Um grupo de dirigentes do ensino superior subscreveu uma declaração pública de apoio à candidatura de António José Seguro à Presidência da República, numa fase em que a disputa se concentra na segunda volta. O texto assume que o momento eleitoral é decisivo e procura enquadrar o voto como uma escolha de rumo político e institucional para o país.
De acordo com o PÚBLICO, a carta defende que esta eleição “não pode ser indiferente às comunidades académicas” e contrasta duas visões “radicalmente diferentes”. Na declaração, os signatários criticam um “projecto que divide os portugueses entre bons e maus” e afirmam que essa visão é “incompatível com o sistema de valores” das instituições de ensino superior, concluindo “por isso, apoiamos a eleição de António José Seguro.”
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O PÚBLICO refere que o documento reúne 16 assinaturas, incluindo dirigentes atuais e antigos, com destaque para reitores em funções. A lista integra responsáveis de universidades e politécnicos, num gesto que, pela raridade, ganha peso simbólico e político, ao colocar figuras da governação académica a tomarem posição de forma explícita no espaço público.
A notícia sublinha também, segundo o PÚBLICO, que nem todos os líderes do setor aderiram ao apelo, apesar de terem sido convidados. Essa ausência de unanimidade não anula o recado essencial da iniciativa. Para estes subscritores, o ato eleitoral ultrapassa a lógica partidária e toca diretamente a ideia de democracia, a centralidade do conhecimento e o papel das instituições numa sociedade aberta.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Susan Q Yin.
