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Cinco filmes para descobrir em agosto

Cinco filmes para descobrir em agosto

Cinco filmes exploram temas como identidade, memória, censura, envelhecimento e descoberta, revelando a vitalidade e diversidade do cinema nacional contemporâneo.
Cena do filme francês Segundo Ato.

Em agosto, o Screenings Funchal apresenta cinco filmes que têm marcado o panorama cinematográfico nacional pela diversidade estética e pela ousadia das suas propostas narrativas. Desde o documentário intimista até à ficção experimental, estas obras espelham diferentes formas de olhar o mundo e a identidade portuguesa contemporânea.

Em Sirât, realizado por Oliver Laxe, acompanha um grupo de jovens muçulmanos em Lisboa, explorando a forma como vivem a fé, a juventude e a pertença num país que muitas vezes os vê como estrangeiros. Através de um olhar atento e delicado, o filme propõe uma reflexão sobre o que significa ser português hoje, navegando entre a tradição e o quotidiano urbano.

O francês Segundo Ato, de Rita Barbosa, mergulha nos bastidores de uma peça de teatro para criar uma metáfora sobre a vida e o envelhecimento. Com humor subtil e um elenco de veteranos em grande forma, o filme oscila entre o ensaio e o improviso, questionando os limites entre o que se representa e o que se vive, entre o palco e o que vem depois.

Sexo forte é a sugestão para o fim-de-semana

Duas histórias de amor complicadas por obstáculos inevitáveis e perturbadores, a força da superstição e os mecanismos do poder. Ursos não há é a sugestão do Screenings Funchal, numa parceria dos Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA.

Em A Vida Luminosa, Inês Gil conduz uma viagem cinematográfica à infância e à memória, seguindo duas irmãs que regressam à casa onde cresceram. Com imagens delicadas e uma montagem sensorial, o filme propõe-se como uma meditação sobre o tempo, o corpo e a forma como as lembranças moldam a identidade, entre o real e o poético.

Já o coreano As Aventuras de uma Viajante na Coreia do Sul, de Raquel Castro, parte de um diário de viagem para construir um ensaio visual sobre distância, pertença e descoberta. Entre templos, mercados e ruas de Seul, a realizadora narra, em voz off, o deslumbramento e as contradições de se ser estrangeira num país que fascina e estranha ao mesmo tempo.

Por fim, Censor, realizado por Ricardo Branco, é um filme provocador que revisita os mecanismos de censura em Portugal durante o Estado Novo. Recorrendo a material de arquivo e entrevistas encenadas, o filme desmonta a máquina repressiva da ditadura com ironia, mas também com precisão documental, lançando um olhar crítico sobre as heranças que ainda persistem.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem do Screenings Funchal.

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