Vários países europeus, entre os quais Espanha e Reino Unido, deixaram de ser considerados “países livres de sarampo”, segundo a Organização Mundial da Saúde, após um aumento sustentado de infeções ao longo de 2024. O estatuto, atribuído quando não existe circulação contínua da mesma estirpe do vírus durante pelo menos 12 meses, foi também retirado à Áustria, Arménia, Azerbaijão e Uzbequistão, com base nos dados mais recentes analisados pela organização internacional.
A OMS aponta a diminuição das taxas de vacinação como a principal causa para este recuo. O sarampo é uma doença totalmente evitável através da imunização, mas extremamente contagiosa, sendo uma das primeiras a ressurgir quando a cobertura vacinal cai abaixo dos níveis de segurança. Para manter o controlo da doença, a organização estima que seja necessária uma taxa de vacinação superior a 95%, um valor que vários países europeus já não conseguem garantir.
Cai o número de licenciados em enfermagem e OCDE alerta para défice grave
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Estratégia inovadora pode reduzir em 50% a necessidade de sangue em Portugal
A implementação da estratégia Patient Blood Management (PBM) em Portugal pode reduzir em até 50% a necessidade de transfusões, prevenindo complicações,
No Reino Unido, por exemplo, apenas 84,4% das crianças receberam as duas doses recomendadas em 2024, tendo sido confirmados 2.911 casos nesse ano, o número mais elevado desde 2012. A própria OMS sublinha que esta situação “reflecte um desafio mais amplo” em toda a região europeia, onde já existem países com transmissão regular do vírus, como França e Roménia.
Os especialistas alertam que o ressurgimento do sarampo é também um sinal de risco para outras doenças evitáveis por vacinação, num contexto de crescente desconfiança em relação às vacinas desde a pandemia de covid-19. A perda deste estatuto em vários países europeus funciona como um aviso claro de que a proteção coletiva depende não apenas de políticas de saúde pública, mas da adesão efetiva das populações à vacinação recomendada, como destaca a Organização Mundial da Saúde em informações divulgadas pelo jornal PÚBLICO.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Myriam Zilles.
