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CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES chegam às livrarias a tempo do Natal

A CADMUS apresenta, nesta quadra, um clássico do património literário da Madeira, CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES, do padre Alfredo Vieira de Freitas. Esta edição de capa dura é ilustrada pelo antigo estudante da UMa, Tiago Pinto, que este ano foi distinguido com o prémio Novos Talentos FNAC.
Imagem do conto "A Gaivota e o Gato", no interior de CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES, de Alfredo Vieira de Freitas e ilustrado por Tiago Pinto.

CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES foi editado pela Secretaria Regional de Educação em 1988, em vida do autor, o padre e professor Alfredo Vieira de Freitas (1908-1992), natural de Gaula (Santa Cruz).

Esta nova edição pela CADMUS, em capa dura, traz-nos os continhos, tal como foram recolhidos por Alfredo Vieira de Freitas mas adaptados à nova grafia. O volume apresenta também ilustrações de um antigo estudante da Universidade da Madeira, Tiago Pinto, que este ano venceu o prémio Novos Talentos FNAC, na categoria de Ilustração. 

O Tiago é licenciado em Artes Visuais pela Universidade da Madeira e já foi premiado em pintura nos concursos Criarte’19 e Criarte’21 e foi o vencedor da categoria de Ilustração dos Novos Talentos FNAC 2023. Estava também nos seus planos fazer ilustração? Conte-nos um pouco sobre o que mais gosta de fazer, sobre o que tem feito e sobre como surgiu esta colaboração com a CADMUS.

Como artista procuro criar algo visual, seja em pintura, desenho, escultura, ilustração. O desenho acaba por ser o meu ponto de partida para a pintura e para tudo o que faço. Desenho muito e mantenho sempre um diário gráfico. Acho que no meu trabalho a ilustração surge deste meu hábito. Mas não me preocupo muito em ter apenas uma prática, apesar de considerar a pintura como a principal. A ilustração dos CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES surge de uma proposta da editora Cadmus, quando estava no meu segundo ano da minha licenciatura.

As suas ilustrações para o CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES fazem lembrar um pouco a tradicional literatura de cordel. Houve aí alguma inspiração ou é um acaso?

Devo dizer que é uma coincidência, uma vez que não tinha em mente a literatura tradicional de cordel no momento em que estava a criar para este projeto. Tendo em conta que os contos que podemos encontrar no livro fazem parte do folclore insular, passados de geração em geração durante muitos anos, pensei que este projeto beneficiaria de uma técnica de reprodução analógica, como a linogravura, daí poder haver essa associação.

Como poderia definir a sua relação, como artista, com a literatura e, mais especificamente, com este tipo de literatura popular e para crianças e jovens (contos e lendas)?

A relação entre o meu trabalho e a literatura é algo que acontece muito raramente, visto que o meu processo criativo geralmente não tem como fonte de inspiração uma obra literária. Abracei a oportunidade de ilustrar os CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES porque, para além de ser um bom desafio, tenho uma enorme apreciação pela cultura popular regional e nacional. Na minha prática artística já explorei temáticas como: o quotidiano urbano e rural, memórias, tradições, e objetos que, apesar de não ter como ponto de partida um contexto literário, acabam por contar ou ter estória.

Que outros projetos tem em vista? Alguma nova colaboração com a CADMUS?

Neste momento, a minha atenção centra-se no projeto de dissertação de mestrado em Pintura. No entanto, estou aberto a novas propostas e colaborações caso surja tal oportunidade. Atualmente estou a participar na exposição “HAMMER TIME” na Galeria Zaratan, em Lisboa.

Entrevista conduzida por Timóteo Ferreira.
ET AL.
Com imagem da obra ilustrada por Tiago Pinto.

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