Novos responsáveis enfrentam cortes e exigências no sector da Ciência
O novo ciclo político na Ciência arranca sob forte contestação, com cortes no financiamento, precariedade crescente e promessas ainda por cumprir.
O novo ciclo político na Ciência arranca sob forte contestação, com cortes no financiamento, precariedade crescente e promessas ainda por cumprir.
Diogo Nuno Freitas escreve na edição de hoje do DIÁRIO sobre a “retenção de talento científico” que “exige abordagens específicas que vão além das medidas gerais para manter os jovens no país”.
Em março deste ano, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia anunciou novos concursos científicos para o final de 2025, numa altura em que persistem atrasos na atribuição de verbas e cresce a instabilidade entre os investigadores.
O Parlamento aprovou na generalidade a revisão do estatuto da carreira científica, após 25 anos sem atualizações, visando combater a precariedade, valorizar jovens cientistas e integrar novas possibilidades como a gestão de startups.
A FCT divulgou os resultados do Concurso FCT-Tenure, atribuindo 1.104 lugares permanentes, mas a medida gera polémica devido ao fim de centenas de contratos nos próximos anos e a concentração de colocações em Lisboa.
Segundo um artigo de opinião do jornal Público, investigadores denunciam a precariedade nas universidades portuguesas, alertando que a falta de estabilidade e reconhecimento ameaça o futuro da ciência no país.
Segundo o Público, o orçamento da FCT para 2025 sofre cortes significativos, desiludindo investigadores que alertam para o impacto negativo no futuro da ciência em Portugal.