Em entrevista ao jornal Público, Ulla Vogel, investigadora dinamarquesa do Centro de Investigação Nacional em Ambiente Laboral, destacou os perigos das nanopartículas no ambiente laboral. “Existem muito poucos limites de exposição para nanopartículas no local de trabalho”, afirmou a cientista, alertando para o impacto destas partículas extremamente pequenas, que podem acumular-se nos pulmões e levar a problemas graves como “cancros, doenças cardiovasculares, fibroses [pulmonares] e muitas outras doenças pulmonares, como asma”.
A especialista sublinhou que as nanopartículas apresentam um desafio adicional em relação às partículas maiores. “A exposição às nanopartículas apresenta um risco maior do que as partículas maiores”, disse, explicando que a superfície combinada de várias partículas pequenas é muito maior, o que intensifica a inflamação e outras respostas biológicas. Além disso, indústrias como “a mineração e a construção civil” são apontadas como especialmente expostas, devido à presença de poeiras que incluem partículas em escala nano.
I Encontro de Universitários Madeirenses
“Os jovens afirmam-se, dia após dia, como catalisador da mudança da sociedade. Estamos perante a geração “mais qualificada” de sempre mas também perante uma geração movida pelo inconformismo e pela vontade de marcar pela diferença. Não obstante, os contextos que envolvem a juventude e os estudantes são diversos: do percurso académico ao profissional, a vertente social e cultural, o ambiente e o desporto, a política, …Estarão os jovens preparados para pautar pela diferença?“
Promoção da saúde e bem-estar no local de trabalho
As alterações cada vez maiores e mais rápidas da sociedade atual, a todos os níveis, especificamente ao das toxicodependências, implicam uma
Ulla Vogel também abordou a lentidão na revisão de normas de exposição profissional, muitas delas definidas nas décadas de 1980 e 1990. “Portanto, temos limites de exposição que são uma espécie de estado da arte desses anos”, afirmou, destacando que a atualização das normas enfrenta desafios complexos, envolvendo negociações com parceiros sociais e questões socioeconómicas. Apesar disso, reforçou a importância de agir, apontando exemplos como o limite recentemente estabelecido para o diesel na Dinamarca.
Para mitigar os riscos, a cientista defendeu medidas de prevenção como substituição de materiais perigosos, melhorias na ventilação e uso de equipamentos de proteção individual, mas enfatizou a necessidade de uma regulamentação mais robusta. “Se o limite de exposição fosse definido especificamente ou com base nos valores em nanopartículas, então talvez isso fosse suficientemente protetor”, declarou, reiterando que decisões fundamentadas em evidências científicas são cruciais para proteger a saúde dos trabalhadores.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Gabriel Gurrola.


