O projeto GOTAS DE ESPERANÇA, desenvolvido pelo grupo Juntas pela Dádiva no âmbito do Programa de Inovação e Transformação Social (PRINT), realizou um estudo sobre a doação de sangue na Universidade da Madeira. A investigação, apoiada pelo Observatório da Vida Estudantil da Académica da Madeira, teve como objetivo avaliar o nível de literacia dos estudantes sobre o tema, identificar motivações e barreiras associadas à doação e propor estratégias eficazes para uma futura campanha de sensibilização. Os dados foram recolhidos através de um inquérito por questionário entre 10 e 14 de fevereiro de 2025, obtendo 389 respostas válidas num universo de cerca de 2.808 estudantes de licenciatura.
Os resultados demonstram uma baixa adesão à doação de sangue entre os inquiridos, com 87,7% dos participantes a nunca terem doado. Entre os 12,3% que já doaram, mais de metade (54,2%) fê-lo apenas uma vez. A continuidade da prática também se revelou um desafio, com apenas 22,9% dos dadores a terem feito uma doação recente. Entre os principais motivos apontados para nunca terem doado, destacam-se a falta de tempo (41,9%) e o medo de agulhas ou procedimentos médicos (33,1%), seguidos por problemas de saúde ou critérios de elegibilidade (11,7%). Além disso, 17,9% dos estudantes referiram outras razões, como falta de informação ou desconhecimento das oportunidades para doar.
No que diz respeito à literacia sobre a doação de sangue, o estudo identificou níveis variáveis de conhecimento entre os estudantes. Embora 82,8% tenham reconhecido corretamente que a idade mínima para doar é 18 anos, cerca de 23,4% desconheciam a exigência de um peso mínimo de 50kg. Além disso, um terço dos inquiridos não sabia que existe um intervalo mínimo entre doações, o que pode gerar confusão sobre a frequência com que se pode doar. Quanto às contraindicações, verificou-se um grande desconhecimento sobre alguns critérios específicos, como a necessidade de aguardar três meses após um novo contacto sexual (54,5% responderam corretamente) ou a exclusão de dadores que tenham recebido transfusões de sangue depois de 1980 (apenas 27,8% acertaram nesta questão).
Inocência na Guerra
Lituânia, 1948. A guerra acabou, mas o país ficou em ruínas. Untė, de 19 anos, é membro do movimento Partisan que resiste à ocupação soviética. Esta luta é desigual, mas determinará o futuro de toda a população. Num ponto de viragem e crescimento da sua vida, Untė descobre a violência e a traição. As linhas são indefinidas entre a paixão ardente da juventude e a causa pela qual ele luta, mesmo que isso signifique perder sua inocência…
Universidade da Madeira recebe inquérito sobre a doação de sangue
Um grupo de voluntárias da ACADÉMICA DA MADEIRA lançou o programa GOTAS DE ESPERANÇA, promovendo a doação de sangue através de
O estudo também procurou compreender as motivações dos estudantes para doar sangue. Ajudar quem precisa foi a principal razão apontada por 90% dos inquiridos, refletindo uma forte componente solidária. Além disso, 27,5% indicaram que gostariam de fazer parte de uma causa social. No entanto, os incentivos práticos, como consultas médicas ou refeições após a dádiva, foram pouco valorizados, sendo mencionados por menos de 10% dos inquiridos. Entre aqueles que nunca doaram, muitos afirmaram que a doação simplesmente “nunca lhes ocorreu” ou “nunca surgiu a oportunidade”, sugerindo que a falta de reflexão sobre o tema pode ser um fator determinante na baixa adesão.
O relatório conclui que, para aumentar a taxa de doação entre os estudantes da Universidade da Madeira, são necessárias campanhas de sensibilização eficazes e acessíveis. As iniciativas devem esclarecer os critérios de elegibilidade, combater medos e mitos associados ao processo e tornar a experiência de doação mais conveniente e apelativa. A disponibilização de locais de colheita acessíveis e a criação de um ambiente de doação mais acolhedor podem ser estratégias úteis para incentivar a participação. Além disso, a divulgação clara de benefícios, como a consulta médica antes da dádiva, pode ajudar a ultrapassar algumas barreiras.
O projeto “Gotas de Esperança” demonstra que, embora exista interesse dos estudantes em contribuir para esta causa, persistem desafios relacionados com a falta de conhecimento, a desinformação e barreiras individuais. O desenvolvimento de campanhas de informação adaptadas ao contexto académico poderá ser um passo essencial para aumentar a participação dos jovens na doação de sangue, garantindo um fornecimento mais sustentável para o sistema de saúde.
Manuel Gonçalves
ET AL.
Com fotografia de Aman Chaturvedi.