A Universidade da Madeira já pode hastear a Bandeira Verde

A Universidade da Madeira já pode hastear a Bandeira Verde

Este artigo tem mais de 1 ano

A Universidade da Madeira, através do seu Politécnico, já pode hastear a Bandeira Verde, como prova do sucesso do seu envolvimento num programa de educação ambiental: o Eco-Escolas. Ainda estamos a começar, há muito caminho pela frente, mas é, sem dúvida, motivador ver premiado este primeiro passo na transformação que se pretende para a Comunidade Académica. O Politécnico da UMa inscreveu-se neste programa da Associação Bandeira Azul da Europa com o propósito de contribuir para a constituição de um Campus sustentável, ajustado à necessidade de reduzir o consumo de recursos e de poluição, e ser, em si mesmo, um espaço educativo para os desafios ambientais.

Iniciar um novo ano letivo na UMa com o hastear, pela primeira vez, da Bandeira Verde, eleva o compromisso de toda a Comunidade Académica para com este desafio e aumenta a nossa ambição em querer fazer melhor. Apesar do muito que ainda falta fazer, já são bem visíveis algumas melhorias, desde o início deste processo, no passado ano letivo. Por exemplo, com a reformulação dos contentores para recolha seletiva, incluindo o vidrão e a sinalética pormenorizada, constatou-se de imediato uma evolução significativa na qualidade da separação do lixo.
O índice de qualidade ‘Bom’ de separação para o contentor amarelo (embalão), para embalagens de plástico e metal, passou de 48% para 82%, enquanto o de ‘Má’, que era de 12%, desapareceu.

O contentor azul (papelão) mostrou melhorias muito menos expressivas, em que ‘Bom’ subiu de 4% para 13% e a ‘Má’ desceu de 66% para 49%. Os principais erros de separação, neste caso, devem-se à recolha de copos de café e de guardanapos usados. Apesar de serem de papel, estão contaminados pelo que não são recicláveis, devendo ser colocados no lixo geral (indiferenciado).

Obtiveram-se ainda resultados interessantes para o contentor dos indiferenciados (lixo geral, cor preta), passando o índice ‘Bom’ de 18% para 44%, e o ‘Má’ de 41% para apenas 8%. Apesar das garrafas de vidro serem muito raras na caracterização inicial, feita em fevereiro de 2018, a adoção da recolha seletiva de vidro levou ao seu aparecimento, o que é de valorizar como alternativa às embalagens de plástico.

Outras medidas foram já implementadas, e muitas estão previstas, com o propósito de diminuir a pegada ecológica da UMa, nomeadamente: reduzir a produção de resíduos e fomentar a sua separação para reciclagem; reduzir os consumos de energia e potenciar o aproveitamento das fontes renováveis; reduzir os consumos de água, potenciando a sua reutilização e prevenindo a sua poluição; e aumentar a diversidade biológica dos espaços verdes.

Com as melhorias na logística e na sinalética do Campus já efetuadas, ou em curso, a maior aposta para o ano letivo que temos pela frente será na educação ambiental, procurando incrementar a literacia ambiental da Comunidade Académica e, dessa forma, melhorar os seus conhecimentos, atitudes e comportamentos face à necessidade de um maior equilíbrio com a natureza. Através de um processo educativo, apostado na interação social entre pares e potenciando os contextos socioculturais reais vivenciados dentro e fora do Campus, pretendemos promover a cultura ambiental e, dessa forma, contribuir para que a sociedade reduza a sua influência negativa sobre os equilíbrios naturais do Planeta.

Hélder Spínola
Coordenador do Programa Eco-Escolas no Politécnico da Universidade da Madeira

Palavras-chave