93% dos finalistas recomendam a Universidade da Madeira. Estudo inédito foi realizado com 380 estudantes

Para assinalar as cerimónias que celebram o final do curso de mais de 400 estudantes no próximo sábado, 24 de junho, a ACADÉMICA DA MADEIRA tornou público os dados apurados pelo OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL, uma estrutura de estudo da ACADÉMICA DA MADEIRA. O Observatório inquiriu os estudantes finalistas da Universidade da Madeira (UMa) sobre as suas opiniões, o seu percurso académico, o curso e a Universidade, além das perspectivas e expetativas profissionais, académicas e pessoais. Entre os 409 estudantes finalistas da UMa, a taxa de resposta ao inquérito por questionário foi de 92%.

Um inquérito inédito por questionário foi promovido pelo OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL da ACADÉMICA DA MADEIRA, durante o mês de maio, a centenas de estudantes finalistas da UMa. Segundo, a ACADÉMICA DA MADEIRA, “a execução desse instrumento de aferição de vários parâmetros da vida académica será um instrumento importante para que a Universidade da Madeira tenha dados sobre a experiência que os estudantes tiveram na sua universidade e as suas intenções para o futuro”.

1.º Workshop de Paleontologia em ilhas Atlânticas

O Grupo de Botânica da Madeira (GBM), da Faculdade de Ciências da vida da Universidade da Madeira (FCV-UMa), participou no 1.º workshop de Paleontologia em ilhas Atlânticas, que aconteceu durante os dias 6 a 16 de abril nas ilhas da Madeira e Porto Santo. O GBM foi representado por Carlos

Dos 409 estudantes finalistas inscritos nas cerimónias que a ACADÉMICA DA MADEIRA organiza anualmente para celebração do curso, 380 responderam ao inquérito que esteve disponível no mês de maio, no portal das cerimónias de GRADUAÇÃO dos estudantes da UMa, um conjunto de comemorações informais que assinalam o fim do percurso académico.

Tal como o Inquérito anual aos estudantes da Universidade da Madeira, o OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL indica de que se trata “de uma amostra por conveniência, pelo que os dados apresentados têm um valor estritamente exploratório, não devendo ser interpretados como representando, com maior ou menor grau de incerteza ou margem de erro, a população estudantil da UMa”.  Ainda assim, “apesar de inadequado para a existência de extrapolações da amostra para o universo, os dados recolhidos não deixam de indicar pistas interessantes a serem exploradas em estudos futuros mais aprofundados”, como adiantam os promotores.

A ACADÉMICA DA MADEIRA indica a intenção de tornar o inquérito regular, aplicando o mesmo estudo com os finalistas de 2024. Tal como o Inquérito anual aos estudantes, “pretende-se que a recolha de dados, em diferentes anos, possa permitir para exercícios de comparação e análise”.

O inquérito foi composto por dez perguntas, distribuídas por três partes: “perceção global”, “avaliação da Universidade e do curso” e “perspetivas e expetativas”.

Inquérito anual aos finalistas da Universidade da Madeira

O curso que irá concluir correspondeu às suas expetativas?

A maioria dos inquiridos (80%) afirmou que o curso que irá concluir correspondeu às suas expetativas. Apesar da maioria dos inquiridos se ter mostrado satisfeita, para 20% dos participantes responderam que curso que estão a concluir não correspondeu às suas expetativas, num grupo significativo de estudantes que não ficou plenamente satisfeito com a formação recebida.

O curso que irá concluir correspondeu às suas expetativas?

Recomendaria o curso?

Quando questionados se recomendariam o curso a outros, 82% dos inquiridos responderam afirmativamente, numa elevada percentagem de estudantes que que considera o seu curso recomendável, demonstrando um grau significativo de satisfação e confiança na qualidade do programa de estudos oferecido pela Universidade da Madeira. Não recomendariam o seu curso, porém, 18% dos inquiridos, por razões que não foram alvo do inquérito do Observatório.

Recomendaria a Universidade da Madeira?

A taxa de aprovação da Universidade da Madeira entre este grupo de finalistas é ainda mais elevada do que a dos seus cursos, com 92% dos inquiridos a indicar que recomendaria a UMa a outros. Este resultado sugere que os estudantes estão satisfeitos com a instituição como um todo, no geral, havendo, contudo, 8% de finalistas que responderam negativamente, não recomendando a frequência desta instituição a futuros alunos.

O que mais lhe agradou no percurso académico?

Na resposta a esta pergunta, o questionário deu possibilidade aos inquiridos de escolherem um ou várias das opções, analisando-se posteriormente os dados que levaram o Observatório a apurar os resultados percentuais que se seguem:

  • Amizades: 23,5% indicaram as relações de amizade como o que agradou durante a sua passagem pela universidade;
  • Conhecimentos adquiridos: 20,8% destacaram o conhecimento adquirido como o que mais lhes agradou;
  • Ambiente entre colegas e funcionários: 10,1% apontaram, como a circunstância de maior agrado, o ambiente social da comunidade académica;
  • Atividades práticas das cadeiras: 9,4% apreciaram especialmente as aplicações práticas desenvolvidas nas unidades curriculares dos seus cursos;
  • Professores e Interesse do conteúdo lecionado: (8,4%) mencionaram os professores e o interesse do conteúdo lecionado para a sua vida, como os pontos de maior agrado para si;
  • Outros: 19,5% dos inquiridos indicou outras razões que não as indicadas anterioremente como as que maior interesse despertaram durante o seu percurso académico.

O que menos lhe agradou no percurso académico?

Da mesma forma que na pergunta anterior, os inquiridos foram convidados a selecionar uma ou mais opções. Os resultados abaixo indicam as principais áreas de desagrado mencionadas pelos estudantes em relação ao seu percurso académico na Universidade da Madeira

  • Muita teoria nas cadeiras: 16,2% indicaram o excesso de teoria nas cadeiras como aspeto negativo, que se alinha umas das tendências mostradas anteriormente da pela preferância pelas aulas práticas;
  • Excesso de avaliações: 14% apontaram haver prática de excesso de momentos de avaliações nos seus cursos;
  • Excesso de carga horária: 13% mencionaram também como excessiva a carga horária;
  • Falta de atividades práticas nas cadeiras: 12,3 reafirmaram a importância da componente prática no ensino, ao expressarem desagrado por falta de atividades práticas em cadeiras do seu curso;
  • Organização do curso: 11,8% aponta como aspeto a melhorar a organização do seu curso.

Os resultados abaixo mostram a avaliação dos estudantes sobre diferentes aspectos relacionados ao funcionamento do curso, numa escala de 1 a 10:

A maioria dos estudantes avaliou positivamente a carga horária do curso, atribuindo notas entre 5 e 7, indicando que os estudantes estão satisfeitos com a distribuição de horas de aulas e atividades relacionadas ao curso.

A maioria dos estudantes demonstrou satisfação moderada em relação aos programas lecionados no curso, atribuindo notas entre 5 e 8 esta avaliação indica que esses estudantes consideram os programas adequados e relevantes para a formação académica. No entanto, uma parcela menor de estudantes expressou insatisfação, atribuindo notas baixas entre 1 e 3, mostrando que os estudantes não estão satisfeitos com os programas oferecidos, possivelmente considerando-os menos interessantes ou pouco abrangentes.

A maioria dos estudantes avaliou positivamente os horários das aulas, atribuindo notas entre 5 e 8. No entanto, um menor número de estudantes expressou insatisfação, atribuindo notas baixas entre 1 e 4.

A maioria dos estudantes demonstrou satisfação moderada em relação ao tempo disponível para estudo, atribuindo notas entre 5 e 7. As respostas indicam que os estudantes consideram o tempo adequado para realizar as atividades académicas. No entanto, uma porção menor de estudantes expressou insatisfação, atribuindo notas baixas entre 1 e 3.

Grande parte dos estudantes demonstrou satisfação moderada em relação ao calendário de frequências, apresentações e exames, atribuindo notas entre 5 e 7. No entanto, um número menor de estudantes expressou insatisfação, atribuindo notas mais baixas entre 1 e 4.

Se tivesse oportunidade e/ou possibilidades, em retrospetiva, teria realizado o curso noutra Universidade?

Dos 380 participantes do inquérito, 41% responderam que teriam realizado o curso noutra universidade se tivessem tido a oportunidade e/ou possibilidades. Por outro lado, a maioria dos participantes, representando 59%, indicaram que não teriam escolhido outra universidade para realizar o curso em retrospetiva mostrando-se satisfeitos.

Os resultados mostram que uma parcela significativa dos estudantes considera que teria optado por uma universidade diferente se tivessem tido essa oportunidade. Essa percepção pode ser influenciada por diversos fatores, como a reputação da universidade, a qualidade do ensino, a disponibilidade de recursos e infraestrutura, a proximidade geográfica, entre outros.

Quais são as suas principais preocupações sobre o futuro?

Os resultados do gráfico abaixo demonstram as principais preocupações dos estudantes em relação ao futuro após a conclusão do curso. A empregabilidade é a principal preocupação, mencionada por 25,4% dos participantes, o que indica que eles estão preocupados com a capacidade de encontrar um emprego adequado e satisfatório após a formação.

A independência financeira também é uma preocupação significativa, mencionada por 20,8% dos participantes, indicando que eles estão preocupados em garantir uma situação financeira estável e sustentável, que lhes permita ter autonomia e lidar com as responsabilidades financeiras do dia a dia.

A habitação é uma preocupação mencionada por 11,5% dos participantes, o que sugere que eles estão conscientes dos desafios relacionados à aquisição ou aluguer de um lugar para morar no futuro.

Outras preocupações mencionadas incluem a satisfação com a profissão 10,9% e a continuação dos estudos 9,3%. Essas preocupações refletem os diferentes aspectos que os estudantes consideram relevantes para o seu futuro, abrangendo aspectos profissionais, pessoais e financeiros.

Sobre a continuidade dos estudos

Os resultados observados no gráfico abaixo revela as diferentes intenções dos estudantes em relação à continuidade dos estudos após a conclusão do curso.

A maioria dos participantes, 46,1%, expressou o desejo de continuar os seus estudos de imediato. Isso indica um interesse em prosseguir com uma formação académica mais avançada, como a realização de um mestrado, doutorado ou outra especialização. Esses estudantes reconhecem o valor da educação contínua e pretendem aprofundar os seus conhecimentos e habilidades na sua área de estudo.

Por outro lado, 11,5% dos participantes pretendem fazer uma pausa e ingressar no mercado de trabalho antes de prosseguir com os estudos, a escolha pode estar relacionada ao desejo de adquirir experiência profissional prática, aplicar os conhecimentos adquiridos durante o curso e explorar oportunidades de trabalho antes de investir em uma formação académica adicional.

Uma parcela menor dos participantes, 13,9%, expressou a intenção de ingressar no mercado de trabalho sem a intenção de voltar a estudar. Esses estudantes optam por seguir uma carreira profissional imediatamente após a finalização do curso, sem considerar uma formação académica posterior. As razões podem incluir preferências pessoais, oportunidades de trabalho disponíveis ou a crença de que uma formação académica adicional não é necessária para alcançar seus objetivos profissionais.

Após concluir o curso, acredita que irá se considerar um profissional

A análise dos resultados seguintes indicam a percepção dos estudantes em relação à sua futura qualificação profissional após a conclusão do curso. É importante considerar que essas respostas são subjetivas e baseadas na autopercepção dos estudantes. A confiança e a capacidade profissional podem ser influenciadas por vários fatores, como o nível de preparação académica, experiência prática, autoestima e expectativas pessoais.

A maioria dos participantes, 47,1%, acredita que se considerará um profissional “muito bom”, sugerindo que os estudantes têm confiança nas suas habilidades, conhecimentos e preparação adquiridos ao longo do curso, o que os leva a acreditar que serão altamente competentes e bem sucedidos nas suas carreiras.

Outros 35,3% dos participantes responderam que se considerarão profissionais “bons”, têm uma visão positiva de si mesmos como profissionais, embora possam reconhecer que ainda têm espaço para crescimento e aprimoramento.

Uma parcela de 16,1% dos participantes respondeu que se consideram profissionais de nível “médio”. Esses estudantes podem ter uma perspectiva mais neutra sobre as suas habilidades e competências, percebendo que estão num ponto intermediário de desenvolvimento profissional e que ainda precisam de ganhar mais experiência e conhecimento para atingir seu potencial máximo.

Por fim, uma pequena porção de participantes, (1,6%), respondeu que se considerarão profissionais “fracos”, a resposta sugere uma falta de confiança nas habilidades dos inquiridos e pode refletir insegurança ou falta de preparação percebida para entrar no mercado de trabalho.

 

Numa vista geral aos resultados obtidos, verificamos que:

Perto de 20% dos estudantes finalistas inquiridos indicou que o curso não correspondeu às suas expetativas, nem o recomendariam, e metade deles nem recomendaria a própria Universidade da Madeira a outros. Mais de metade dos questionados indicaram que, olhando em perspetiva e se tivessem oportunidade, teriam estudado noutra universidade. 

Mesmo assim, 80% a 90% dos finalistas questionados mostram-se plenamente satisfeitos e apontam como aspetos positivos os de natureza relacional (amizades feitas e o ambiente com colegas e funcionários). O inquérito mostrou que os inquiridos classificam de forma medianamente satisfatória os programas lecionados nos seus cursos, o tempo disponível para estudo e o calendário de avaliação, mas avaliou de uma forma positiva o horário das aulas. De igual modo, mais de 80% dos inquiridos acredita que será um bom profissional ao terminar o curso.  

Para o futuro o que mais preocupam estes quase licenciados, é a sua empregabilidade e realização profissional, bem como a autonomização da família com a independência financeira e a habitação, embora a continuidade de estudos esteja nos planos de muitos destes jovens.

João Carlos Vasconcelos
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Karsten Winegeart.

FICHA TÉCNICA

Objetivo do estudo: Sondagem de opinião realizada pelo OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL, uma estrutura de investigação da ACADÉMICA DA MADEIRA, sobre intenção de avaliar a percepção dos estudantes em relação ao seu percurso académico, ao curso e à universidade, bem como obter informações sobre suas expectativas, preocupações e planos futuros.

Universo: Estudantes que se consideram finalistas e que frequentam um curso superior na Universidade da Madeira.

Amostra: A amostragem consiste em 380 estudantes que aceitaram participar no inquérito por questionário no momento em que realizavam a inscrição para a sua Cerimónia de GRADUAÇÃO.

Técnica: Aplicação remota de um inquérito estruturado, no qual os inquiridos responderam a um conjunto de perguntas pré-definidas.

Responsabilidade do estudo: OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL da ACADÉMICA DA MADEIRA.