Governo quer reorientar a oferta formativa
O Governo desafiou as universidades com menos candidatos a repensar os seus cursos e a apostar na formação de adultos, garantindo maior inclusão e coesão territorial.
O Governo desafiou as universidades com menos candidatos a repensar os seus cursos e a apostar na formação de adultos, garantindo maior inclusão e coesão territorial.
O Governo suspendeu até 2026 o programa de cheques-psicólogo e cheques-nutricionista, que garantia consultas gratuitas a estudantes, prometendo reformulá-lo e alargá-lo a todos os jovens.
Em entrevista ao DINHEIRO VIVO, o novo reitor da Universidade Nova de Lisboa afirmou que o aumento das propinas é “completamente irrelevante” e defendeu que o verdadeiro obstáculo ao acesso ao ensino superior está no alojamento e nas condições de vida dos estudantes.
O ministro Fernando Alexandre anunciou que o orçamento plurianual da futura Agência para a Investigação e Inovação apenas estará disponível no segundo semestre de 2026, juntamente com a revisão da Lei da Ciência.
Em artigo de opinião, Lino Fernandes critica o foco do Governo na investigação aplicada e defende que é urgente aproveitar melhor as inovações científicas já desenvolvidas no país.
Pedro Adão e Silva considera que a fusão entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a Agência Nacional de Inovação constitui “uma ameaça fundamental à ciência”, feita “pela calada e sem diálogo”.
Investigadores propõem que os alunos abrangidos pela ação social escolar no secundário recebam a bolsa automaticamente no 1.º ano do ensino superior, eliminando pedidos e burocracia.
O ministro Fernando Alexandre referiu que a quebra de candidatos ao ensino superior se deve essencialmente ao regresso dos exames nacionais para conclusão do secundário e à exigência de duas provas de ingresso.
O Conselho dos Laboratórios Associados alerta que a fusão da FCT com a ANI só será uma oportunidade se houver transparência, governação clara e compromisso firme com a ciência fundamental.
Apenas 23% dos jovens com pais com o ensino básico concluíram o superior, contra 73% dos que têm pais diplomados, revelando desigualdades acima da média da OCDE.