O orçamento da Agência Espacial Europeia (ESA) para 2025 sofreu uma redução de 100 milhões de euros em relação ao ano anterior, totalizando agora 7,68 mil milhões de euros. Segundo o Público, esta diminuição deve-se ao “recuo do investimento de alguns dos maiores contribuintes”, como a Alemanha, a Itália e o Reino Unido, embora tenha sido parcialmente compensada pelo aumento das contribuições de países menores, incluindo Portugal e Polónia.
A Alemanha, o maior financiador, reduziu o seu apoio de 1.170 milhões de euros para 951,6 milhões de euros, enquanto a Itália e o Reino Unido diminuíram as suas contribuições para 800 milhões e 320 milhões de euros, respetivamente. Em contrapartida, Portugal elevou a sua participação de 19,4 milhões de euros para 30 milhões de euros, enquanto a Polónia apresentou um aumento expressivo, passando de 47,7 milhões de euros para 193,4 milhões de euros.
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O diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, destacou que o orçamento europeu “é relativamente modesto” comparado com o da NASA, que representa um terço do orçamento desta última. Apesar das limitações financeiras, a ESA mantém a liderança em áreas como a observação terrestre, com programas emblemáticos como o Copernicus, e prevê lançar dez novas missões em 2025, incluindo seis voos do novo foguetão Ariane 6 e quatro do Vega-C.
No entanto, a quebra de investimento europeu contrasta com o aumento nos programas espaciais de outras potências, como os Estados Unidos e a China. Segundo o Público, enquanto “China e Estados Unidos, mas também Japão ou Índia, reforçam os seus programas espaciais”, a redução europeia levanta preocupações quanto ao futuro da exploração espacial do continente.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Jake Hills.