As implicações do IVA na vida dos estudantes universitários

Um dos assuntos mais abordados nos últimos tempos tem sido o aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na Região. Para os menos atentos, o IVA, é um imposto aplicado na União Europeia, que incide sobre a despesa ou consumo, e tributa o valor acrescentado das transacções efectuadas pelos contribuintes.

Por culpa da crise que afecta todo o País, o pacote de austeridade coloca o IVA na Região Autónoma da Madeira nos 22%, menos um ponto do que no Continente. Este aumento será aplicado a partir do dia 1 de Abril colocando muitos sectores com atenção redobrada nos seus negócios, pois muitos já cederam à primeira subida do IVA em Janeiro deste mesmo ano, aumentando o preço dos seus produtos.

Várias empresas dos mais diversos sectores, incluindo o da restauração, aumentaram os seus preços e com o mês de Abril quase a chegar, haverá uma nova subida, ingrata para os consumidores.

Na Universidade da Madeira, a preocupação dos alunos centra-se nos serviços ali prestados, com o bar do alunos e o Copy Center a assumirem maior destaque. Reina a dúvida: será que vamos pagar mais pelos produtos que consumimos na Universidade?

Em conversa com o Administrador dos SASUMa, Ricardo Gonçalves, a JA soube que ainda não foi possível averiguar se os preços do bar dos alunos vão mesmo subir. O mesmo expressa a sua preocupação e a sua “vontade em não aumentar” dizendo mesmo que tudo “depende de como estiver o mercado”.

Há relativamente pouco tempo, o Governo Regional comprometeu-se em aumentar as taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos, para valores superiores aos de Portugal Continental. O aumento do preço dos combustíveis, influenciando o preço dos transportes das mercadorias, e a diminuição no número de fornecedores pode causar um aumento de preço nos produtos vendidos no bar dos alunos.

Sem qualquer informação fidedigna, pensa-se que o Copy Center deverá estar na mesma linha de pensamento. Com os aumentos em vários sectores, o produto final pode mesmo encarecer tendo os estudantes que abrir os cordões à bolsa.

Já com as propinas no valor máximo, como seria a reacção dos alunos da Universidade da Madeira se os produtos alimentares e de papelaria subissem de preço? Esperemos então por Abril.

Rúben Castro

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