A Universidade Nova de Lisboa está na liderança de um novo laboratório sino-europeu dedicado à electrónica flexível, com foco em aplicações biomédicas e células solares flexíveis que poderão ser utilizadas no espaço. A estrutura será localizado na cidade de Hefei, na China, e conta com a colaboração de instituições europeias e chinesas, incluindo a Universidade de Valência e a Academia Europeia de Ciências, segundo revelou Elvira Fortunato à agência Lusa.
O consórcio, designado Laboratório Conjunto de Materiais Electrónicos China-União Europeia, trabalhará em áreas como a electrónica sustentável, utilizando tecnologias inovadoras como membranas eletrónicas para aplicações biomédicas. Adicionalmente, está prevista a investigação de células fotovoltaicas leves e adaptáveis a diferentes superfícies, com potencial para uso em missões espaciais.
Novo Laboratório Nanova permitirá alavancar a investigação em materiais avançados sustentáveis
O novo Laboratório de Nano Caracterização e Materiais Avançados (Nanova) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi inaugurado no Campus da Caparica, Almada, e permitirá alavancar a investigação na área dos materiais avançados sustentáveis e a capacidade de investigação científica nacional, particularmente na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
From Donghua University to the Centro de Química da Madeira
“In Portugal, we have time to see, to experience, to discover which method or technique is best suited to a particular
O acordo para a criação do laboratório foi assinado em junho, e o edifício está em construção de raiz em Hefei. Segundo Elvira Fortunato, o projeto já tem parte do financiamento aprovado e deverá entrar em funcionamento até 2026. Além disso, o programa contempla o intercâmbio de investigadores e estudantes entre Portugal e a China, bem como a organização de eventos académicos conjuntos.
Do lado chinês, o consórcio inclui a Academia Chinesa de Ciências, a Universidade de Fuzhou e a empresa Visionox. Para a Universidade Nova de Lisboa, este será o primeiro laboratório conjunto com a China. Os promotores esperam consolidar a colaboração científica já existente com outras instituições chinesas, conforme destacou Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, inventou o primeiro transístor de papel.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Diego Jimenez.
