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Na senda da investigação: conhecer o CLEPUL-UMa

As atividades do CLEPUL-UMa, no ano lectivo transato, culminaram com o lançamento das atas do Congresso dos 500 anos da Diocese do Funchal. O CLEPUL – Polo da Universidade Madeira (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) teve, neste último ano letivo, um dos momentos mais gratificantes no que toca ao trabalho dos seus jovens investigadores, com a publicação da dissertação de mestrado da Dra. Fernanda de Castro, licenciada em Ciências da Cultura e mestre em Estudos Linguísticos e Culturais pela Universidade da Madeira. Um centro de investigação existe na medida em que produz investigação original e sólida, formando e dotando os seus jovens investigadores com instrumentos, saber e, fundamentalmente, com oportunidade para demonstrarem as suas valências. O livro Utopia e Distopia: Testemunhar o Mundo em Pepetela (Estórias de Cães, Montanhas e Predadores), agora editado pelo CLEPUL e pelo CLEPUL-UMa, com a chancela da FCT, certamente contribuirá para um estudo mais aprofundado do autor angolano Pepetela, servindo de incentivo para a investigação na área dos estudos multiculturais e da lusofonia. O lançamento oficial está marcado para breve, dando a conhecer, desta forma, à Academia o trabalho de investigação dos membros do CLEPUL-UMa. As atividades do CLEPUL-UMa, no ano lectivo transato, culminaram com o lançamento das atas do Congresso dos 500 anos da Diocese do Funchal. A obra, em dois volumes, intitula-se Diocese do Funchal: A Primeira Diocese Global e foi dirigida pelos professores doutores José Eduardo Franco e João Paulo Oliveira e Costa, e reúne as conferências e comunicações apresentadas no Congresso Internacional dos 500 Anos da Diocese do Funchal: História, Cultura e Espiritualidades. O polo do CLEPUL esteve também muito ativo na colaboração com o Conselho de Cultura da UMa na realização dos diversos encontros do Clube de Leitura, quer a nível da moderação dos debates e das tertúlias, quer no campo da organização de uma pequena feira do livro de apoio aos eventos. Além do trabalho relativo ao Dicionário Enciclopédico da Madeira e à preparação de mais dois volumes do À Descoberta do Dicionário Enciclopédico para Crianças, este novo ano abre com três iniciativas, através das quais o polo do CLEPUL na Universidade da Madeira pretende colaborar com o público académico e com a comunidade: a organização de um seminário, em dezembro, integrado nas comemorações 100 Orpheu, efeméride que une e converge várias instituições académicas portuguesas e estrangeiras, a participação nas comemorações dos 250 anos do nascimento de Bocage e o início das publicações de autores madeirenses “Madeira a Conhecer”. Destacamos, igualmente, a edição de duas obras dos nossos colaboradores que serão lançadas nos próximos meses. Todos os jovens investigadores, alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento são bem-vindos ao CLEPUL para participarem nos diferentes projetos e dar o seu contributo para a investigação na UMa, no âmbito do multiculturalismo e da lusofonia. Ficamos à espera de pessoas com vontade de descoberta. CLEPUL – UMa

O Meu Texto é a Minha Casa!

Escrever um texto é como construir uma casa. O processo é análogo. Da fase de idealização, passa-se à edificação, indo das fundações aos mais ínfimos detalhes dos acabamentos. Requer muito trabalho. Escrever textos (literários ou de outro tipo) é exigente. Pela expressão “Escrita Criativa”, pode pensar-se que é automático, sendo apenas necessário ter ideias. Engana-se quem julga que é suficiente pegar numa esferográfica e num papel ou num computador para o conseguir. Todos querem publicar livros e ser escritores. Porém, nem todos os que escrevem, embora ambicionando-o, chegam a essa meta. Para se ser “escritor”, isto é, “autor de ficção”, além de treinar a criatividade, deve dominar-se a língua viva que suporta a escrita. É possível nem ser muito instruído, como o genial António Aleixo, mas deve ter-se uma forte sensibilidade linguística. Revelar reflexão linguística é imprescindível. Saber como funciona a língua, matéria-prima de um texto, torna-se indispensável. Nos Laboratórios de Escrita promovidos pela AAUMa, a ambição da escrita criativa confronta-se com a falta de reflexão linguística. Frequentemente, o que se deseja expressar não corresponde ao que realmente se comunica. Por exemplo, que diferença existe entre “eu”, “me” e “a mim”? Podem empregar-se com o verbo “parecer”? Como conjugar “haver”, quando é impessoal? O que significa isso? Um escritor tem de pensar sobre estes assuntos. Para um texto, são tão essenciais quanto os materiais usados na edificação de uma casa. Se não houver uma escolha criteriosa destes, a casa poderá ruir, mesmo acabadinha de construir. Um texto é como uma casa: a sua construção exige esforço, tempo e dedicação. 1. ……………………………….. que eles não vêm à festa. Preencher o espaço com a forma certa: Eu parece-me / A mim, parece-me. Solução: A mim, parece-me que eles não vêm à festa. Explicação: Conjugar verbos implica conhecer os pronomes pessoais com a função de sujeito (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles e elas). Os restantes corresponderão a complementos. A Gramática ensina-os. O verbo “parecer” tem diferentes sentidos e usa-se com vários pronomes. Saber conjugá-lo é indispensável. Portanto, “eu pareço” difere de “ele parece” ou “isso parece”. Segundo a Gramática, não é possível combinar “eu” com “parece”, mas o reforço do complemento “me” com “a mim” é viável (“A mim, esse texto interessa-me.”). 2. O acidente complicou o trânsito e ………………………….. muitos carros parados. Preencher o espaço com a forma certa: havia / haviam. Solução: O acidente complicou o trânsito e havia muitos carros parados. Explicação: O verbo “haver” pode ser auxiliar em tempos compostos, substituindo-se, neste caso, por “ter” (“Haviam/ Tinham conduzido durante horas.”). Assim, conjuga-se em todas as pessoas gramaticais. Quando se emprega como verbo impessoal, não tem sujeito e vai acompanhado de complemento, com o qual não concorda. Nestes enunciados, o plural do complemento não atinge a forma verbal, que se emprega no singular (“Havia muitos carros parados.” = “Havia-os.”). Helena Rebelo Professora da UMa

Perfil de um refugiado

“A única coisa que irá acontecer, caso ignoremos esta crise, será mais tragédias, serão mais imagens de crianças mortas nas praias. Está na altura de agir com humanidade e razão e fazer o que está certo.” No Verão de 2015, a Europa presenciou o maior fluxo de refugiados desde a 2.ª Guerra Mundial Isto ocorreu essencialmente devido à guerra civil na Síria, que obrigou cerca de quatro milhões de sírios a saírem do país, numa tentativa de se salvarem e às suas famílias. A ONU e o Programa Alimentar Mundial não estavam preparados para uma crise de refugiados desta escala e, como resultado muitos abrigos ficaram sobrelotados, sem suplementos, submetendo as pessoas ao frio, à fome e ao contágio de doenças. Ao perderem a esperança de que a situação melhorasse rapidamente, vários refugiados decidiram procurar asilo na Europa, colocando uma enorme pressão nos países-fronteira que já se encontravam instáveis social e economicamente. Muitos outros países recusaram-se a abrigar qualquer refugiado, aumentando a pressão e agravando a crise económica nos países-fronteira que acolheram os refugiados. A maneira como a crise foi vista pelo Mundo mudou subitamente após a tragédia de 19 de Abril, na qual pereceram cerca de 900 pessoas, numa tentativa de chegar, por barco, à Europa a partir do Norte de África. Os países europeus reuniram-se, então, para tentar chegarem a um acordo em relação ao acolhimento de refugiados provenientes de zonas de conflito e de guerra. De acordo com a distribuição de refugiados prevista pela União Europeia, a Alemanha, a França e a Espanha serão, então, os que mais refugiados acolherão. No caso de Portugal, prevê-se que receba cerca de 5000 refugiados. A vinda desta quantidade de refugiados tem causado polémica, especialmente nas redes sociais, com o surgimento de grupos de pessoas que se opõem à medida, receando o aumento da criminalidade e o colapso dos sistemas sociais. A verificar os indicadores sociais, dado que a maioria dos refugiados são pessoas com curso superior, é pouco provável que os refugiados contribuam fortemente para o aumento da criminalidade nacional. É mais provável que contribuam para um aumento de competição no mercado de trabalho nacional, o que, de certa forma, poderá levar a uma evolução no sistema económico do país. Estes sentimentos quase xenófobos são perfeitamente naturais em momentos de migrações massivas, mas não se pode assumir que a opinião de certos grupos sociais representa, de facto, a opinião generalizada do país. Num contexto europeu, a E.U., como conjunto de economias abastado, terá por certo capacidade de absorção desta crise de refugiados e Portugal estará simplesmente a contribuir para tal, conforme a sua capacidade. Do ponto de vista humanitário, é necessário compreender que estas pessoas estão a fugir da pressão gerada por certos grupos mais privilegiados nos seus países de origem, tal como aconteceu com milhões de portugueses ao longo de séculos. A única coisa que irá acontecer caso ignoremos esta crise será mais tragédias, serão mais imagens de crianças mortas nas praias. Está na altura de agir com humanidade e razão e fazer o que está certo. Ester Caldeira Estudante da UMa

Também na alimentação… um dia não são dias!

Muitas são as doenças associadas aos maus hábitos alimentares e que infelizmente afetam uma grande parte da população. Contudo, é certo que nenhuma delas surge única e exclusivamente por episódios de erros alimentares esporádicos. Resultam sempre de situações frequentes, que vão tendo o efeito cumulativo ao longo do tempo. Assim, não é por comer algo pouco saudável num dia muito especial que as consequências serão graves do ponto de vista de saúde individual, mas se estiver constantemente a cometer estes excessos alimentares, não crie ilusões que, mais cedo ou mais tarde, vai ter consequências nocivas para a saúde. Muitos destes reflexos no bem-estar individual surgem porque frequentemente muitos não se apercebem destes excessos alimentares. Assim, aproveito para alertar para as desculpas apresentadas para cometer estes erros alimentares: É só hoje! É só hoje! É só hoje! É só hoje! … e os dias passam e acabam por ser todos os dias. Para terminar, um conselho: EVITE OS ERROS ALIMENTARES! Torne-os em SITUAÇÕES ESPORÁDICAS, nunca contínuas! Bruno Sousa Nutricionista

Macedonia Timeless

Many things which are the biggest/the best/the most in its kind are in Macedonia. Starting from Ohrid Lake – one of the biggest and oldest (estimated 4 million years old) in Europe. I have spent a month and a half in this beautiful country with dazzling landscapes, hospitable people, juicy fruits and a paradise for grilled meat lovers. It takes time to get used to the way of life the Macedonians live – very relaxed Balkan style – but once you start to follow it, everything becomes timeless, as the slogan states. My first impression: the local delicacies are Bake Rolls and 7Days, which you can buy in every corner (so as the baked corn), and they are easier to find than water, and believe me, in 40’C heat the only thing you are looking for, apart from the shade and air conditioning, is WATER, but you get Bake Rolls instead. As I have mentioned before Macedonia is a place to be for meat-eaters. Most of the meat is grilled, served with French fries and Shopska Salad (tomatoes, cucumbers and cheese), which can be eaten every day. Popular in all former Yugoslavian countries is Burek. The most common is with cheese and meat, of course with Ayran aside (cold yoghurt beverage). It only leaves you with the sense of being full for a few hours but every bite adds some grams to your weight. What else – Fish – the tastiest trout in Europe, straight out of Ohrid Lake – delicious! Popular in Spain, France and Italy Macedonian salad (mixed diced fruits) has its origins in the diversified ethnicity of the country, however, you can’t buy it there. Many things which are the biggest/the best/the most of their kind are in Macedonia. Starting from Ohrid Lake – one of the biggest and oldest (estimated 4 million years old) in Europe. When water reflects the sun (which shines almost all year long there, like in Ponta do Sol) you can observe the pure beauty of nature and wonderful colours. In Ohrid you can also visit charming churches, planning to step inside one of them a day, be prepared to stay all year long, because there are 365 churches. Let’s stick to the topic: the biggest cross in the world is nowhere else but in Skopje. The 66 meter-high cross is on the top of Vodno Mountain, from where you can admire the exquisite panorama of the city. Another interesting feature about Macedonia is the number of mountains and mountain peaks. Of course, it’s the highest number in the World. More than 30 peaks are above 2000 meters unfortunately most of them have never been visited by people. Yet it’s more possible to meet a foreigner in the mountains than the locals. As they say: Macedonians don’t go hiking. And that’s a big mistake because the views from the tops are breathtaking and you can always share your amazement with crazy Czech hikers. People dream of travelling to Paris, London, Prague, Tokyo or Istanbul but they can just go to Skopje and it will fulfil their needs: Arch of Triumph, Pirate ships, Stone Bridge, Mosques, huge statues (you can spot more than 300 statues in the capital of Macedonia), soon maybe also “London Eye”. When you asked locals: What is it (pointing at some interesting building)? They reply: I don’t know. It wasn’t here yesterday! Bogumila Smolarek

10 Conselhos para a tua vida académica

O ano lectivo já começou e, consequentemente, a tua vida académica também. Estes irão ser os melhores anos da tua vida. Porém, podes ser assolado por muitas dúvidas, a adaptação ao ensino superior pode ser difícil e até um pouco assustadora no início. No fim do primeiro ano, a UMa será como uma segunda casa, uma segunda família para ti. Estes conselhos irão, espero eu, tornar o processo de adaptação mais rápido e simples. 1 Entrar na universidade é fácil, difícil é sair! O aspecto mais importante da academia e o motivo que te obriga a desembolsar cerca de cem euros todos os meses. A educação é o que nos permite evoluir na nossa vida e o que nos torna animais (mais) racionais. A inércia é tentadora, contudo não compensa se for necessário repetir cadeiras. 2 Não te isoles! Quando chegas à universidade sem conhecer ninguém, a integração pode parecer mais complicada. Não tenhas medo, pois logo nos primeiros meses já vais ter mais amigos. 3 Respeito acima de tudo! Lembra-te de que não és o único membro da Academia. Os regulamentos não existem para serem ignorados. Os outros alunos, os professores e os funcionários devem ser respeitados. 4 Cuidado com os teus hábitos alimentares! É mais rápida, mais prática e mais deliciosa, mas comer fast-food todos os dias é prejudicial e mais caro. A refeição na cantina universitária é equilibrada, saudável e económica. 5 Fica atento às despesas! O mais certo é chegares ao fim do mês com pouco ou nenhum dinheiro na conta. Tenta poupar algum todos os meses para uma emergência pois, garanto-te, que, mais cedo ou mais tarde, irás necessitar. 6 As bolsas são uma grande ajuda! Mesmo que já te tenha sido atribuída a bolsa da DGES, concorre a bolsas de outras instituições público-privadas, porque um rendimento extra dá sempre jeito. As que são atribuídas pelas câmaras municipais são um dos muitos exemplos. 7 Noites perdidas, cadeiras chumbadas! Dormir é uma das poucas armas que tens contra o stress. Tens tempo de estudar durante o dia, desde que não deixes o trabalho para o último momento. Logo dorme bem (excepto no fim-de-semana), caso contrário o teu corpo e a tua mente vão sofrer. 8 A praxe é fixe! É chato encher. Todavia, a praxe pode ser divertida. Este é o único ano em que podes libertar o louco que tens dentro de ti, sem que te internem num asilo psiquiátrico. Só precisas de te lembrar de que não és obrigado a fazer o que não queres. 9 Bebe moderadamente! Sair à noite com os amigos é outra das formas que tens de desanuviar, mas não cometas excessos. Se não te controlares, o mais certo é arrependeres-te no dia seguinte de tudo o que fizeste, isto se tiveres alguma memória do que aconteceu. 10 Vive o espírito académico e diverte-te! Estes anos irão proporcionar-te algumas das melhores memórias da tua vida e como não duram para sempre, aproveita enquanto podes. Estuda, faz novas amizades, paixões de uma noite (ou mais), amores, sê praxado, praxa e, acima de tudo, diverte-te. Miguel Andrade Estudante da UMa

Fazendo crescer o seu capital (psicológico)

“ este crescimento apenas resulta se estiver disposto a investir em SI, na relação com os outros, de modo a ser capaz de enfrentar os desafios do dia a dia, delinear caminhos alternativos e persistir para alcançar os seus objetivos”. Imagine um Banco em que deposita o seu capital e o vê crescer lentamente com os juros. Investe uma parte em ações e fá-lo crescer o dobro! Apesar da contingente atual, este Banco é ainda possível existir. Porém, ele representa precisamente VOCÊ! E os investimentos que faz, são as suas próprias AÇÕES, que trazem RETORNO garantido e aumentam o seu CAPITAL humano, social e psicológico. No entanto, este crescimento apenas resulta se estiver disposto a investir em SI, na relação com os outros, de modo a ser capaz de enfrentar os desafios do dia a dia, delinear caminhos alternativos e persistir para alcançar os seus objetivos. Atreve-se a fazer este investimento? Implicações: Refletir. Conhecer. Fazer. Custo: Abertura e tempo São diferentes as formas que pode usar para Investir em Si. O autoconhecimento é uma destas formas, e uma das mais difíceis, por ser um processo que nunca acaba. Por isso mesmo, lançamos-lhe um desafio: faça a sua análise SWOT. Escreva quais são as suas forças (Strengths), características que constituem uma mais-valia em si; as fraquezas (Weaknesses), características que devem ser trabalhadas no futuro; as oportunidades (Opportunities) para desenvolver as suas forças, e as Ameaças (Threats), ou seja, cenários em que as suas fraquezas poderão causar embargo. Depois de conhecer estes aspetos, passe ao seguinte passo do investimento: aposte no desenvolvimento destas habilidades e talentos. Note que estes facilitam o sucesso a realizar determinada tarefa. No entanto, se não os fizer crescer, acabarão por não lhe trazer rentabilidade. É, pois, necessário colocá-los em prática e desenvolvê-los. Considerando o processo difícil que é o autoconhecimento, pode ser útil recorrer à ajuda de um psicólogo (acompanhamento individual ou em grupo). O psicólogo pode ser considerado como um treinador, que facilita o processo de reflexão e desenvolvimento de competências, que o pode treinar na resolução de problemas, mas em que será Você quem terá a bola na mão e a lançará, que se fará ao jogo da vida, com garra e determinação! Para melhor o ajudar, o psicólogo poderá usar testes psicológicos e/ou outros exercícios como ferramentas. De modo a continuar a incrementar o seu capital, participe em diferentes atividades no contexto académico e fora deste, que o ponham em relação e o façam ver até onde é capaz de ir. Pode também investir continuamente na promoção e aumento da sua autoconsciência através da escrita de pensamentos e sentimentos e/ou de leituras que incitem à reflexão. Nesse sentido, convidamo-lo a ler e a subscrever a nossa newsletter, na qual abordamos diferentes temáticas (ex.: ser autêntico, gerir a raiva…). Não se esqueça: O seu crescimento é contínuo, mas para que tal aconteça, necessita estar aberto e disposto a investir! Caso contrário, estagnará e os lucros não crescerão… Por isso, invista em si! Faça crescer o seu capital e a sua vantagem competitiva, factor diferenciador na transição para o mundo de trabalho. Serviço de Consulta Psicológica da Universidade da Madeira

Pelos corredores da cidadania…

No âmbito do Simpósio PROMOVER A CIDADANIA PARA UMA CULTURA PROATIVA NA SAÚDE, promovido pelo Centro de Competências de Tecnologias da Saúde da UMa surge o artigo O conceito de cidadão, apesar de ter sido inscrito na matriz da cultura ocidental há mais de 15 séculos, por ação dos atenienses e como marca de exclusão (minoria com direitos), apenas passou para os textos constitucionais liberais a partir da Declaração do Direitos do Homem e do Cidadão de França, em 1789. Apesar do cidadão ter ficado consagrado na lei como o porta-estandarte ativo da soberania das nações, em substituição do súbdito passivo e servil, quanto caminho ainda houve que percorrer, quantas barreiras tiveram de ser transpostas para que a cidadania passasse do papel para o pêlo da nossa existência! Em 1948 a Assembleia-geral das Nações Unidas ao aprovar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma: – “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”-, consagrou, formalmente, o conceito fundamental de cidadania inclusiva, ou seja, o conceito de uma cidadania universal, da cidadania enquanto pertença à humanidade. Alarga-se o conceito de pertença a uma comunidade, para a multiplicidade de pertenças – toda a humanidade, (Martins: 2000). Falta vivenciar, falta a substância, o que remanesce em retórica… E veio o 25 de Abril de 1974 e com ele a Liberdade e a Democracia. E a democracia precisa de cidadãos ativos, informados e responsáveis para assumirem o seu papel na comunidade, o de contribuírem para o processo político. Perante a diversidade e complexidade das sociedades do nosso tempo a experiência de vida não chega para formar o cidadão. É preciso uma educação integral, inclusiva e ao longo da vida. Preparar as novas gerações para uma intervenção mais ativa e responsável na sociedade civil, implica ajudá-las a viver uma cidadania no espaço escolar, tarefa que não pode dispensar uma estratégia global de educação para a cidadania. Aceder aos princípios de organização política da sociedade, constitui também um conteúdo inseparável da literacia política. Esta cultura só ganhará sen¬tido se for impregnada por uma pedagogia do senti¬mento de identidade e pertença comunitária, sedimentada em práticas pedagógicas que propiciem o debate, o confronto de ideias, a participação ativa dos alunos no ato de aprender, tão necessárias para o desenvolvimento da autonomia da criança e do jovem. Como sublinha Pedro d’Orey da Cunha (1994), “uma participação mais activa na comunidade deve afastar os mais jovens do conformismo do papel aniquilador da mudança, bem como da atitude cínica de perpétuo observador da realidade”. Tal como nos campos da saúde em que a vontade do paciente é decisiva para a sua recuperação ou no campo da economia em que o adulto é ator do ato produtivo, não é concebível que o aluno, a quem se destina o ato educativo, seja um mero objeto passivo dos conteúdos, práticas da aprendizagem e vida na escola. São necessárias, como nos diz Estêvão (2004), “formas mais densas e substantivas de justiça organizacional e de participação que reconheça o actor educativo como cidadão pleno da escola e autor com direitos.” Cunha, P. (1994), “A Formação moral no ensino público (evolução de uma ideia)”, in Brotéria, n.º 138, págs. 59-80. Martins, G. (2000), “Cidadania, Educação e Defesa” in Nação e Defesa, n.º 93, 2.ª série, Instituto de Defesa Nacional, pp. 15-24. Rowe, D. (1993), “Citizenship education in secondary education”, in Relatório do 60.º seminário do Conselho da Europa para professores, Strasbourg: Council for Cultural Cooperation. Estêvão C. (2004). Educação, Justiça e Democracia. São Paulo: Cortez Editora. João Estanqueiro

Dia Nacional do Estudante

“Melhor Ensino, Menos Polícias. Menos espingardas, quartéis, repressão.” Isto exigiam os estudantes universitários no princípio de Março de 1962.

Regime jurídico das garantias de bens de consumo

Com vista a contribuir para o reforço dos direitos dos consumidores, foram estabelecidas regras que disciplinam o regime das garantias dos bens de consumo -Decreto-lei n.º 67/2003, de 8 de Abril. Este regime é aplicável aos contratos celebrados entre profissionais e consumidores (consumidor é “todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com carácter profissional uma actividade económica que vise a obtenção de benefícios”. Não se aplica às relações entre profissionais ou entre particulares. O vendedor deve entregar ao consumidor bens conformes com o contrato de compra e venda. Os bens não são conformes, por exemplo, quando: · Não são adequados ao uso específico para o qual o consumidor os destine e do qual tenha informado o vendedor quando celebrou o contrato e que o mesmo tenha aceitado (ex.: telemóvel adquirido para ter acesso a MMS não permite o acesso a esse serviço); · Não apresentam as qualidades e o desempenho habituais nos bens do mesmo tipo e que o consumidor pode razoavelmente esperar, atendendo à natureza do bem e, eventualmente, às declarações públicas feitas pelo vendedor, pelo produtor ou pelo seu representante, nomeadamente na publicidade ou na rotulagem. (ex.: bateria do computador tem uma duração muito inferior à publicitada). Equipara-se à falta de conformidade a resultante de má instalação do bem de consumo, quando a instalação fizer parte do contrato de compra e venda e tiver sido efectuada pelo vendedor, ou sob sua responsabilidade, ou quando o produto, que se prevê que seja instalado pelo consumidor, for instalado pelo próprio e a má instalação se dever a incorrecções existentes nas instruções de montagem. O consumidor não pode reclamar quando: · conhecer a falta de conformidade; · não puder razoavelmente ignorar o defeito ou vício; · decorrer dos materiais fornecidos pelo consumidor; · o defeito resultar de mau uso. Direitos do Consumidor · Direito à reparação ou substituição – medidas realizadas dentro de um prazo razoável (no caso de bens móveis, tem o prazo máximo de 30 dias) e sem grave inconveniente para o consumidor. · Direito à redução adequada do preço ou resolução do contrato. O Consumidor pode optar por qualquer um deles, salvo se tal for impossível ou constituir abuso do direito. Prazos de Garantia · Bem móvel: 2 anos. Se for bem usado, a garantia pode ser reduzida para um ano por acordo entre as partes. · Bem imóvel: 5 anos Havendo substituição do bem, o bem sucedâneo goza de nova garantia. Conselhos · Conserve as facturas, os recibos e as garantias durante o respectivo período. · Se se verificar alguma infracção a este diploma, deve denuncia-la à Inspecção Regional das Actividades Económicas. · Em caso de conflito de consumo ou de pretender obter mais informações, recorra ao Gabinete de Atendimento do Serviço de Defesa do Consumidor (Loja do Cidadão, Balcão n.º 14). Serviço de Defesa do Consumidor