A segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior está a confirmar o crescimento registado este ano. Até sexta-feira, 18 de setembro, tinham sido apresentadas 20.317 candidaturas, mais 3203 do que as 17.114 contabilizadas no final da segunda fase de 2025. O prazo termina este domingo, pelo que o número ainda deverá aumentar. Para esta fase ficaram disponíveis 6639 vagas, menos 42,3% do que no ano anterior, o que significa que já existem mais de três candidatos por cada lugar disponível.
O crescimento acompanha o que aconteceu na primeira fase. Foram então registadas 60.513 candidaturas, mais 11.795 do que em 2025 e mais 2212 do que em 2024. Excluindo os anos condicionados pela pandemia, o PÚBLICO refere que este foi o valor “mais elevado desde 1996”. Acabaram colocados 49.991 estudantes, correspondentes a 82,6% dos candidatos, e 84,5% conseguiram entrar numa das três primeiras opções.
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O concurso decorre num ano particularmente marcado pelas alterações no acesso ao ensino superior. Depois da queda de 10,7% verificada em 2025, foi recuperada a possibilidade de as instituições exigirem apenas uma prova de ingresso. A mudança teve expressão significativa na oferta disponível, sendo possível concorrer este ano a 1330 cursos com uma única prova. É nesta maior flexibilidade que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação tem encontrado uma das explicações para a recuperação das candidaturas. “Atrevo-me a dizer que vamos ultrapassar largamente o número de candidaturas ao superior do ano passado”, declarou Fernando Alexandre, em agosto, no Parlamento.
Os resultados da segunda fase serão conhecidos a 30 de setembro, seguindo-se as matrículas a partir de 1 de outubro. O calendário deste ano foi também prolongado devido à época extraordinária de exames criada após os problemas registados com a classificação digital das provas do secundário. O processo ainda terá uma terceira fase, prevista entre 10 e 12 de outubro.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Vandan Patel.
