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Resultados do INQUÉRITO ANUAL AOS ESTUDANTES DA UMa discutidos na Antena 1

Resultados do INQUÉRITO ANUAL AOS ESTUDANTES DA UMa discutidos na Antena 1

Os resultados do INQUÉRITO ANUAL AOS ESTUDANTES DA UMa, edição de 2022-2023, foram divulgados pela ACADÉMICA DA MADEIRA em março. Ricardo Freitas Bonifácio e Carlos Diogo Pereira estiveram na Hora 10, um programa da Antena 1, conduzido por Marta Cília.
Carlos Diogo Pereira e Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, em entrevista à Antena 1, em março de 2024.

Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, destacou que o “inquérito tem uma elevada importância” como “base de fundamentação” “para depois os líderes governamentais e até outros decisões políticos terem na sua tomada de decisão em relação a assuntos assuntos do ensino superior”. O líder estudantil referiu que a estrutura associativa tem “trabalhado cada vez mais” para recolher e analisar dados dos seus estudos.

À semelhança do relatório do ano anterior, o OBSERVATÓRIO pode apurar que os inquiridos neste estudo continuam a indicar as despesas com as propinas, o transporte (público ou privado) e a alimentação são as que mais pesam no seu orçamento.

Na UMa, há muita e pouca satisfação com os cursos

Continuando a divulgação dos resultados do INQUÉRITO ANUAL AOS FINALISTAS DA UNIVERSIDADE DA MADEIRA, promovido pelo OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL da ACADÉMICA DA MADEIRA, são revelados os dados de avaliação da satisfação do cursos.

A área da saúde mental dos estudantes nos dois últimos anos letivos começou a ser acompanhada pela Tutela, primeiro no Ensino Superior e depois na restante escolaridade. Na edição deste ano letivo, o inquérito verificou a mesma tendência do ano passado, indicado-nos que a maioria dos participantes sente necessidade de acompanhamento psicológico, mas, destes, quase metade não procurara ajuda.

No que toca à análise dos resultados sobre assédio ou violência, verificou-se que, percentualmente, o número de indivíduos que declarou ter sido vítima de algum tipo de acossamento desta natureza manteve em relação ao ano anterior, registando-se uma subida de estudantes que indicaram ter sido vítimas de assédio moral de 3,2% (no último estudo) para 6,2%.

Apenas 6,8% dos indivíduos que indicaram ter sido vítimas de algum tipo de assédio ou de violência afirmaram que reportaram a situação, entre as várias opções de resposta disponíveis. 46,6% não reportaram a situação justificando-se no desconhecimento sobre como o fazer ou na vergonha. Igual percentagem não indicou nem indicou se reportou a situação de que foi vítima. 

Carlos Diogo Pereira destacou a dimensão do estudo, referindo que “foi o maior inquérito [presencial] que alguma vez foi realizado na Universidade da Madeira”. “Para que as pessoas tenham noção, a Universidade da Madeira tem perto de 4 mil estudantes e neste inquérito nós reunimos 869 inquéritos válidos, o que significa que para chegarmos a este valor, nós tivemos que fazer quase mil inquéritos. Um em cada quatro estudantes foi inquirido”.

80,3% dos estudantes sentem que “as suas opiniões nunca foram restringidas, desconsideradas ou censuradas na UMa”

A ACADÉMICA DA MADEIRA, em parceria com a European Students’ Union, inquiriu os estudantes sobre o conceito de liberdade académica. Apesar de 73,7% dos inquiridos entender que a liberdade académica como suficientemente protegida, mais de 25% dos inquiridos considera o contrário. A maioria dos estudantes inquiridos percepciona um nível de liberdade de expressão alto na UMa, embora não creem haver grande diversidade de opiniões na comunidade académica.

O programa da Antena 1 Madeira pode ser ouvido aqui. Os resultados completos do INQUÉRITO ANUAL AOS ESTUDANTES DA UMa, edição de 2022-2023, podem ser consultados através destes artigos.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.

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