Centenas de estudantes presentes no batismo

“In nomine solenissimae et semper potentissimae praxis”, no sábado, 8 de outubro, centenas de estudantes da Universidade da Madeira reuniram-se para celebrar a praxe e a tradição académica.

As buzinas que centenas de estudantes ouviram durante o percurso entre o Campus Universitário da Penteada e a praia do Almirante Reis eram o sinal de que a tradição académica não diverte apenas os estudantes da academia madeirense, mas também envolve várias pessoas. Além dos colegas, dos amigos e dos familiares que se reuniram para partilhar o Batismo do Caloiro com a comunidade praxista da UMa, muitos curiosos, nacionais e estrangeiros, acompanharam o evento.

As atividades tiveram início com o juramento, feito por Hugo Pestana, caloiro do curso de Medicina. Segundo Tiago Camacho, vilão do curso de Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, o evento foi “foi incrível” e “todos os estudantes deram o máximo que podiam”. A envolvência com a cidade foi um ponto de destaque para o estudante, além da passagem pelo túnel da avenida Calouste Gulbenkian, que continua a fazer “arrepiar de emoção” vários participantes.

A preparação dos cursos de engenharia e matemática era visível na madrugada de sábado, com dezenas de estudantes a realizar faixas e bandeiras no exterior do Campus. Logo na manhã desse dia, vários cursos marcavam presença no campus para continuar os trabalhos de preparação do Juramento, do Cortejo e do Batismo.

Carolina Rodrigues Silva, veterana do curso de Educação Física de Desporto, explica que adquiriram “material durante a semana para confecionar a bandeira para o cortejo, com os caloiros vestidos de guerreiros”. Um desfile até ao centro do Funchal, com muita música e guerras entre os cursos, tornou o evento inesquecível para os participantes com quem a ET AL. conversou. No calhau da praia, “bandeiras, o grito académico e o anúncio que iriam passar a caloiros” ditaram o início do batismo, o culminar de um “mês que correu muito bem; os caloiros participaram e gostaram bastante”.

Da licenciatura em Gestão, João Pedro Freitas, doutor e representante de curso, descreveu o evento “muito bem organizado, a polícia esteve sempre a acompanhar o cortejo”, com um “ambiente espetacular”. Durante anos, salvo algumas exceções, foi eleito um curso do ano, um rei e uma rainha dos caloiros. Se há expetativas sobre o curso do ano? “Há cursos fortes como Desporto, Enfermagem ou Gestão”, segundo João Pedro Freitas.

No domingo, ao fim do dia, desenrolou-se a tradicional Procissão das Velas, com centenas de estudantes, amigos e familiares, pelas ruas do centro da cidade.

A noite terminou com a atuação dos FATUM, o grupo de fados da ACADÉMICA DA MADEIRA. Carlos Diogo Pereira, como solista, e Carlos Abreu, na guitarra clássica, antigos membros do Conselho de Veteranos, juntaram-se a David Freitas, decano dessa estrutura, na guitarra de Coimbra. Com eles tocaram Gonçalo Direito, na guitarra de Coimbra, e Júlia Dória, na guitarra clássica.

Na atuação, os FATUM interpretaram a “Canção das Lágrimas”, o “Vira de Coimbra” e a “Balada da Despedida de 1988-1989”. Segundo Carlos Abreu, “foi uma oportunidade para que os caloiros tivessem contacto com uma parte importante da tradição académica, através da Canção de Coimbra”.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia de Salvador Freitas. Na imagem, os estudantes da UMa na praia do Almirante Reis, no Funchal.

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