António Sarmento, primeiro vacinado contra a covid-19 em Portugal, reflectiu sobre os desafios e lições da pandemia, numa entrevista publicada no jornal Público. “Só vamos saber o que aprendemos quando tivermos uma crise igual”, destacou o infecciologista, salientando que, apesar das dificuldades, a vacinação foi crucial. Em Portugal, a taxa de vacinação primária atingiu 87,1%, superando a média europeia de 73%, e preveniu cerca de 30 mil mortes no país.
Ao avaliar o desempenho nacional, o médico frisou que Portugal se destacou pela “docilidade, civismo e categoria” da população, evitando tumultos e contestações massivas vistas noutros países. “O medo é muito mau, mas a negligência também. E o nosso povo foi equilibradíssimo”, elogiou o infecciologista, salientando ainda o papel essencial do Serviço Nacional de Saúde para evitar uma catástrofe maior.
A responsabilidade da escolha
Num estudo do V-DEM Institute, da Universidade de Gothenburg, divulgado em março deste ano, Portugal surge com a 7.ª melhor democracia do mundo. Apresenta-se como um exemplo de evolução positiva quando
Saúde Escolas: projeto de monitorização em saúde
A apresentação pública do projeto “Saúde Escolas: Projeto de Monitorização em Saúde [SEE_App]” aconteceu no dia 18 de maio de 2022,
Sobre a eficácia da vacinação, António Sarmento foi enfático: “Calcula-se que, no primeiro ano da pandemia, a nível mundial, a vacina terá evitado 14,3 milhões de mortes”. Mesmo com a redução nas taxas de reforço vacinal em Portugal, Sarmento acredita que o esforço continua a valer a pena, sobretudo para os grupos de maior risco.
A concluir, deixou uma mensagem de esperança e preparação para futuras crises. “Uma crise faz-nos crescer, se não nos esmagar”, afirmou, apelando a uma sociedade mais unida e robusta. “Temos de valorizar o bem comum e acabar com este individualismo exacerbado que é suicida e homicida”.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Engin Akyurt.


