O Dia da Madeira celebrado com Max e o folclore regional

Os FATUM, o grupo de fados da ACADÉMICA DA MADEIRA, apresentam o segundo videoclipe do seu novo álbum, TRIBUTO.

Numa colaboração com o Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, os FATUM celebram a cultura madeirense, através de um dos seus intérpretes mais conhecidos, Max.

Na data que a Assembleia Regional decretou como Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, os dois conjuntos tornam público o videoclipe da conhecida música “Ó Ai Menina Ó Ai” de João Nobre e Joaquim Luiz Gomes, popularizada pelo mundo na voz de Maximiano de Sousa, Max.

Ainda é pouco conhecida pela população as razões da celebração daquele que ficou popularizado como o Dia da Madeira. Citando o cronista Francisco Alcoforado, o historiador Rui Carita, no 1.º volume da HISTÓRIA DA MADEIRA, refere que, após a chegada da expedição liderada por João Gonçalves Zarco, foi “no outro dia” que realizaram a primeira missa na Madeira, no dia 2 de julho de 1420. Trata-se de um dos relatos que serviram para que se disseminasse o dia 1.º de julho como data do primeiro desembarque da expedição de Zarco na ilha. São conhecidas, entre os historiadores modernos, algumas reticências e discordâncias sobre o estabelecimento exato de um ano, mês e dia para esse acontecimento, nas tentativas de fixação de uma certidão de nascimento para a ilha.

Certo é que, em 1979, o decreto regional n.º 27/79/M, de 9 de novembro, considerou o dia 1 de julho como “dia da descoberta da Madeira”, decretando-o como “feriado da Região Autónoma da Madeira”, começando a ser assinalado em 1980. Quase dez anos depois, em 1989, o decreto legislativo regional n.º 1/89/M, de 2 de fevereiro, referia que o II Congresso das Comunidades Madeirenses “se pronunciou, por unanimidade, no sentido de o dia 1 de Julho ser também Dia das Comunidades Madeirenses”. Foi, assim, estabelecido o Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.

Conforme o historiador Paulo Miguel Rodrigues refere no seu DICIONÁRIO BREVE DA HISTÓRIA DA AUTONOMIA DA MADEIRA, desde o início a data foi celebrada com uma sessão solene na Assembleia Regional e um Te Deum na catedral, acrescentando-se, em 1987, a deposição de flores no Monumento à Autonomia.

Não restam dúvidas sobre o papel de Max, tal como do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, em Portugal e em dezenas de países que os receberam, na difusão da cultura madeirense.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia de Salvador Freitas.

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