A 18 de maio, uma notícia do Público referia que o Ministério de Educação, Ciência e Inovação indicou haver “100 milhões a menos do que o devido do principal financiador de ciência em Portugal”. “Sem reforço de verbas, bolsas e contratos ficarão em risco”, indica o jornal que aponta que, por outro lado, ser “comum a FCT ter reforços orçamentais a meio do ano”, destacando que em 2022 chegou a receber “três aumentos no último trimestre”.
Para a ABIC é “inaceitável que a ciência e a investigação sejam relegadas a uma posição de precariedade e insegurança financeira, como se verifica”. A associação representa um dos setores mais frágeis do mercado de trabalho em Portugal, o dos investigadores bolseiros, chamando a atenção para o facto de que a uma crise financeira na FCT “compromete a continuidade de diversos projectos de investigação e o pagamento de bolsas e salários aos investigadores, afetando “milhares de investigadores que dependem destes rendimentos para prosseguir com os seus projectos de investigação”.
Fim do monopólio da A3ES na acreditação de cursos gera debate sobre qualidade e risco
A abertura da acreditação de cursos do ensino superior a agências estrangeiras divide opiniões, com alguns especialistas a alertarem para riscos na qualidade e outros a defenderem a medida como essencial para a internacionalização.
“Pelo fim da precariedade na ciência” há uma concentração e um apelo da ABIC
A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica realiza hoje, no Porto, uma concentração de investigadores pelo fim da precariedade na ciência.
A ABIC indica que o subfinanciamento “é resultado de escolhas políticas partilhadas por sucessivos governos ao longo dos anos, que têm consistentemente negligenciado a ciência e os seus profissionais” e que há “falta de soluções que este governo tem para apresentar (e eventualmente justificar medidas futuras no sentido contrário ao investimento necessário), através da crítica à governação anterior”.
A mesma associação refere que ao longo dos “últimos anos, continuou-se a verificar o estrangulamento financeiro das instituições de Ensino Superior […], acompanhado por um desinvestimento público significativo. Paralelamente, observa-se um reforço da gestão empresarial das universidades, a ampliação do recurso a mecanismos fundacionais e a instituições de direito privado e o crescente recurso ao outsourcing”.
Taxa de continuidade entre Profissional e Superior volta a baixar
Apenas 22% dos alunos que concluíram um curso profissional em 2023 prosseguiram para o ensino superior, destacando desigualdades regionais e desafios socioeconómicos associados a esta via de ensino. Governo não divulga dados relativos à Madeira e aos Açores.
Governo recua na atribuição do Amália e gera incerteza sobre o projeto
O desenvolvimento do modelo de inteligência artificial Amália enfrenta incertezas após o recuo do Governo na nomeação das entidades responsáveis, deixando
A 6 de maio, nas comemorações do Dia da Universidade da Madeira, o ministro Fernando Alexandre, no seu discurso na sessão solene decorrida no Colégio dos Jesuítas do Funchal, incentivou as universidades portuguesas a “diversificar as suas fontes de financiamento, nomeadamente através do desenvolvimento de parcerias com outras entidades públicas e privadas”.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia do National Cancer Institute.

