Segundo avançou o PÚBLICO, uma equipa portuguesa de paleontólogos identificou o primeiro fóssil de atum alguma vez encontrado em território nacional, proveniente de depósitos miocénicos da Arrábida, em Setúbal, com cerca de 20 milhões de anos. A descoberta corresponde a uma vértebra fossilizada e constitui “a primeira ocorrência confirmada de atum no registo fóssil português”, alinhando Portugal com outros importantes sítios miocénicos a nível internacional.
De acordo com o jornal, o fóssil foi descoberto de forma ocasional entre o Cabo Espichel e a Praia do Meco e estudado posteriormente por investigadores portugueses. Pedro Marrecas, um dos autores do estudo, sublinha a importância do achado ao afirmar que “quando vi a vértebra pela primeira vez, percebi imediatamente que estávamos perante algo extraordinário”, acrescentando que o tamanho e a robustez do osso indicam tratar-se de “um gigante dos mares”.
O crescimento tardio do tiranossauro que reescreve a sua biografia
Um novo estudo revela que o Tyrannosaurus rex continuava a crescer até perto dos 40 anos, desafiando ideias antigas sobre o ciclo de vida do mais célebre dinossauro carnívoro.
1.º Workshop de Paleontologia em ilhas Atlânticas
O Grupo de Botânica da Madeira (GBM), da Faculdade de Ciências da vida da Universidade da Madeira (FCV-UMa), participou no 1.º
Os investigadores estimam que o animal tivesse mais de 2,8 metros de comprimento, um valor comparável ao dos grandes atuns-rabilho atuais. O PÚBLICO destaca que esta descoberta assume particular relevância num país onde “o atum tem um papel histórico profundamente enraizado”, desde a pesca e salga no período romano até à importância económica e gastronómica contemporânea.
Para Carlos Neto de Carvalho, coordenador científico do estudo, citado pelo PÚBLICO, “a presença de grandes atuns nas nossas águas é uma história com 20 milhões de anos”, o que demonstra que a relação de Portugal com esta espécie “é pré-histórica”. O fóssil surge assim não apenas como um marco científico, mas também como um elo entre o património geológico profundo e a identidade marítima e cultural do país.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Kate Estes.