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Lá fora

Tudo o que envolve o Ensino Superior, em Portugal e no mundo, mas é protagonizado fora da Madeira.

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Funchal lança campanha de sensibilização “Lixo no chão, NÃO!”
3 de Setembro de 2022

A Câmara Municipal do Funchal (CMF), através do Departamento de Ambiente, está a desenvolver uma campanha de sensibilização intitulada “Lixo no chão, não!” A vereadora do Ambiente, Nádia Coelho, sublinha que a iniciativa tem por objetivo “alertar a população em geral, para não deitar o lixo no chão, mas sim dentro das papeleiras ou contentores e para que tenham atitudes mais cívicas”. Nesta campanha, Nádia Coelho refere que “houve a preocupação de renovar a imagem das papeleiras através da colocação de um autocolante com uma imagem apelativa e uma mensagem simples e clara”. A mensagem é utilizada com o apoio da mascote do Ambiente, o Simão. As papeleiras (pequenos contentores) estão instaladas em mais de 2.000 pontos de espaços públicos e servem para depositar os resíduos de pequenas dimensões. A vereadora com o pelouro do ambiente anuncia ainda que foi colocada uma lona gigante com a mesma imagem, num edifício camarário na zona dos Viveiros, junto à via-rápida, onde “se pretende também sensibilizar as milhares de pessoas que passam por ali, diariamente”. Além destas iniciativas, Nádia Coelho adianta que também foram produzidos nove vídeos diferentes, com o objetivo de chamar à atenção para a problemática da incorreta deposição de resíduos, mostrando que há sempre uma escolha mais acertada e atos mais cívicos. A mensagem da campanha é simples e clara: MANTENHA A CIDADE LIMPA! Lixo no chão, NÃO! Texto e fotografia da Câmara Municipal do Funchal. Nota dos editores: o título original do artigo era «CMF lança campanha de sensibilização “Lixo no chão, NÃO!”».

Leões de Portugal com bolsas de estudos
2 de Setembro de 2022

A Direção dos Leões de Portugal, Associação de Solidariedade Sportinguista, IPSS, informa que estão abertas as candidaturas às Bolsas de Estudo para o ano letivo de 2022-2023. Os candidatos, além de obedecerem aos demais requisitos estabelecidos no seu Regulamento, terão de ter obtido, obrigatoriamente, passagem na totalidade das disciplinas, cadeiras ou cursos que constituem o ano, com média mínima de 3,5 valores no Ensino Básico (a partir do 6.º ano, inclusive) e de 14 valores no Ensino Secundário e Superior, e não poderão exceder as seguintes idades: Ensino Superior, 26 anos (à exceção das Bolsas de Mestrado e de Doutoramento), Ensino Secundário, 21 anos, Ensino Básico, 18 anos. A concessão de bolsa de estudo concretiza-se mediante a atribuição de um subsídio de acordo com o grau de ensino, entregue uma única vez, e nos termos desta tabela. O Formulário de Candidatura, devidamente preenchido, e a respetiva documentação deverão ser entregues na sede da Associação até às 17:30 do dia 31 de outubro de 2022, ou enviados, preferencialmente, via CTT até à mesma data, ou seja, com carimbo daqueles serviços de até 31 de outubro. Para mais informações e esclarecimentos, deverão contactar a sede dos Leões de Portugal, sita no Estádio José Alvalade, Centro Leões de Portugal (junto à Clínica CUF, Topo Sul, 3.º Piso), preferencialmente através dos telefones 217516846 e 964544810 ou, em alternativa, do e-mail bolsasdeestudo@leoesdeportugal.pt. Texto de Leões de Portugal Com fotografia de Ingo Stiller.

Transformar politécnicos em universidades criará “universidades de primeira e de segunda”
27 de Agosto de 2022

Em junho o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) emitiu um comunicado sobre a proposta que o Parlamento discutiu sobre a passagem dos politécnicos para a condição de universidades. A proposta foi debatida na legislatura anterior, mas a dissolução da Assembleia da República interrompeu o processo. O CRUP mostrou-se contra proposta sobre mudanças nos Politécnicos. O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas – CRUP considera que a proposta que o Parlamento irá discutir na próxima semana “contém uma contradição insanável”. Segundo os reitores, a proposta fará com que a natureza e as funções das instituições que integram o sistema percam legibilidade, “não contribuindo, assim, para a necessária valorização do ensino superior”. Foi submetida à Assembleia da República uma proposta de Lei que introduz alterações à Lei de Bases do Sistema Educativo e ao Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior apresentada por um grupo de cidadãos visando “a valorização do ensino politécnico nacional e internacionalmente”. Tal valorização, segundo a proposta, consiste em permitir aos Institutos Politécnicos a atribuição do grau de doutor (competência atualmente reservada às Universidades) e na mudança de designação dos Institutos Politécnicos para Universidades Politécnicas. O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas – CRUP toma a seguinte posição sobre este assunto: Tal como o CRUP vem sucessivamente afirmando, todas as instituições do ensino superior – Universidades e Politécnicos – necessitam de um programa de valorização das suas atividades e do seu papel na sociedade; porém, tal não se pode resumir ao que é proposto no documento apresentado. Há vários artigos do RJIES e da Lei de Bases, assim como do Decreto-Lei de Graus e Diplomas, que necessitam de ser amplamente discutidos e revistos, de forma desejavelmente integrada, designadamente todos aqueles que respeitam à autonomia das IES e à diversificação institucional. A proposta apresentada contém uma contradição insanável. Pretende valorizar o ensino politécnico e manter o sistema binário, mas propõe uma solução que hierarquizará o sistema em universidades de primeira e universidades de segunda. Acresce que a existência de cerca de três dezenas de instituições universitárias, num país com a dimensão de Portugal, será fator de perplexidade para a opinião pública. Por outro lado, a solução proposta comporta um risco adicional, uma vez que a natureza e as funções das instituições que integram o sistema perderão legibilidade, não contribuindo, assim, para a necessária valorização do ensino superior. O CRUP espera que a proposta apresentada seja devidamente analisada e discutida, com o envolvimento de todas as IES. Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Com fotografia de Filip Bunkens.

A Internacionalização contra o isolamento académico
20 de Agosto de 2022

“Hoje, 70% dos nossos professores estrangeiros, entre os quais franceses, americanos, alemães e ingleses, estão proibidos de entrar na Palestina ou de ter qualquer contacto com a Universidade de Birzeit.” Reproduzimos aqui, com autorização da Direção da Ensino Superior Revista do SNESup, sob pedido da ET AL., a terceira e última parte de um artigo publicado no seu número 76, relativamente às inseguranças e preocupações que a Universidade de Birzeit enfrenta, no que concerne à dignidade humana. Mas todas estas violações que acabamos de citar não são o maior perigo perante a nossa liberdade académica, podemos colocá-las em segundo lugar. Em primeiro lugar, encontramos outro tipo de violação da liberdade académica, que é a interdição da entrada de professores estrangeiros na Palestina. Desde os anos 70, a ocupação só tem visto a Universidade de Birzeit como uma ameaça à sua existência e sobrevivência. Porque simplesmente a entidade de Israel foi criada com base numa teoria que diz que não existe um povo palestiniano e que a população que aí vive não é mais do que uma minoria ignorante, um bando de pastores que não conhece nada da vida a não ser ordenhar vacas e ovelhas. Consequentemente, a luz que traz a Universidade de Birzeit e todas as universidades palestinianas é, sem dúvida, um perigo iminente que ameaça a existência da entidade de Israel. É por isso que a ocupação mobilizou todas as suas forças, os seus meios, recursos humanos e materiais para enfraquecer, se não mesmo erradicar esta universidade. Os professores e os quadros da universidade estavam conscientes e atentos a esta estratégia israelita e encontraram um meio para fazer face a estas políticas e práticas, que era internacionalizar a universidade. Internacionalizá-la no sentido académico quer dizer abri-la sem limites à cooperação universitária internacional, recrutando professores estrangeiros, criando parcerias com universidades de todo o mundo e reforçando ainda mais a visibilidade da primeira universidade palestiniana. Desde então, a universidade reforçou os seus laços um pouco por toda a Europa e Estados Unidos, mas sobretudo com a França. E em alguns anos, tornou-se um centro de atracção para professores e investigadores europeus e franceses, que encontraram ali uma atmosfera académica próspera, livre e muito aberta. OS PROFESSORES INTERNACIONAIS SÃO AS PRIMEIRAS TESTEMUNHAS DA BARBÁRIE ISRAELITA Mas muito rapidamente estes professores e investigadores começaram a sentir a injustiça em que vive o povo palestiniano, e a contestar a barbárie israelita e constituíram uma nova via de mediatização na Europa e na América, que desempenha um papel primordial, desmascarando os crimes da ocupação israelita contra o povo e as universidades palestinianas. Eles foram os portadores da realidade e os porta-vozes de Birzeit junto das suas universidades de origem, constituindo a ponte essencial que estabelecerá as parcerias e as convenções de cooperação entre Birzeit e as universidades francesas e europeias. Esta missão não é simples nem fácil e deve transpor um grande número de obstáculos: A indispensabilidade do pensamento de espírito solidário em relação ao povo palestiniano e em relação à universidade palestiniana. Sem…

Funchal aposta nas indústrias criativas
15 de Agosto de 2022

A autarquia funchalense divulgou informações sobre o investimento do município. A Câmara Municipal do Funchal (CMF) aprovou em julho a integração do município no consórcio ‘eGamesLabs’, num projeto em que vai ser beneficiada em quase 5 milhões de euros até 2025, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A adesão a este consórcio das industrias criativas levou, também, à aprovação da terceira revisão ao orçamento da CMF, a submeter à Assembleia Municipal em setembro, que inclui a contabilização do projeto ‘eGamesLabs’, no valor de um milhão de euros, para 2022, numa comparticipação financeira a 100% do PRR. O consórcio, que ficará sediado no Centro Cultural e de Investigação do Funchal (antigo Matadouro), junta 20 membros regionais e nacionais e um conjunto de parceiros internacionais. O presidente da CMF, Pedro Calado, explica que esta entidade vai produzir videojogos e desenvolver trabalhos a nível de ciência, tecnologia e de informática. Ou seja, será criada uma zona especifica (4 salas) para o desenvolvimento de alta tecnologia, que hoje é exportada para todo o mundo. Pedro Calado sublinha que este projeto “vai permitir aos jovens na área das tecnologias, que saem da Universidade da Madeira, poder trabalhar com empresas de renome internacional”. Texto e fotografia da Câmara Municipal do Funchal.

A Academia sob ocupação: uma política de divisão e de fragmentação
10 de Agosto de 2022

Em meados dos anos 70, deu-se o nascimento da Universidade de Birzeit, a primeira universidade palestiniana reconhecida a nível internacional e membro da União das Universidades Árabes. Na realidade, a Universidade de Birzeit já existe desde 1924, ou seja, é mais antiga do que o estado da ocupação. Reproduzimos aqui, com autorização da Direção da Ensino Superior Revista do SNESup, sob pedido da ET AL., a segunda parte de um artigo publicado no seu número 76, relativamente às inseguranças e preocupações que as instituições de ensino enfrentam no que concerne à dignidade humana. Os desafios do ensino superior na Palestina são cada vez mais perigosos, designadamente com a nova concepção da juventude palestiniana em relação ao ensino superior, que hoje é considerado como uma fonte de esperança. Mas que esperança, num contexto em que professores e estudantes das universidades estão quase isolados do resto do mundo? Estão não apenas isolados do mundo inteiro, mas também privados de comunicação dentro do mesmo país por causa da política de divisão e fragmentação adoptada pela ocupação israelita. Desde os anos de 90, a ocupação adoptou uma estratégia de fragmentação geográfica das cidades e aldeias palestinianas, forçando um bloqueio feio e escandaloso na Faixa de Gaza e construindo aí o muro do apartheid, isolando Jerusalém das outras cidades palestinianas, e colocando postos de controlo em todos os lugares entre as cidades e aldeias nos territórios palestinianos. Desde a sua criação, a Universidade de Birzeit tem sido um alvo permanente dos ataques israelitas, com alunos e professores a sofrerem actos atrozes e agressivos onde quer que estejam. Ser-se descoberto, como professor ou aluno de Birzeit, é ver-se automaticamente convertido em alvo potencial, que deve ser perseguido e atacado ou detido. Em Outubro de 1974, o estado de ocupação decidiu exilar a primeira presidente da universidade, Dra. Hanna Naser, iniciando assim uma série interminável de exílios e prisões de estudantes e professores da Universidade de Birzeit. A UNIVERSIDADE DE BIRZEIT, ALVO PERMANENTE DA OCUPAÇÃO ISRAELITA Desde os anos 70, as forças de ocupação fecharam o campus da universidade uma dezena de vezes, mataram várias dezenas de estudantes e aprisionaram centenas de estudantes e professores. Com o seu arsenal e a sua inteligência, a ocupação tentou controlar a natureza dos cursos ministrados na universidade, quer pela intervenção directa e pela confiscação de materiais e de suportes pedagógicos e académicos, quer pela censura ao conteúdo dos cursos, proibindo o ensino de alguns deles e ameaçando os professores se eles interviessem em assuntos específicos que a ocupação considerasse ameaçadores. As faculdades de ciências exactas são objecto de ataques sistemáticos, de confiscações e destruição dos serviços e dos laboratórios. Os seus estudantes e professores são regularmente perseguidos e presos pelas forças de ocupação. Esta hostilidade não se limita às faculdades das ciências exactas, as ciências sociais e as ciências humanas não estão, também, isentas da barbárie israelita, mas a opressão a esse respeito atinge directamente a liberdade de pensamento e de opinião. Então os birzeitianos desenvolveram uma estratégia para evitar…