Orçamento Participativo: Ricardo Freitas Bonifácio apresenta proposta de recuperação do polidesportivo da Quinta de São Roque

Orçamento Participativo: Ricardo Freitas Bonifácio apresenta proposta de recuperação do polidesportivo da Quinta de São Roque

Desenvolvido para dar aos munícipes do Funchal uma oportunidade de "participação cívica, no que diz respeito às políticas públicas municipais […] ao procurar desenvolver competências de cidadania e participação democrática", o Orçamento Participativo recebeu uma proposta inédita para recuperação de uma infraestrutura da Universidade da Madeira.
Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA.

Há vários anos, a ACADÉMICA DA MADEIRA promove o programa MUDÁMOS A UMa, com o objetivo de dar aos estudantes melhores condições de estudo e bem-estar. Nesse sentido, a ACADÉMICA DA MADEIRA chamou a si a responsabilidade de idealizar projetos de reabilitação e de restauro que, ao longo dos anos, tem como objetivo melhorar as condições de ensino da universidade.

O MUDÁMOS A UMa encontra-se inserido no programa UNIVERSITAS, criado em 2017, que promove a ação de integração dos ​novos ​estudantes do Ensino Superior, pela via da ciência e da cultura, pretendendo dinamizar a procura ativa de conhecimento e de competências capazes de garantir o sucesso no mercado de trabalho.

No verão de 2023, a ACADÉMICA DA MADEIRA iniciou os trabalhos para execução de uma proposta a ser submetida no Orçamento Participativo do Funchal. A proposta foi apresenta por Ricardo Freitas Bonifácio, visto que a iniciativa municipal obriga a submissão individual.

A candidatura propõe a revitalização do piso do campo polidesportivo localizado na Quinta de São Roque, anteriormente conhecida como Quinta da Universidade da Madeira (UMa). Este espaço está situado na Estrada Dr. João Abel de Freitas, na freguesia de São Roque, e o estado atual do pavimento coloca em risco a sua utilização segura e eficaz por parte da UMa e dos demais utentes.

Pavimento deteriorado do campo polidesportivo da Quinta de São Roque

Como referido na candidatura, no polidesportivo, ocorrem competições desportivas que envolvem anualmente muitos jovens, incluindo atletas, amadores e entusiastas, tanto estudantes como pessoas externas à UMa. Um exemplo notável disso é o TROFÉU DO REITOR, um torneio de futsal, e a prática de basquetebol, incluindo a vertente 3×3, que fez do Funchal a cidade anfitriã do Campeonato Nacional Universitário em 2023. Além disso, o espaço é usado para atividades sociais, prática desportiva geral, educação física e interação durante o Campo de Férias de verão DOUTORECOS, organizado pela ACADÉMICA DA MADEIRA, que envolve cerca de 250 crianças em idade escolar do Funchal e de famílias com empregos no município.

Após muitos anos de serviço à UMa e à comunidade em geral, a infraestrutura agora demonstra sinais de desgaste natural, tornando a renovação do piso do polidesportivo uma prioridade. O pavimento está deteriorado, apresentando várias rachaduras e perda da camada antiderrapante, tornando a prática de várias modalidades perigosa. No entanto, esse desgaste é um testemunho da intensa e constante utilização do polidesportivo, mostrando que é uma instalação valiosa para todos os seus usuários.

Para a renovação do piso, foi proposta a utilização de um material como o “Traficonforsport” ou equivalente, devido à sua disponibilidade no mercado, custo de aquisição e manutenção acessíveis, alta capacidade de absorção de impactos e propriedades antiderrapantes e isolantes. Faço um apelo enfático à vossa atenção para esta questão, a fim de proporcionar condições aprimoradas não apenas para os estudantes, mas para todos aqueles que utilizam as instalações da Universidade da Madeira.

O valor solicitado pela candidatura, na categoria de projetos escolares, ronda os 50 mil euros. Em novembro, os resultados serão conhecidos para saber que projetos passam à fase seguinte. O município prevê para o Orçamento Participativo do Funchal uma verba global de 550 mil euros, para financiar os projetos mais votados. Os projetos escolares vencedores também não deverão exceder o montante máximo global de 100 mil euros, mas o prevendo um valor máximo de 50 mil euros por projeto, ao qual acresce IVA à taxa legal aplicada.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografias de Pedro Pessoa.