Uma alimentação saudável e económica
Neste mês, em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação – 16 de Outubro, seguimos a sugestão da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), que definiu como tema deste ano: “O preço dos alimentos – da crise à estabilidade”, e deixamos aqui algumas sugestões para podermos usufruir de uma alimentação de baixo custo e saudável: · Fazer o máximo de refeições em casa; · Planear e estruturar as refeições e então depois comprar os alimentos; · Elaborar uma lista de compras, para não adquirir o que não precisa; · Aproveitar as promoções dos supermercados nos alimentos que constam da sua lista de compras; · Não ir às compras com fome; · Consultar o rótulo das embalagens dos produtos alimentares; · Preferir os alimentos da época, nomeadamente hortícolas e fruta; · Optar pelos produtos frescos ou congelados; · Evitar os produtos pré-confeccionados ultracongelados, pois são habitualmente ricos em gordura e sal; · Evitar os fritos, os cozidos são sempre uma opção mais económica… e saudável; · Cozinhar a vapor ou na panela de pressão; · Aproveitar a água de cozedura dos legumes para confeccionar sopa, purés ou molhos; · Confeccionar as refeições em maior quantidade e refrigerar ou congelar em doses para as restantes refeições; · Aproveitar os talos das folhas dos hortícolas para as sopas; · Demolhar as leguminosas secas em quantidades superiores e congelar em pequenas doses. Assim não necessita de comprar em lata ou frasco; · Aproveitar as cascas do limão e da laranja para preparar infusões; · Aproveitar o pão duro para ralar ou preparar açordas · Consumir a carne em pouca quantidade (e preferir a das aves ou do porco); · Adoptar a água como bebida de eleição; · Evitar os alimentos açucarados. Bruno Sousa Nutricionista
Fura Bardos
O Fura Bardos, grupo informal de voluntários, representa a esperança de que, com a ajuda de todos os envolvidos, o Parque Ecológico do Funchal volte à época que antecedeu o dia 13 de Agosto do ano passado. Para aqueles que já não se lembram, o grande incêndio que assolou o Parque deixou-o com cerca de 92% da sua área ardida. Daí que seja necessário o auxílio de todos os interessados na renovação e continuidade do trabalho de reflorestação que durava há mais de 16 anos. Este grupo fez no dia 6 do Setembro um ano desde a sua criação pelo colaborador do parque Bruno Fernandes. E conta, de momento, com cerca de 30 voluntários inscritos dos quais 20 participaram com maior assiduidade. Estas acções de voluntariado decorrem nas manhãs de domingo, com transporte cedido pela Câmara Municipal do Funchal, mediante aviso prévio da disponibilidade dos participantes aos responsáveis do grupo, sendo a saída junto à Câmara às 8h30 e regresso às 12h30. Esporadicamente, o grupo também conta com a colaboração de instituições e empresas que num gesto de responsabilidade social levam os seus colaboradores a passar um domingo diferente, em contacto com os trabalhos de reflorestação. Estes trabalhos passam pelo corte das árvores carbonizadas por todo o parque, pela sua remoção/limpeza, preparação do terreno; plantação; manutenção das espécies florestais, sem descurar o trabalho embrionário levado a cabo nos viveiros onde ocorre a preparação das espécies antes da fase do terreno. Todos aqueles que ficaram incomodados com a tragédia e que se queiram juntar ao grupo poderão contactar o responsável, Bruno Fernandes através do 924351238 ou o seu braço direito neste projecto, a voluntária do Parque, Cátia Mendonça através do 962989648. O grupo pode, igualmente, ser contactado através da sua página no Facebook – Fura Bardos Pico Alto, onde é possível acompanhar as suas actividades. O responsável espera que este grupo informal deixe de o ser e que se venha a tornar numa associação, visto que tem sido gratificante o trabalho desenvolvido por todos aqueles que não ficam de braços cruzados, fazendo com que desta forma haja mais envolvimento das pessoas. Ser voluntário deste grupo não requer nada de especial, apenas vontade em ajudar e dedicação a todo o género de tarefas dentro das possibilidades de cada um. Com esta acção, o indivíduo leva consigo uma experiência enriquecedora de relações interpessoais e de contacto com a natureza. Sem muito saber técnico sabe-se que quantos mais se juntarem mais rápido será o processo de recuperação de um dos espaços mais conhecidos do nosso património natural. Elisabete Andrade Estudante de Comunicação, Cultura e Organizações
Entrevista com Joana Maya
Com apenas 20 anos e mantendo os estudos lado a lado com o trabalho, Joana Sepúlveda tornou-se apresentadora de televisão. Frequenta o 3.º ano de Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, e foi graças a um concurso abençoado pelas redes sociais que conseguiu emprego na Metro Goldwyn Mayer (MGM). A revista JA foi ter com ela para saber mais acerca deste desafio. JA: Joana, com apenas 20 anos tornaste-te apresentadora no MGM e executas o cargo com sucesso. Sentes uma grande responsabilidade na tarefa que desempenhas? JS: Sinto, porque além de esta ser a minha 1ª experiência no meio, sou a pioneira na apresentação do programa MGM Diz que, por sua vez, é o 1.º programa de produção nacional emitido pelo MGM Portugal. Além de ser a cara deste programa, represento igualmente o canal, o que se torna uma grande responsabilidade. Não vou mentir, também me deixa radiante. JA: A tua entrada no MGM foi abençoada pelas redes sociais, conta-nos como tudo se passou. JS: O MGM Portugal lançou um concurso destinado a encontrar uma apresentadora para o MGM Diz, um novo programa que contaria com curiosidades sobre o mundo do cinema. Este concurso foi lançado no site sapo.pt e as concorrentes deviam participar através de um vídeo pessoal. Esses vídeos seriam posteriormente seleccionados e as 10 melhores candidatas sujeitas aos votos do público para chegarem à final. Foi aí que as redes sociais deram um grande empurrão para aquilo que eu pensava ser uma brincadeira se tornar numa realidade. JA: Consideras que as redes sociais têm, portanto, um papel determinante para os jovens na busca deste tipo de oportunidades? JS: Sem dúvida, hoje em dia é muito fácil que uma mensagem se propague não só devido a um meio fantástico como a internet, ajudado agora pelas redes sociais, permitindo que num minuto centenas de pessoas tenham acesso à mesma informação. É um meio muito participativo onde amigos, familiares e outros conhecidos podem contribuir para estas realizações. JA: Achas que os jovens por vezes não alcançam os seus objectivos por preguiça/medo na procura de novos desafios? JS: Penso que não. Os jovens procuram cada vez mais desafios como este que os lançam em grandes oportunidades. No entanto, reconheço que por vezes estes concursos iludem e podem levar a não considerar alternativas mais estáveis. Confesso que me sinto uma sortuda! JA: Frequentas o 3.º ano de Publicidade e Marketing. É difícil conciliar os estudos com o trabalho? JS: Não, é perfeito. Posso desfrutar desta nova experiência com muita liberdade para continuar a minha formação e acabar o meu curso. É fácil conciliar as duas coisas e tirar o melhor partido de cada. JA: Pretendes seguir o caminho da televisão no futuro ou esta é apenas uma experiência juvenil? JS: Nunca pus de parte essa hipótese, mas não posso basear o futuro apenas nisso. A experiência tem sido excelente e por isso tenho um grande desejo em continuar a explorar esta área, se me derem mais oportunidades, claro. Até porque desde pequena comunicar sempre fez parte de mim. Carolina Martins Estudante de Comunicação, Cultura e Organizações
40 Anos Ilhas Selvagens
Em 2011, a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a primeira Reserva de Portugal, celebra o seu 40.º aniversário. O programa de comemorações conta com um embaixador muito especial: o velejador João Rodrigues, que este ano também completa 40 anos! Este atleta, com dimensão Mundial, é o Padrinho desta emblemática Reserva Natural durante o corrente ano, o que seguramente garante de que o nome da Madeira e das Ilhas Selvagens será levado muito longe. As Ilhas Selvagens constituem o ponto mais a sul do território português, distando cerca de 300km da Ilha da Madeira. São constituídas por três ilhas de origem vulcânica, a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora. Constituem um habitat único no mundo, com ecossistemas praticamente inalterados na Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora, e apresentam a percentagem mais elevada de endemismos por unidade de superfície de toda a Região da Macaronésia. Estas Ilhas são um santuário de nidificação de aves marinhas, conhecendo-se nove espécies que aqui se reproduzem, como sejam a Cagarra cuja colónia apresenta a maior densidade em todo o mundo, Calcamar, Alma negra, Roque de castro e Pintainho. Outras espécies de vertebrados que podemos encontrar são a Osga e a Lagartixa, espécies estas que ocorrem exclusivamente nestas Ilhas. Um adequado conhecimento do património natural da Região e das acções de conservação desenvolvidas, constitui um aspecto determinante para que sejam tomadas medidas adequadas, com vista à salvaguarda do meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida da população. Uma das ferramentas que está ao dispor de quem tem por missão fazer a gestão de áreas protegidas, são as acções de sensibilização ambiental, permitindo desta forma aproximar cada vez mais as reservas das populações. A abertura destes espaços conduz a um melhor e mais atractivo usufruto dos mesmos pela população, tendo como retorno uma maior valorização e maior empenho na sua preservação. É pelo conjugar destes factores, e por ocasião do 40.º aniversário da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, que a Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, através do Serviço do Parque Natural da Madeira, tem desenvolvido várias iniciativas e organizado eventos que ajudam a divulgar o esforço de conservação que tem estado subjacente ao sucesso desta Reserva. Junte-se a nós no Facebook: www.facebook.com/parquenaturaldamadeira, consulte e participe em todas estas iniciativas, associando-se desta forma às comemorações dos 40 Anos Ilhas Selvagens. Parque Natural da Madeira