Os escoteiros e os escuteiros. Partilhando desafios em prol de um trabalho para juventude

A Associação de Escoteiros de Portugal, o grupo associativo de escoteiros mais antigo do país, e o Corpo Nacional de Escutas, a maior organização de juventude de Portugal, marcaram presença no Encontro Regional do Associativismo Juvenil e Estudantil, realizado entre 18 e 19 de novembro, no Funchal.

O Encontro Regional do Associativismo Juvenil e Estudantil, numa iniciativa da Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional de Juventude, funcionou como uma plataforma de troca de experiências e de aprendizagem entre as estruturas participantes.

80 dirigentes associativos participaram no Encontro.

Érica Bettencourt está desde os 12 anos na Associação de Escoteiros de Portugal (AEP), estabelecida em 1911, quando o Tenente Álvaro Machado fundou, em Macau, o primeiro Grupo de Escoteiros, no território do ainda império colonial português. Em 1913, Lisboa recebia os três primeiros Grupos de Escoteiros em território continental. Na atualidade, “a AEP conta com mais de dez mil jovens em cerca de 150 Grupos de Escoteiros locais, espalhados por todo o Continente e Regiões autónomas”.

Desde os seus 7 anos, Cláudia Jardim integra o Corpo Nacional de Escutas (CNE), fundado em 1923, na cidade de Braga. Como o Presidente da República referiu, no 24.º acampamento nacional de escuteiros no verão deste ano, “o CNE é uma escola de valores, de liberdade, de democracia, de patriotismo, de universalismo e de espírito cristão”.

A variedade de atividades também serve para cativar os jovens.

As participantes explicaram que há muitas atividades comuns aos dois grupos, existindo mais aspectos que os unem do que os separam, dada a missão partilhada para os jovens. O objetivo associativo está centrado na perspectiva que os seus associados sejam cidadãos responsáveis. Segundo a escuteira, a ligação do CNE com a Igreja católica é um aspecto distintivo entre ambas as associações.

Afastados durante a pandemia, a realização de atividades remotas foi o caminho obrigatório para todos. O fim das restrições permitiu aos grupos a retomada da sua atividade presencial, o que é fundamental para estas associações. Entre ações ao ar livre e dentro de espaços fechados, os grupos têm uma grande variedade de opções para que os jovens possam escolher.

A preservação dos valores para o percurso de vida é um dos aspetos que as dirigentes destacam na passagem pelas associações que promovem o escotismo e o escutismo português. São dezenas de milhares de jovens que respondem afirmativamente aos desafios destas associações.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia de Mael Balland.

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