Entre 7 e 11 de julho, o Grupo de Botânica da Madeira, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade da Madeira, está a realizar ações de colheita de plantas endémicas em escarpas inacessíveis da ilha, com recurso ao drone Mamba. Segundo a organização, esta iniciativa marca “a utilização pela primeira vez na Europa de um sistema de drones que permitem manobrar e efectuar colheitas nas condições topográficas complexas da ilha da Madeira”, num cenário que, aliás, “se assemelha às das ilhas do Havai”. A operação conta com a colaboração do Comando Operacional da Madeira e do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, e inclui a participação do professor Ben Nyberg, do National Tropical Botanical Garden (Havai), como especialista convidado.
O “lixo incorretamente depositado pode […] terminar no mar”
Entre julho de 2020 e abril de 2022, a investigadora Sara Bettencourt estudou os macro-resíduos em duas praias do Funchal, defendendo uma tese de doutoramento com direito a “uma distinção”, na Universidade Aberta.
Palestra sobre o impacto das glaciações e interglaciações
Palestra “Impacto das glaciações e interglaciações nos ecossistemas marinhos: estado-da-arte da Biogeografia Insular Marinha” 7 de abril, às 14:00, na Sala
O sistema Mamba, desenvolvido pela empresa canadiana Outreach Robotics, já foi utilizado com sucesso nas falésias do Havai, permitindo “a colheita e identificação de espécies desconhecidas”. Espera-se agora que possa “contribuir decisivamente para o estudo taxonómico e genético de algumas das espécies de plantas endémicas mais raras da Madeira”. Embora a campanha desta semana se limite a amostrar algumas zonas selecionadas, os promotores da iniciativa sublinham que “a colaboração que agora se inicia entre as entidades envolvidas permitirá no futuro obter novos e melhores dados acerca da biodiversidade da Região Autónoma da Madeira” e reforçar os esforços de conservação “de um património único a nível global”.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Reiseuhu.
