos muitos musgos que dão continuidade às paredes do bosque, muito húmidas parecendo ‘fontes’ de água e biodiversidade. No interior denso da Floresta Laurissilva, as grandes árvores por exemplo o til (Ocotea foetens), o pau branco (Picconia excelsa), o vinhático (Persea indica), o folhado (Clethra arborea), o perado (Ilex perado) acolhem diversas espécies de outros seres vivos nos seus troncos, como os líquenes, os ensaiões, os fetos alguns fungos como a madre louro que vive em associação com o loureiro (Laurus novocanariensis) ou pequenos animais como o bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis) a mais pequena ave da floresta da Madeira ou o ‘simpático’ tentilhão (Fringilla coelebs madeirensis). As clareiras da floresta são ótimos recantos para observar muitas flores de diversas cores rosa, amarelo, branco, pigmentando o verde floresta, são as flores de diversas espécies: do gerânio (Geranium palmatum), do ranúnculo (Ranunculus cortusifolius), das estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), das orquídeas (Dactylorhiza foliosa) formando um conjunto de imensa beleza ainda por desvendar, mágica e inesquecível! Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza
Stay hungry, stay foolish
Todos os dias criam-se empresas. Muitas alcançam grande sucesso nas suas áreas, outras não têm tanta sorte. Ter iniciativa e ser empreendedor requer que certos riscos sejam tomados e o resultado é sempre uma incógnita. É isso no entanto que faz-nos crescer, tanto a nível pessoal como profissional. Existem vários casos de empreendedores de grande sucesso que abandonaram o seu percurso académico e utilizaram a sua paixão e dedicação pelo que realmente gostavam de fazer para alcançar os seus objectivos. Duas pessoas que são regularmente referidas para identificar este tipo de empresários são Steve Jobs e Bill Gates, os fundadores da Apple e da Microsoft. No entanto, Bill Gates não se identifica como alguém que deixou realmente os estudos, deixando Harvard após três anos e pouco tempo antes de obter a sua graduação. Jobs por outro lado é visto como o maior exemplo de que o sucesso não está obrigatoriamente ligado a um grau académico. Seis meses após entrar na Universidade de Reed, no estado de Oregon (EUA), teve que abandonar o curso devido a dificuldades económicas. Continuou a frequentar algumas aulas como aluno externo, nomeadamente uma cadeira de Caligrafia que futuramente seria bastante útil no desenvolvimento no primeiro Macintosh. A sua vida foi assim durante os dezoito meses seguintes onde dormiu em quartos de amigos, recolhendo garrafas de refrigerante para conseguir algum dinheiro para comprar comida. Todos os domingos, à noite, caminhava cerca de onze quilómetros até um tempo Hindu para obter uma refeição gratuita. Com a ajuda de Steve Wozniak conseguiu um trabalho na Atari como técnico, algo que durou poucos meses, pois Seve Jobs decidiu viajar para Índia em 1974. Durante os meses que lá viveu, o fundador da Apple diz ter crescido espiritualmente e, quando regressou aos Estados Unidos, voltou para a mesma empresa para efectuar a mesma função. Pouco tempo depois trabalhou na HP como engenheiro e, durante 1975, frequentou um grupo de entusiastas da informática que se juntavam no Stanford Linear Accelerator Center. Foi por diversão que criou o Apple 1, simplesmente para mostrar a este grupo de pessoas as capacidades de um computador. Nasceu assim a ideia da Apple e, no início de 1976, Seteve Jobs e Wozniak fundaram a empresa na cave da casa dos pais de Jobs e com o dinheiro que ambos conseguiram a vender “caixas-azuis”, um equipamento ilegal criado por ambos. Como Jobs existem muitos outros. Moral da história: fazer o que realmente gostamos e dar tudo de nós ao fazê-lo. É preciso um curso? Depende dos objectivos de cada um. Steve Jobs, por exemplo, quando apresentou o seu primeiro computador para que fosse fabricado pela Atari, negaram-lho pelo facto de não acreditarem no seu produto, afinal nem o curso tinha acabado. Bill Gates e Mark Zuckerberg são outras pessoas que tiveram que abandonar a universidade para dedicar-se a tempo inteiro ao que achavam ser boas ideias. E tu? És capaz de arriscar o teu curso por um projecto ou até simplesmente por uma ideia tua? João Andrade
Férias à porta… sabes como rentabilizá-las?
Depois de dois semestres turbulentos e extenuantes, eis que chega agora uma fase completamente diferente, sem aulas, trabalhos, apresentações – uma fase a que muitos chamam “férias”. Ainda te lembras de como eram boas as férias da escola? Quase três meses em casa, na rua, com os amigos e vizinhos, a brincar, a correr no pátio, a nadar todo o dia até ficar com as mãos murchas, e onde quase te esquecias de que em setembro voltaria tudo novamente? Pois é, agora olhas para trás e pensas que já nem sabes o que são férias. Será que há um manual de férias para estudantes universitários? Existirá alguma forma correta de vivenciar as férias da melhor maneira, sem chegar ao próximo ano com a sensação de que passou apenas uma semana e de que não fizeste nada por ti durante este período de pausa? Certamente que não. Cabe a cada pessoa escolher como gerir as suas férias da melhor forma, de acordo com as suas próprias necessidades. Obviamente, este deve ser um período para repor energias, descansar, dormir melhor, relaxar, passear, estar com a família e amigos, mas também um período para fazer um balanço do ano letivo anterior e rever a lista de objetivos que ainda há por cumprir. Além disso, o período de férias pode ser extremamente útil para rentabilizares alguma da tua disponibilidade mental para reformular objetivos, reveres o teu currículo e repensares naquilo que tens para fazer para alcançares as tuas metas. As férias devem ser um período para te ajudar a sentir novamente útil, ativo, cheio de energia, de forma a regressares para um novo semestre com uma atitude mais ativa, empreendedora e motivada. Por que não aproveitares esta pausa para melhorares o teu inglês e fazeres um curso intensivo, ou viajar para a Europa, conhecer empresas e lugares que te possam ajudar a construir novos horizontes para a tua futura profissão? Por que não te juntares a um grupo de amigos e fazer voluntariado fora do país ou mesmo cá dentro? Por que não visitar algumas empresas que admiras e pedir conselhos a pessoas que consideras que podem vir a ser bons mentores para os teus projetos profissionais? Ou então, por que não mesmo fazeres algum trabalho em part-time, e assim ires enriquecendo a tua vida e a tua personalidade, ao mesmo que desenvolvendo a tua capacidade de trabalho, de interagir com outros e estares continuamente a preparar a tua cabeça para pensar. As férias não precisam, pois, ser um tempo para hibernares. Podem ser um período rico em novas ideias e novos projetos, em que te podes envolver em atividades extracurriculares que te vão ajudar a encher a bagagem com coisas que não virão inscritas no teu diploma de final de curso mas que te acrescentarão valor e enriquecerão a tua aprendizagem, elementos que são cada vez mais valorizadas pelos empregadores. Por isso, marca a tua diferença, aproveita para desenvolveres as tuas ferramentas e plantares mais uma semente para o teu futuro, que começa agora! Serviço de Consulta Psicológica da UMa