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Desempenho de destaque nos Jogos Mundiais Universitários

Desempenho de destaque nos Jogos Mundiais Universitários

A missão portuguesa terminou a sua participação nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr 2025 com a conquista de cinco medalhas. Nuno Pereira, nos 1500 metros de atletismo, e Maria Lopes e Alice Martins, no basquetebol feminino, foram 6.º classificados nas suas respetivas disciplinas.
Nuno Pereira, atleta do Sporting C. P. e Vice-Presidente da Direção do Clube Desportivo ACADÉMICA DA MADEIRA, disputou a final dos 1500 metros nos Jogos Mundiais Universitários que decorrem na Alemanha, ficando em 6.º lugar, a 24 de julho de 2025.

A edição de 2025 dos Jogos Mundiais Universitários de Verão decorreu entre os dias 16 e 27 de julho, na Alemanha, em Rhine-Ruhr, reunindo milhares de estudantes-atletas de todo o mundo para celebrar o desporto universitário ao mais alto nível. Foram 102 países, 9047 participantes e 1970 universidades, sendo que a delegação portuguesa contou com 82 atletas em 10 modalidades, a maior comitiva de sempre na competição. A participação portuguesa terminou com a conquista de cinco medalhas: duas de ouro, uma de prata e duas de bronze, resultado que não supera a prestação histórica de 2021, em Chengdu, onde Portugal conquistou sete medalhas, objetivo que tinha sido traçado pelo presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), Ricardo Nora, na apresentação da missão portuguesa.

Ainda assim, destacam-se as participações dos estudantes-atletas da Universidade da Madeira, que uma vez mais demonstraram o seu valor e talento desportivo. Nuno Pereira, especialista no meio-fundo, regressou à competição procurando um resultado ainda melhor do que o já impressionante 5.º lugar conquistado em 2021, nessa prestação histórica portuguesa. O estudante da licenciatura em Educação Física e Desporto, também vice-presidente da direção do recém-criado Clube Desportivo ACADÉMICA DA MADEIRA, qualificou-se para a final dos 1500 metros após vencer a sua eliminatória, gerando alguma expectativa em torno de um possível resultado extraordinário, sendo ele o detentor do melhor recorde pessoal entre os atletas em prova (3:32.16s). A final, no entanto, não correu de feição para o atleta madeirense, que admitiu ter ficado aquém dos seus objetivos e do seu potencial. Numa corrida lenta, o ouro sorriu ao polaco Filip Ostrowski, com o tempo de 3:46.10s, seguido do francês Titouan Le Grix De La Salle (3:46.32s) e do britânico Samuel John Charig, que fechou o pódio (3:46.62s). Com 3:47.12s e já em grande esforço na reta final, Nuno Pereira ficou em 6.º lugar, posição que o deixa a sonhar com uma futura subida ao pódio. Visivelmente frustrado com o resultado, Nuno Pereira agradeceu todo o apoio que tem vindo a receber e prometeu continuar a trabalhar, pensando já nas próximas competições. Apesar de não ter cumprido as expectativas, esta participação confirma o estatuto de referência nacional na modalidade, com cada vez mais indicadores de que se aproxima do nível de exigência da elite mundial.

Mariana Pestana, também no atletismo, mas na disciplina de lançamento do martelo, atleta madeirense que no ano passado concluiu a licenciatura em Educação Física e Desporto na Universidade da Madeira e que atualmente estuda na Universidade de Virginia Tech, nos Estados Unidos, qualificou-se igualmente para a final, onde alcançou o 11.º lugar. No basquetebol feminino, Maria Lopes e Alice Martins ajudaram a seleção portuguesa a conquistar um honroso 6.º lugar, ficando à beira do desejado Top-5 mundial, após derrota com o Japão no último jogo que decidia essa classificação. O ouro ficou para as chinesas, adversárias de Portugal na fase de grupos, que derrotaram as americanas na final. Na luta pelo bronze, as húngaras levaram a melhor sobre as polacas. Competindo contra equipas de elevada qualidade, as portuguesas demonstraram grande espírito coletivo, terminando a competição com uma participação digna de louvor e com motivos para se orgulhar.

Vítor Duarte Vasconcelos, presidente da direção do Clube Desportivo ACADÉMICA DA MADEIRA, admitiu que “a presença destes atletas nos Jogos Mundiais Universitários não só reforça a qualidade do desporto universitário na Madeira”, que, apesar de ter pouca expressão em termos competitivos, conta com atletas de excelência e referência nas suas respetivas modalidades, “como também reforça a necessidade do apoio das instituições académicas, treinadores e federações para a projeção destes talentos, que conjugam o percurso académico com uma exigente carreira desportiva, oferecendo-lhes condições dignas e merecedoras”. O dirigente reforçou que a recente criação do Clube Desportivo da ACADÉMICA DA MADEIRA pretende “unir o desporto à educação, criar e promover talento”, almejando, ainda, “uma crescente representação madeirense nas competições nacionais universitárias nas mais variadas modalidades”.

Ana Margarida Sá
ET AL.
Com fotografia de FADU.

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