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Novo centro de dados promove partilha e inovação na investigação do Alentejo

Novo centro de dados promove partilha e inovação na investigação do Alentejo

O Centro de Dados de Investigação do Alentejo, sediado na Universidade de Évora, visa armazenar e partilhar dados científicos de forma segura e transparente, promovendo a inovação regional.
Évora, Portugal.

O Centro de Dados de Investigação do Alentejo (CDIA) surge como uma iniciativa pioneira destinada a promover o armazenamento e a partilha de dados científicos. Localizado na Universidade de Évora e desenvolvido em colaboração com os politécnicos de Beja e Santarém, este centro conta também com a parceria de outras universidades e entidades. A sua criação foi viabilizada por um contrato estabelecido com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), assegurando um suporte robusto para investigadores, instituições e empresas acederem e utilizarem dados de forma segura e transparente.

Um dos elementos diferenciadores do CDIA é o seu foco regional, abrangendo diversas áreas científicas, desde biologia e saúde até astronomia. Segundo Paulo Quaresma, vice-reitor da Universidade de Évora, o objetivo passa por recolher e disponibilizar dados que possam ser reutilizados, permitindo avanços nas áreas de investigação e inovação. Este modelo colaborativo possibilita que outros investigadores desenvolvam novos modelos e aplicações, impulsionando o progresso científico e tecnológico no Alentejo.

A infraestrutura do CDIA é sustentada pelos supercomputadores Oblivion e Vision, integrados no Centro High Performance Computing da Universidade de Évora. Financiados por fundos europeus há cerca de cinco anos, estes equipamentos estão agora em vias de atualização, com uma candidatura ao programa Alentejo 2030 para reforçar a sua capacidade de processamento e armazenamento. Este investimento, estimado em 500 mil euros, visa responder à rápida evolução tecnológica e aumentar a eficiência do centro.

Ainda em fase de desenvolvimento, o CDIA já está a recolher dados de vários projetos, incluindo um na área da astronomia. No entanto, a sua plena operacionalidade depende da criação de uma arquitetura computacional para suportar o armazenamento e o acesso aos dados. Com o envolvimento de 24 investigadores e várias instituições parceiras, o centro promete ser um marco na gestão de dados científicos, fomentando a inovação e o desenvolvimento sustentável da região.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Frank Nurnberger.

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